Há mais de um ano, resolvi que publicaria dois livros, um sobre meu sistema para equipes, o Workflow-C, e outro a respeito do Timeline System, que criei para organização pessoal. Já escrevi outros livros e sei bem que se trata de uma atividade intensa. Portanto, minha estratégia foi começar pelo que eu acreditava que seria o mais difícil, a edição em inglês.

Com o tempo, entretanto, notei que a dificuldade não estava ligada à língua. Converter para texto aquilo que venho ensinando para profissionais autônomos, pequenas empresas e departamentos de grandes empresas há mais de uma década, acabou se revelando uma tarefa muito mais complexa do que eu imaginava.

O Problema

Após recomeçar o trabalho de reescrever a edição em inglês pela terceira vez, resolvi tentar minha sorte em português, imaginando que seria muito mais fácil.

Doce ilusão!

Cada vez que vou a um café escrever, dedico um tempo imenso melhorando o texto na primeira parte do livro. É nos primeiros capítulos que explico as premissas do Workflow-C, ou seja, usar um fluxo em lugar de tarefas, aceitar que o tempo manda em nós — não o contrário, manter processos transparentes, eliminar custos de transação e assim por diante. Tudo ali já está bem adiantado e estruturado há bastante tempo. Verdade seja dita, estava constantemente fugindo do trabalho que realmente precisava fazer na segunda parte.

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É na segunda parte que explico como montar quadros Kanban usando o sistema e eu não conseguia encontrar meu caminho nem em inglês, nem em português. É óbvio que sei como o sistema funciona. O Workflow-C foi criado por mim e venho ajudando empresas com ele há mais de uma década.

O problema que eu não havia percebido no livro até então é que sempre que estou com um cliente, há uma aplicação clara para o sistema, ou seja, o fluxo de trabalho do meu cliente. É isso que facilita a minha explicação e a compreensão e assimilação por parte da equipe.

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No livro, eu vinha misturando exemplos de diversas empresas, portanto, os elementos que eu descrevia não faziam parte de um mesmo fluxo. Meu objetivo era preservar a privacidade dos meus clientes, mas isso estava gerando uma confusão enorme nas explicações porque nada estava conectado a nada.

A Solução

O primeiro capítulo do livro é sobre fluxos de trabalho não dependerem de tecnologia para existir. Para demonstrar isso, descrevi o fluxo que eu usava em um dos meus primeiros empregos, gerenciando uma agência de turismo. Isso foi há quase 30 anos, quando computadores eram raridades no ambiente corporativo e nem sonhávamos com aplicativos como o Trello.

A solução para o livro invadiu minha mente como um raio há alguns dias quando eu caminhava para o supermercado.

“—E se na segunda parte eu demonstrar como levar aquele fluxo de 30 anos atrás para o Trello?” 🤯

Confesso que até agora estou em choque com a simplicidade e genialidade dessa ideia. É a combinação perfeita! Conheço muito bem o trabalho que realizávamos na agência e, claro, o sistema que ensino para meus clientes.

Naquele dia, cheguei em casa, comecei a escrever e não parei mais. Está funcionando tão bem que já reescrevi metade da segunda parte e de forma muito mais simples e direta, transformando o livro no guia que eu havia visualizado, mas não estava conseguindo realizar.

Quero que seja um livro curto e direto, mas nem por isso simplório. Se eu conseguir compactar todo o conhecimento e experiência que adquiri em mais de uma década em poucas páginas, será prático para ler e consultar e fácil de assimilar.

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Enfim, acho que agora sai!

Um ótimo restinho de domingo e uma excelente primeira semana inteira em 2026. De minha parte, vou continuar a trabalhar no livro, ao menos por mais uns minutinhos… 😉