Atualização do Timeline System: pequenos ajustes, diferentes analogias, mas a mesma essência.
O Timeline System é um sistema vivo. À medida que o utilizo e o explico para outras pessoas, percebo que pequenos ajustes de nomenclatura e novas formas de visualizar o fluxo ajudam a torná-lo ainda mais intuitivo. Neste artigo, detalho como estou utilizando o Bases do Obsidian para cruzar informações, por que simplifiquei os nomes das pastas e quais analogias físicas melhor representam a estrutura digital do sistema.
Information Containers
No Timeline System, os Containers de Informação (Information Containers) representam espaços onde guardamos tudo que é relativo a um determinado tópico. Por exemplo, quando comecei a realizar experiências com o Raspberry Pi, criei uma nova pasta no Obsidian para o que eu vinha estudando e aprendendo:
Static/Knowledge Base/Raspberry Pi
Porém, venho também consultando e guardando informações em duas outras pastas que já existiam:
Static/Knowledge Base/LinuxStatic/Knowledge Base/Syncthing
O Pi usa o sistema operacional Linux e uma das primeiras coisas que queria instalar nele era o Syncthing. Enfim, já havia conteúdo sobre os dois temas no meu Obsidian e foi fácil encontrar as pastas para seguir guardando as novas informações e aprendizados.
Até aqui nada de novo. Foi assim que idealizei e comecei a usar o Timeline System no Obsidian. Porém, como já mencionei diversas vezes, manter conteúdo apenas em pastas impede o cruzamento de informações relacionadas.
Bases
O Bases foi a solução que encontrei para criar os relacionamentos e encontrar conteúdo facilmente no meu cofre. Voltemos ao exemplo do Raspberry Pi. Criei uma tabela chamada Pi Project.base, configurada da seguinte forma:
Regra para todas as visualizações:
file path | contains | Static
O objetivo é limitar todas as visualizações para o conteúdo dentro da pasta Static. Afinal, há outros conteúdos no meu cofre que contêm etiquetas relacionadas aos tópicos, mas que não fazem parte do meu aprendizado. Este post, por exemplo, tem as etiquetas Raspberry-Pi, Linux e outras que o fariam aparecer na tabela.
A tabela contém diferentes visualizações. Na que chamei de Linux, o filtro utiliza apenas uma regra:
file tags | contains | Linux
Uma vez que a regra principal — aplicada a todas as visualizações — já limita o filtro para a pasta Static, bastava dizer qual etiqueta quero visualizar.
Prateleiras
Como os Containers se movimentam entre as três pastas do sistema — Action, Static e Timeline — uma analogia que me ocorreu imediatamente foi a de um navio cargueiro levando os contêineres de um local para outro. Porém, à medida que fui explicando o sistema para alunos e no meu canal do YouTube, percebi que uma outra analogia seria melhor.

Uma estante com três prateleiras representando cada uma das pastas do sistema. No topo, bem visível, é onde guardamos tudo aquilo em que estamos trabalhando; lá ficam as caixas — subpastas ou tabelas do Bases — da pasta Action.
No meio temos aquilo que dá suporte ao nosso trabalho e que precisamos usar com alguma frequência: a Static. E, finalmente, lá embaixo, onde o acesso é um pouco mais complicado, está a Timeline.
Já as caixas representam os Containers que podem ser movidos de uma pasta para outra, ou seja, de uma prateleira para outra. Esta é uma analogia que me ocorreu há algum tempo e que, inclusive, usei no vídeo abaixo.
Existe, entretanto, uma outra possibilidade que me ocorreu recentemente enquanto eu produzia um vídeo sobre o Timeline System para meu canal em inglês.

Será que nossa mesa de trabalho ou uma cômoda não seria uma representação melhor? A pasta Action está sempre expandida — visível — no meu Obsidian, enquanto Static e Timeline ficam fechadas.
Mas em termos de utilização, a Static é a segunda mais usada. Expando e fecho a pasta algumas vezes ao dia, como faço com a gaveta que tenho embaixo da minha mesa no escritório. Assim como no Timeline System, a gaveta da minha mesa guarda itens que me ajudam no meu trabalho, porém não são coisas nas quais estou trabalhando naquele momento.
Na cômoda, as portas são uma boa forma de representar a Timeline porque é algo que usamos com muito menos frequência. Em outras palavras, o acesso um pouco mais dificultado de caixas empilhadas dentro de um armário não representa um desafio tão grande.
Embaixo da minha mesa de trabalho há um gaveteiro, que poderia ser também uma boa analogia, já que o acesso representa algo mais trabalhoso quando comparado ao topo da mesa e à gaveta logo abaixo.
Quando digo que deixo a pasta Action sempre expandida e recomendo isso para meus clientes, estou pensando na analogia com as coisas que estão em cima da minha mesa, que representam o trabalho em progresso.
Nomenclatura
No passado eu usava Action Containers e Static Containers porque são espaços para os diferentes tópicos — diferentes Containers. Mas comecei a ver clientes e amigos simplificando as coisas, eliminando a palavra Containers, e aquilo me pareceu bastante coerente.
É um sistema
Todas essas mudanças não alteram a concepção original do sistema: Containers para agrupar conteúdo a respeito do mesmo tópico e a movimentação deles entre Action, Static e Timeline. A propósito, é um sistema — System — e não um método justamente por ser algo sistêmico. Ou seja, um conjunto de elementos que interagem entre si. Os três estão diretamente relacionados e as informações trafegam de um para outro, podendo até voltar para uma posição anterior.