PT

Blog

    Como receber e enviar e-mails utilizando o Palm?

    Originalmente publicado na Revista Portáteis Expert (CD Expert). Ano 1, No. 1, Página 09, Dezembro de 2000.

    O Mail é um dos programas originalmente instalados no Palm e permite o sincronismo com e-mails recebidos no desktop e e-mails respondidos ou criados no Palm. Isso significa que e-mails recebidos no desktop podem ser transferidos para o Palm, respondidos e novamente transferidos para o desktop a fim de serem posteriormente enviados. Para facilitar a troca de mensagens e evitar confusões, filtros e definições especiais controlam o processo de transferência das mensagens entre o Palm e o desktop de acordo com a vontade do usuários. O Mail permite ainda a criação de uma assinatura e é integrado com a Agenda de Endereços do Palm, o Address, possibilitando a seleção de endereços de e-mail diretamente da relação de contatos pessoais cadastrados.

    O Mail é vantajoso no sentido de permitir que se tenha à mão todas as mensagens do desktop de forma a preparar as respostas em qualquer lugar. Entretanto o Mail não é capaz de enviar mensagens diretamente do Palm e mesmo que o fosse, restaria o problema da limitação de hardware. Para enviar e receber e-mails é preciso que se tenha um modem e uma conexão com a Internet. 

    Caso o usuário tenham um modem para o Palm e algum tipo de conexão com a Internet, o Mail pode ser utilizado em conjunto com outros programas para permitir o recebimento e envio de e-mails a partir do próprio Palm. Um das possibilidades é o ProxiMail que além de gratuito, aproveita toda a estrutura do Mail para enviar e receber mensagens. Outra opção dessa natureza é o Mail Plus, que também permite o envio e recebimento de mensagens e ainda aprimora as características originais do Mail.

    No caso do ProxiMail o usuário terá que se cadastrar na ProxiNet.com e efetuar o download de um programa para ser instalado no Palm. O ProxiMail gerencia o envio e recebimento enquanto o Mail é utilizado para escrever e ler as mensagens. Já o MailPlus aprimora a interface e os recursos do Mail original do Palm permitindo o envio e recebimento de mensagens de uma forma simples.

    Existem ainda diversos outros programas para a troca de e-mails no Palm, com características bastante distintas, entretanto o MultiMail parece ser o mais completo. Diferente do ProxiMail e do MailPlus, o MultiMail é um programa a parte e não utiliza a estrutura do Mail original. Com suporte a contas POP, IMAP e NNTP, o MultiMail permite a criação de até oito contas de e-mail independentes e com suas respectivas assinaturas individuais, recebimento e envio de arquivos anexos, criação de filtros, integração com o Address para selecionar e-mail através do recurso auto-completar, etc.

    Além do MultiMail, o usuário pode instalar também alguns plug-ins que aprimoram ainda mais sua utilização, permitindo o recebimento e leitura de arquivos anexos nos formatos HTML, Word/DOC, TXT, etc. Existem também plug-ins que permitem o recebimento e instalação de programas e arquivos compatíveis com o Palm. E finalmente um plug-in que descompacta arquivos ZIP recebidos no Palm.

    Já são vários os programas que permitem o envio e recebimento de e-mails abrangendo as necessidades de todos os tipos de usuários. Entretanto, de uma forma geral, ainda há no Brasil a necessidade de conectar o Palm ao desktop ou a uma linha telefonia fixa para que o recurso de envio e recebimento de e-mail possa ser utilizado.

    Atualmente temos presenciado o surgimento das primeiras soluções para a conexão do Palm a telefones celulares e redes sem fio, de forma que em pouco tempo os programas de e-mail para o Palm ganharão mais popularidade e utilidade entre os usuários e certamente se tornarão ferramentas essenciais para as soluções de conexão móvel que estão surgindo.

    Referências dos programas citados


    Como visualizar PDF no Palm?

    Originalmente publicado na Revista Portáteis Expert (CD Expert). Ano 1, No. 1, Página 12, Dezembro de 2000.

    O formato PDF (Portable Document Format) foi desenvolvido pela Adobe e rapidamente se tornou um padrão na Internet para criação e distribuição de documentos, informes, manuais e até mesmo livros eletrônicos devido a sua capacidade de integrar texto e imagens em um arquivo relativamente pequeno e de fácil impressão. Os documentos são criados através do programa comercial Adobe Acrobat e podem ser lidos no programa Acrobat Reader distribuído gratuitamente pela Adobe.

    Atualmente os programas desenvolvidos para usuários Palm são capazes de extrair apenas a porção de texto contida em um documento PDF e converté-la para o formato PalmDoc. (Vide: “Como ler arquivos DOC no Palm?").

    O PDF2Doc é um plug-in gratuito para o Adobe Acrobat que permite ao usuário converter desde determinadas páginas até um arquivo PDF inteiro. Para isso, basta abrir um documento no Adobe Acrobat, selecionar a opção PDF2Doc no menu e definir qual intervalo de páginas deverá ser convertido para o formato PalmDoc. A desvantagem do PDF2Doc é que ele só funciona na versão comercial do programa da Adobe, o Adobe Acrobat. 

    O RRConverter possibilita a conversão de arquivos PDF para serem lidos no programa RichReader. Diferente do PDF2Doc, o RRConverter abre uma janela independente do Adobe Acrobat e do Acrobat Reader onde é possível indicar o caminho para um arquivo do tipo PDF a ser convertido. Já no caso do InstallBuddy há uma integração ao HotSync que permite a conversão de vários tipos de arquivos para o formato PalmDoc, dentre os quais o PDF.

    Recentemente a Aportis lançou o AportisDoc PDF Converter. Trata-se de um programa também desenvolvido para o desktop que extrai a porção de texto de qualquer arquivo PDF e a transforma em um arquivo PalmDoc. O AportisDoc PDF Converter é um programa independente do Adobe Acrobat ou do Acrobat Reader, atuando diretamente no arquivo PDF.

    Utilizar o AportisDoc PDF Converter é uma tarefa simples. O usuário pode seguir o processo de conversão passo-a-passo, selecionando o arquivo PDF, escolhendo o título que ele terá após a conversão e editando a versão convertida do documento PDF antes de sua instalação no Palm. Ou optar pelo processo mais simples, que não permite qualquer tipo de interação entre o usuário e o processo de conversão e consiste em arrastar um documento (ícone) PDF para dentro da janela do AportisDoc PDF Converter para que ele seja automaticamente convertido e instalado no Palm.

    Algumas desenvolvedores têm prometido criar programas capazes de converter documentos PDF por inteiro, incluindo texto e imagens, mas até o presente momento o AportisDoc PDF Converter é a solução mais simples e prática de converter arquivos PDF para serem lidos no Palm apesar de se limitar a extrair apenas a porção de texto contida no documento.

    Referências dos programas citados
    -Adobe
    -AportisDoc PDF Converter
    -InstallBuddy
    -PDF2Doc
    -RRConverter


    O Mundo na Palma da Mão

    Originalmente publicado na edição Set/Out-2000 da revista Tema.

    Em Nova York, um taxista investe na bolsa de valores enquanto dirige seu táxi. Em Los Angeles, um julgamento de assassinato pode ser anulado devido a notícias da mídia, que chegaram ao computador portátil de um dos jurados. E em São Paulo, o hospital Albert Einstein desenvolve um sistema para controle dos pacientes e medicamentos através de computadores portáteis equipados com leitores de código de barras e transmissores. Essas três situações, aparentemente tão antagônicas, têm em comum um mesmo protagonista, o Palm Pilot.

    Esse pequeno computador tem mudado a vida de muitas pessoas e parece estar mudando o mundo bem diante dos nossos olhos. Além de organizar a vida do usuário com agendas e programas específicos, mantém-se constantemente sincronizado com os arquivos do computador de mesa e pode ser conectado a Internet, permitindo a navegação em sites e troca de e-mails.

    Basta um pouco de atenção aos acontecimentos ao seu redor para ver que situações envolvendo o Palm não são tão incomuns e, na realidade, ocorrem com muito mais freqüência do que se imagina. É cada vez maior o número de estudantes que leva o Palm para as escolas e faculdades, no lugar dos cadernos; um grande número de jornalistas e executivos prefere o Palm ao notebook em suas viagens a trabalho; e um sem número de profissionais de diversas áreas utiliza o Palm como ferramenta de trabalho e organizador pessoal.

    Usuários tão distintos e profissionais de diferentes áreas têm em comum uma nova forma de agir diante de situações e comportamentos antigos. Eles trocam cartões de visita eletronicamente, utilizando o sistema de infra-vermelho, lêem livros e jornais eletrônicos na tela do Palm, efetuam transações bancárias onde quer que estejam, fazem anotações digitais, a exemplo do que se fazia nos antigos blocos de nota, e escrevem seus memorandos e consultam planilhas inteiras armazenadas no pequeno computador. Nas horas de lazer, têm à disposição centenas de jogos, além de câmeras digitais, aparelhos de MP3 etc., que podem ser acoplados ao Palm.

    Como ler livros, jornais e desenvolver atividades em uma tela tão pequena? Parece uma realidade estranha e até mesmo improvável. Certo? Errado, grandes jornais como o Le Monde, Clarín e New York Times mantém versões diárias e gratuitas para os usuários Palm. Estranho para os usuários Palm é não poder ter, a qualquer hora e em qualquer lugar, o mundo na palma da mão e em uma tela bem pequena.


    Retrato do site PalmBR.com resgatado do Arquivo da Internet.

    Este é um retrato do site PalmBR.com no dia 15 de junho de 2000, resgatado do Arquivo da Internet.

    Curiosidade: Não havia nenhum tipo de mecanismo de atualização ou portal de administração. O site inteiro, incluindo imagens dos botões e outros elementos, foi criado e era atualizado apenas por mim, usando um editor básico de HTML. Na época já existiam formas de criar sites com recursos mais dinâmicos, mas meus conhecimentos se limitavam a HTML. As páginas eram modificadas ou criadas no meu computador e enviadas para o servidor usando FTP.

    Auto-generated description: Página de um site antigo com informações sobre Palm, incluindo notícias, produtos e um cardápio de navegação.

    tanto fuso

    seis horas negativas do lado esquerdo do mundo
    contra três ou quatro positivas a direita do mesmo mundo
    há os que acordam bem cedo
    (ao fim de meu dia)
    e os que tarde madrugam
    (no inicio de minha noite)

    tanto fuso
    tanto horário
    tão mais e tão menos
    dessa gente que a gente gosta tanto

    tanta saudade
    conectada por cabos submarinos
    satélites geoestacionários
    parafernálias mirabolantes
    que matam e alimentam nossa saudade

    fotos digitais
    sons digitais
    imagens virtuais de sol e neve
    frio e calor unidos em minha base tropical

    tanta saudade real
    de todos vocês
    dos fusos negativos da américa do norte
    dos fusos positivos do sul e do norte europeu
    tanta saudade de todos vocês

    Vladimir Campos
    17.01.1999

    * Originalmente publicado no meu antigo site DigiCampos.com


    saudade do futuro

    (Trilogia do Futuro - momento de solidão)

    saudade do futuro
    daquelas incríveis máquinas de pensar
    de chorar
    de sentir 

    saudade do futuro
    vinte ou trinta anos
    me separam de mim mesmo
    me separam da modernidade 

    saudade do futuro
    me corroí essa agonia
    essa pressa
    esse presente medieval
    saudade 

    prisioneiro de um tempo incompatível
    prisioneiro de um amor moderno e medieval
    prisioneiro de você 

    saudade do futuro
    do amor que virá 

    e essas incríveis máquinas de pensar?
    e essas incríveis pessoas de amar?
    e essa dor? 

    confluência do futuro
    ausente
    e você

    Vladimir Campos
    29.04.1996

    * Originalmente publicado no meu antigo site DigiCampos.com


    loucura de bell

    (Trilogia do Futuro - momento de tristeza)

    estranhos pulsos
    ondas eletromagnéticas
    levam minha voz
    nossa voz
    sua voz
    sua presença virtual
    que mata e alimenta minha saudade 

    estranhas ondas de energia
    viajando ao compasso de sessenta, setenta,
    cem batidas por segundo
    ao compasso de um beijo imaginário
    de um abraço impossível
    contato intangível…
    …moderno, pois 

    moderno?
    loucura, bell! 

    loucura nossa
    querendo o que está tão longe
    porque parece perto
    por que?
    por que bell? 

    loucura nossa
    ainda não aprendemos
    nada sabemos sobre a modernidade
    trivial: uma ligação telefônica
    o descompasso de uma geração inteira 

    quase posso te ver
    quase posso sorrir
    quase posso te beijar… 
    …quase posso te tocar 

    e seguimos perdidos
    nessa desordem virtual de comunicação
    nessa desordem real da razão
    somos herdeiros da american telephone & telegraph

    Vladimir Campos
    27.12.1995

    * Originalmente publicado no meu antigo site DigiCampos.com


    outro.poema@eletronico

    (Trilogia do Futuro - momento de revolta)

    moderno
    transitorio
    fugaz…
    …efemero

    compatibilidade total
    a ultima revolucao de costumes
    a ultima moda

    e a gente nem se ve
    nao se fala, nao se beija
    nao se ama
    se entende, se atura
    se compreende
    loucura!

    e voce tao classica e eu tao moderno—na vida
    e eu tao classico e voce tao moderna—no amor
    loucura!

    loucura eletronica…
    matou o ultimo poema shakespeariano
    o ultimo amor
    o ultimo suspiro da maquina de escrever
    da caneta Mont Blanc

    e ultima rosa do jardim
    digitalizada
    perpetuada sem perfume
    causou eterno sofrimento no poeta
    que morreu datilografando o ultimo poema
    —que foi transcrito,
    tambem digitalizado,
    imortalizado
    como o poeta nao queria—
    derramando a ultima lagrima passional da ultima amada
    que por sua vez tambem foi digitalizada

    por fim,
    o amor foi compactado, restrito a um arquivo qualquer
    de uma ala qualquer
    de um museu qualquer
    da world wide web…

    Vladimir Campos
    30.10.1995

    “Donde conclui-se que somos a última geração de uma velha civilização e a primeira geração de uma nova, que grande parte de nossa confusão pessoal, angustia e desorientação pode ser diretamente atribuída ao nosso conflito interno e ao conflito no cerne de nossas instituições políticas, entre a civilização agonizante da Segunda Onda e a civilização emergente da Terceira Onda clamando para assumir o seu lugar.

    Quando, finalmente, compreendermos isso, muitos eventos aparentemente sem sentido de repente tornar-se-ão compreensíveis. (…) Em suma, a premissa revolucionária libera nosso intelecto e nossa vontade.

    —Alvin Toffler (Criando uma nova Civilização)

    * Originalmente publicado no meu antigo site DigiCampos.com


    M.A.D.

    fazer casa num silo nuclear da guerra fria
    de um harmônico descompasso mundial
    de um eterno estado de agonia

    míssel balístico intercontinental
    louco para voar
    louco para explodir
    adquiriu vida própria
    e pôs-se a sorrir perante a situação
    de tanto poder e ter que esperar
    que liberem as amarras
    abram o silo
    e o deixem escapar

    pulsa
    pulsa um míssel nuclear
    pulsa um coração posto a esperar
    que as tensões mundiais se agravem
    e acabem por detonar a primeira ogiva
    que arrasará a primeira cidade
    que causará a primeira enchente termonuclear
    que causará retaliação
    perturbação na ordem mundial
    que causará pânico
    euforia e agitação

    (paixão)

    Vladimir Campos
    27 de julho de 1995

    Contexto.

    A Guerra Fria era tema frequente nas telas de cinema, capas de revistas, jornais e conversas entre amigos. Um dos filmes mais marcantes de nossa geração foi inclusive sobre este tema. O famoso e hoje clássico Jogos de Guerra (War Games) de 1983, que assisti quando tinha uns 15 ou 16 anos. Por conta de tudo que li, ouvi e conversei a respeito da Guerra Fria, mais tarde a escrever diversos poemas usando o tema.

    Não há nada de poético em uma guerra, muito menos quando se trate de uma que pode exterminar a humanidade por completo. Porém, um dos efeitos daquela guerra psicológica era justamente o estado de tensão constante de que algo poderia e iria acontecer a qualquer momento. Este acontecimento seria uma guerra de proporções nunca antes vista. Foi por conta deste estado constante de ansiedade em relação ao que pode vir a acontecer um dia que surgiu a idéia de comparar a Guerra Fria a uma paixão não correspondida.


    nação distante

    uma fila de tanques
    um filho gritante
    (da nação distante)

    um Nobel da paz
    um notável capaz
    (da nação distante)

    uma fila armada
    com armas de fogo

    uma fila armada
    com armas de flores

    um acerto de cúpula
    um cerco à culpa
    (da nação distante)

    um muro no chão um mundo de confraternização (da nação distante)

    Não há data na página deste poema no meu caderno de poesias, mas como o Nobel da paz de 1990 foi anunciado no dia 15 de outubro de 1990, decidi atribuir esta data a este post, já que o poema, indiretamente, menciona Mikhail Gorbachev.


    Só o Amor Destrói

    Vejo através
    de fragmentos da parede de concreto

    Vejo através
    de frações de um mundo incerto
    provas do que mudou
    do que diziam ser certo
    restos do que acabou
    do que era perpétuo

    Um muro Alemão
    e são tantos mais
    fronteiras sem razão
    guerra na Praça da Paz
    “Só o amor destrói”
    o que só o ódio constrói

    Vejo através
    de filas de tanques de guerra
    Vejo através
    de filhos que amam sua Terra
    provas do que mudou
    do que diziam ser certo
    restos do que acabou
    do que era perpétuo

    Vejo através
    de homens que não cansam de sonhar
    Vejo através
    de sonhos que não param de realizar

    Cai um muro alemão
    e o de outras terras mais
    não há fronteiras sem razão
    só paz na praça da guerra
    “Só o amor destrói”
    o que só o ódio constrói

    Em 1990 ganhei, não me recordo de quem, um fragmento do Muro de Berlim dentro de um pequeno envelope com a frase “SÓ O AMOR DESTRÓI” impressa na parte externa.

    Na parte interna desse envelope, que guardo até hoje, há um pequeno texto dizendo que o fragmento foi trazido ao Brasil por Wolger Wey, que honestamente não faço a menor idéia de quem seja. Por curiosidade, recentemente procurei informações na Internet mas não há nenhuma referência ou vínculo que eu tenha encontrado de uma pessoa com este nome e o Muro de Berlim.

    Confirmar a legitimidade do fragmento nunca foi algo que me importou e continua não sendo importante agora. O que está vivo na minha mente até hoje são as imagens que vi na televisão de uma multidão de pessoas derrubando um muro que nunca deveria ter existido. Isso é o que realmente importa!

    Lembro também que quando recebi o fragmento de presente, as imagens do muro sendo derrubado e a multidão passando pelo Portão de Brandeburgo começaram a se repetir na minha mente me fazendo pensar em quanto ódio foi necessário para construir um muro — e tantos outros tipos de muro que depois dele surgiram — dividindo famílias e amigos. Foi esse sentimento que me fez escrever o poema que ganhou o nome “Só o Amor Destrói”.


← Newer Posts