Há alguns dias, uma conversa no Mastodon sobre como a IA vem incomodando pessoas que gostam de escrever, descobri que o meu autor predileto — Fernando Sabino — andou aparecendo no radar de alguém lá na Austrália. E foi isso que me inspirou a publicar a reflexão de hoje.

Esse acontecimento tocou profundamente meu coração porque a relação que tenho com Sabino vai muito além do “meu autor predileto”. Carrego até hoje comigo uma boa quantidade das sabedorias que ele frequentemente compartilhava nos seus livros.

Além de tudo isso, houve um momento em que trocamos correspondências. Infelizmente, não tenho cópias das cartas que mandei para ele, mas guardo com imenso carinho as que ele me enviou. Estão devidamente emolduradas e aparecem ao fundo em diversos dos meus vídeos no YouTube.

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A conversa no Mastodon começou por conta do tal travessão que muitos atribuem a textos produzidos por IA. O que só demonstra uma imensa falta de cultura de algumas pessoas, já que o travessão é algo que se usa há literalmente centenas de anos.

Foi nos livros do Sabino que me deparei com eles à exaustão — como pode ser visto na imagem abaixo — e acabei me apaixonando por este curioso símbolo usado na nossa e em tantas outras línguas.

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