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    Migrei do Kindle para o BookFusion e não poderia estar mais feliz

    Deixar de usar o Kindle foi, em realidade, um processo relativamente longo que venho compartilhando no YouTube e no meu blog.

    2025-11-30 Supernote and BookFusion.jpg

    O primeiro passo foi remover o DRM dos meus livros comprados na Amazon e usar o Calibre para gerenciar minha biblioteca. Que, a propósito, passou a ser armazenada no meu cofre do Obsidian. O próximo passo foi testar alguns leitores.

    Supernote

    O Supernote tem um leitor de ePub e, como meus livros já estavam no Obsidian, foi só uma questão de sincronizar a pasta da biblioteca com o Supernote para abrir e ler qualquer um dos meus eBooks.

    Há ainda outras vantagens. Por exemplo, posso usar a caneta e fazer anotações no próprio livro, que depois podem ser enviadas para diversas partes, até mesmo para notas do Obsidian, usando o recurso Digest.

    Porém, há uma grande desvantagem. Só posso ler usando o Supernote.

    BookFusion

    O BookFusion é um leitor que eu já vinha testando no Android, mas que também tem aplicativos para iOS, Mac, Windows e até a web. E assim como acontece no Kindle, minhas anotações, posição de leitura, grifos, etc. são automaticamente sincronizadas entre todos os aparelhos.

    Como o Supernote é, na realidade, um “Android disfarçado” ☺️, instalei o BookFusion nele também e passei a ter acesso aos livros que estou lendo, independentemente do dispositivo.

    Outra vantagem são as diversas integrações. Por exemplo, há um plugin para o Calibre, que facilita o envio de livros para a nuvem do BooksFusion. Em breve publicarei um vídeo explicando como instalar e usar este recurso.

    Outro vídeo, também já gravado, é sobre um plugin incrível que permite sincronizar as nossas anotações, grifos, capa, progresso do livro e mais uma infinidade de outros detalhes com o Obsidian.

    Os dois vídeos serão publicados em breve.

    Por ora, caso ainda não tenha assistido, sugiro o vídeo abaixo sobre como usei o Calibre para ter controle total sobre minha biblioteca.


    Substack ou Medium? 🤔 Ou um blog?

    Minha paixão por blogs não é segredo para ninguém. Sempre sugiro que as pessoas tenham um domínio próprio e mantenham um blog. E não é necessário abandonar as redes sociais. Basta escrever no blog e compartilhar o link do artigo.

    Nem sempre pensei assim e essa prática é algo que fui amadurecendo ao longo dos anos. No episódio de hoje, compartilho um pouco dos experimentos que fiz com Substack e Medium e o que me levou a preferir usar meu próprio blog para compartilhar conteúdo online.

    Transcript


    Não espere um resultado diferente fazendo o mesmo

    Hoje mais cedo, notei algo nas estatísticas de alguns dos meus vídeos e isso me levou a pensar que algoritmos podem estar atrapalhando o trabalho que faço para ajudar as pessoas.

    Soluções fáceis raramente são as que funcionam a longo prazo, mas parece haver uma tendência de serem as mais procuradas e, consequentemente, as mais sugeridas pelo algoritmo.

    Transcript


    3,5 Bilhões de Contas—entenda a falha de segurança do WhatsApp

    Um grupo de pesquisadores conseguiu descobrir 3,5 bilhões de usuários do WhatsApp e baixar a imagem de perfil, bio, data de criação e atualização das contas, em que telefones e computadores as contas são usadas, e todas as chaves públicas de criptografia. Com estes e outros dados, conseguiram descobrir diversas outras informações dos usuários.

    Tenho visto vários comentários dizendo que o vazamento não foi tão grave assim porque o conteúdo já era público. Minha opinião é um pouco diferente. No episódio de hoje, explico o estudo e o que penso a respeito desta coleta massiva de dados que foi completamente ignorada pela Meta.

    Tudo que foi feito está publicado num Paper repleto de gráficos e análises interessantíssimas. Por exemplo, o gráfico abaixo demonstra o share de mercado do Android e iOS em todas as regiões do mundo.

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    Transcript


    Por que tantos livros em inglês?

    Por conta da minha mudança para Portugal, doei quase todos os livros de papel que eu tinha no Brasil. Ou seja, não há como saber ao certo, mas se tivesse que tentar adivinhar, diria que a maior parte da minha biblioteca era composta por livros em inglês.

    Comecei minha jornada com literatura brasileira e estrangeira—em português—, mas quando passei a me interessar por conteúdo mais técnico, migrei para o inglês e por lá fiquei. Neste episódio, conto um pouco da minha jornada literária e como ler muito já me ajudou algumas vezes na vida.

    Transcript


    Timeline System: Uma Estrutura Unificada para Gerenciamento de Informações e Atividades

    Autor: Vladimir Campos
    Data: 10 de novembro de 2025

    Resumo

    O Timeline System apresenta uma metodologia de baixa fricção para gerenciar ativos digitais e físicos, estruturando informações com base no status da atividade. Em sua essência, estão os Information Containers (ou Containers), que definem três estados operacionais distintos—Action, Static e Timeline. Esta estrutura é projetada para gerenciar o fluxo de conteúdo, reduzir a carga cognitiva e unificar o gerenciamento de tarefas com informações em uso e conhecimento adquirido. Este artigo descreve a estrutura, o mecanismo e a aplicação prática do sistema.

    en: The Timeline System: A Unified Framework for Information and Activity Management


    1. Introdução: A Metáfora do Container

    O Timeline System apresenta uma metodologia de baixa fricção para gerenciar informações com base no status da atividade. Em sua essência, estão os Information Containers (ou simplesmente Containers) — espaços virtuais que contêm informações relacionadas à mesma atividade, tópico ou projeto.

    O sistema em si é definido por três estados operacionais distintos: Action, Static e Timeline.

    Para simplificar a compreensão, este artigo emprega a metáfora da organização vertical. Imagine três prateleiras e caixas de papelão para ilustrar o movimento do conteúdo. É importante notar, no entanto, que essa metáfora é puramente descritiva, pois o mecanismo de armazenamento real varia amplamente em diferentes aplicações digitais (por exemplo, pastas, cadernos ou quadros).

    2. Arquitetura do Sistema: Os Três Tipos de Containers

    O Timeline Sistem define três tipos primários de Containers, cada um correspondendo a um status distinto no ciclo de vida de uma atividade ou ativo de conhecimento:

    Tipo de Container Status Função
    Action Em Andamento/Ativo Atividades em andamento, projetos, trabalho, etc. em progresso.
    Static Suporte/Referência Suporte de curto prazo e materiais frequentemente referenciados e que são necessários para as atividades diárias.
    Timeline Completo/Histórico Atividades concluídas ou materiais de suporte de longo prazo.

    Fundamental para o Timeline System é o ato de mover notas ou pastas entre Containers para indicar uma mudança de status. Este mecanismo reduz a fricção e utiliza elementos visuais para o acompanhamento de atividades, redefinindo a organização digital ao fundir a passagem do tempo o gerenciamento de tarefas e a estruturação da informação.

    Exemplos de como os Containers são representados em diversas aplicações:

    • Computador: Pastas
    • Evernote: Cadernos
    • Mundo Real: Caixas
    • Obsidian: Pastas

    3. Como Funciona: A Analogia da Prateleira

    O sistema pode ser visualizado como uma estrutura com três prateleiras. Ao mover um Information Container (ou conteúdo dentro dele) de uma prateleira para outra, isso sinaliza uma mudança no status da atividade relacionada.

    3.1. Action (A Prateleira Superior)

    A prateleira superior é a superfície de trabalho. Ela contém os Action Containers — as caixas em uso e o trabalho efetivamente em andamento.

    • Definição de “Em Andamento”: Um item é considerado “em andamento” no momento em que entra na esfera de pensamento do usuário. Este status se aplica a todo o ciclo de execução: desde o estágio inicial de conceituação e planejamento (mesmo sem uma estrutura escrita) até a fase final de criação de conteúdo. Por exemplo, uma nota para um roteiro de vídeo pode começar de forma tão básica quanto um rascunho de título e permanecer “em andamento” até que o trabalho seja formalmente concluído (por exemplo, o vídeo é publicado) ou a ideia seja completamente abandonada.

    3.2. Timeline (A Prateleira Inferior)

    A prateleira inferior serve como registro histórico. Uma vez que o trabalho é concluído no Action Container, seu conteúdo é movido para a Timeline.

    • Movimento de Conteúdo vs. Container: Para manter a integridade estrutural para trabalhos futuros (por exemplo, futuros projetos de vídeo), a ação padrão é mover apenas o conteúdo (por exemplo, a nota do roteiro concluído) para uma estrutura de Container correspondente na prateleira da Timeline, em vez de mover a pasta inteira do projeto. Isso permite o movimento de conteúdo específico de um status para outro, mantendo a estrutura principal do projeto pronta para reutilização futura.

    • Desativando Containers: Existem três cenários em que o Container inteiro deve ser desativado das prateleiras de Action ou Static e movido para a Timeline:

      • A atividade é definitivamente abandonada e não será revisitada.
      • A atividade foi uma tarefa única (por exemplo, um projeto curto e autocontido) para a qual a estrutura organizacional não é mais necessária.
      • A categoria mais ampla de atividade que ele representa não está mais ativa ou relevante (por exemplo, cessar a produção de vídeo ou a consultoria de clientes).
    • Os Papéis da Timeline: O conteúdo na Timeline nunca é descartado; ele tem um valor crítico ao cumprir várias funções:

      • Referência de Longo Prazo: Serve como uma base de conhecimento ou memória abrangente, permitindo que os usuários consultem dados, documentos ou imagens antigas para conectar atividades passadas e informar o trabalho atual.
      • Reutilização: Permite a recuperação e reativação de projetos passados. Se um cliente retornar, seu Container pode ser localizado e movido de volta para a prateleira Action para reutilização imediata.
      • Arquivo Histórico: Armazena com segurança todas as informações, mesmo as que nunca mais sejam consultadas. Ao mover todo o conteúdo concluído para lá, o risco de perda de dados ou incerteza é minimizado.

    3.3. Static (A Prateleira do Meio)

    A prateleira do meio, posicionada entre Action e Timeline, é a prateleira Static. Ela abriga Static Containers — ativos que auxiliam nas operações diárias, mas não estão necessariamente vinculados a um marco específico do projeto. Estendendo a analogia da mesa, se a prateleira de Action representa a superfície de trabalho ativa, a prateleira Static pode ser comparada às gavetas abaixo, onde materiais de referência e suporte frequentemente acessados são guardados.

    • Propósito: Static Containers contêm materiais de suporte frequentemente usados ou constantemente consultados. Exemplos incluem uma base de conhecimento, documentos familiares ou manuais e modelos departamentais essenciais.
    • Fluxo: O conteúdo na prateleira Static deve manter sua utilidade. Se um ativo (como um documento expirado) deixar de ser frequentemente usado, ele é movido para a Timeline para armazenamento de longo prazo, e o ativo atualizado ou novo é colocado na prateleira Static.

    4. Conclusão

    O Timeline System oferece uma estrutura robusta e adaptável ao unificar o controle de atividades e a organização da informação. Ao contrário de sistemas que separam o gerenciamento de tarefas do armazenamento de conhecimento, o Timeline Sistema trata o próprio Information Container como a unidade fundamental de trabalho.

    Esta unificação oferece duas vantagens:

    1. Status e Contexto Instantâneos: Ao vincular o status (Action, Static ou Timeline) diretamente à informação (o Container), o sistema garante que o contexto necessário para entender uma atividade esteja sempre imediatamente disponível junto com seu estado atual. Não há necessidade de consultar uma lista de tarefas separada para saber do que se trata um projeto ou em que ponto ele se encontra.
    2. Fluxo Otimizado: O ato de mover conteúdo entre esses três estados definidos transforma o elevado custo de organizar em um reflexo simples e natural do ciclo de vida do trabalho (em andamento, suporte ou concluído).

    Ao definir claramente o status através dos tipos de Action, Static e Timeline Containers, o sistema oferece uma vantagem visual e cognitiva, unindo a passagem do tempo e a estruturação da informação em uma metodologia única e coesa.


    Queria poder levar meu #Pi Zero e todos os cabos e conectores facilmente de casa para o estúdio e vice-versa. Para resolver isso, resolvi montar tudo em uma placa de acrílico ao estilo MacGyver. Agora é só colocar na mochila e aprender #Python e me familiarizar com #Linux onde quer que eu esteja.

    Para os que assistiram minha live recente, este é o primeiro protótipo daquele computador portátil que mencionei naquele vídeo. O Pi Zero não tem poder de processamento suficiente para o que tenho em mente, mas vai me ajudar a compreender melhor como o Raspberry Pi funciona.


    Pi Zero

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    No meu vídeo recente sobre o Vivaldi, mostrei a quantidade de rastreios que o navegador estava bloqueando. Inclusive as que acontecem no meu site por conta do Google Analytics que tenho instalado lá.

    Aquilo do meu próprio blog estar ajudando o Google a rastrear as pessoas ficou me incomodando e resolvi buscar uma alternativa. Afinal, conforme mencionei neste outro video, há uma enorme quantidade de pessoas criando ferramentas incríveis que podemos usar como substitutas. Encontrei o GoatCounter, que não rastreia ninguém e é open source.

    Já está instalado e vou testar ele por algumas semanas. Se ficar satisfeito com o resultado, removerei o código do Analytics e não estarei mais ajudando o Google a rastrear pessoas.


    #porto #opo #portugal #dog


    Apesar das possíveis distrações causadas pelo excesso de funções e infinitas possibilidades de configuração, o navegador #Vivaldi é bastante interessante. Venho experimentando ele há algumas semanas e ele já é um candidato forte no meu plano de substituir o Chrome.


    Nada de Detox! Meu telefone é uma boa ferramenta

    Uso meu telefone sem nenhum tipo de estresse e nunca penso em fazer um detox. Quando olho para ele, vejo uma ótima ferramenta que quero ter sempre por perto. Mas nem sempre foi assim. Houve uma época em que ouvir o telefone tocar significava querer jogá-lo pela janela do carro em movimento.



    Hora de comprar um Raspberry Pi 5 para testar a viabilidade do meu projeto.

    Há um bom tempo que sonho com um único dispositivo que eu possa usar de forma portátil, similar ao que fazemos com nossos telefones, e, quando necessário, poder conectá-lo a um teclado e monitor para ter uma experiência de desktop.

    No passado, pensei que estávamos caminhando para este momento e que logo chegaríamos lá, afinal, nossos telefones e tablets já são verdadeiros computadores. Por exemplo, meu MacBook Air M1 é basicamente um iPhone no corpo de um laptop. Além disso, é possível instalar aplicativos Android e iOS no Chrome OS e no macOS.

    Mas a indústria obviamente prefere nos vender múltiplos dispositivos. Basta olhar para conceitos como o Dex, iPadOS, Android com teclado e mouse, etc. Eles funcionam muito bem como dispositivos móveis, mas não são sistemas de verdade para desktop. Cada um deles tem suas limitações. Algumas vezes são extensões que não podemos usar, outras vezes são dificuldades de acesso ao sistema, poucos aplicativos para desktop que podem ser instalados e assim por diante.

    Essa paralisia é algo que me frustra bastante, já que os equipamentos são extremamente poderosos.

    O que quero é um equipamento que eu possa levar comigo o tempo todo e usar via tela touch, como fazemos com nossos telefones. Mas quando chegar no escritório, um hotel, ou mesmo na minha mesa em casa, posso ligar um monitor, teclado etc. para trabalhar como num desktop. E, com uma boa quantidade de armazenamento, posso ter todo o conteúdo do projeto Homem das Cavernas Digital sempre comigo.

    Como algo assim não existe e provavelmente não existirá tão cedo, pensei em construir um. Não sei se o Raspberry Pi é o “motor” ideal para esta ideia, mas penso que é algo que pode facilitar minha vida por conta dos inúmeros projetos em formato de software e hardware já criados para ele.

    Enfim, depois que falei sobre isso em uma live recente, decidi que preciso primeiro testar se o Pi tem poder suficiente para atender minhas necessidades em termos de desktop. Portanto, o primeiro passo é comprar um Pi 5 e começar a instalar e testar alternativas que me permitam realizar meu trabalho.


    Em um vídeo recente, expliquei como criar rotas no Obsidian usando o plugin Map View e arquivos geojson ou gpx. Outra possibilidade mais avançada é aperfeiçoar suas rotas juntando algumas delas, cortando partes que não interessam e até mesmo convertendo rotas em um único arquivo.


    Acabei de notar que apaguei sem querer a parte da gravação do meu rosto de um tutorial sobre como corrigir rotas feitas no plugin Map View do Obsidian.

    Editei o que tinha aqui, ou seja, só demonstrações em tela e o áudio, e achei que ficou um pouco vazio sem meu rosto aparecendo. Mas decidi que vou publicar assim mesmo. Só não será hoje porque câmera e microfone estão no estúdio.

    Semana que vem gravo uma pequena introdução explicando o que aconteceu e uma nova parte de encerramento.

    A propósito, esse é um vídeo explicando algo muito nerd 🤓


    Antes de entrar, saiba como sair (Apagão da Amazon—AWS)

    Notou a relação entre meu projeto Homem das Cavernas Digital e o recente apagão do AWS da Amazon? Algo parecido já havia acontecido em abril, quando houve um apagão elétrico em Portugal e partes da Espanha.

    Outro tema que exploro no episódio é nossa dependência da Internet fechada. Ou seja, temos que usar aplicativos para praticamente tudo que fazemos. Pense bem, tecnicamente falando, na maioria dos casos não há razão para estarmos conectados e termos que usar um app com login e senha para fazermos coisas tão básicas. Ou seja, estamos gradativamente perdendo o controle de tudo. E quando empresas como OpenIA começarem a criar sistemas inteiros dentro de aplicativos como o ChatGPT, estaremos nos afastando ainda mais da Internet aberta e caminhando rumo a mais aprisionamento e dependência.


    Terminei o processo de migração do site. Demorou bem menos do que eu imaginava porque já tinha todos os meus posts em Markdown e basicamente o que precisei fazer foi importar tudo para o vladcampos.com onde já estava o conteúdo em inglês. O CloudFlare também ajudou bastante, já que com uma configuração básica, o vladimircampos.com e todos os subdomínios estão agora redirecionados para vladcampos.com.

    Ainda há pequenos ajustes a fazer aqui e ali, mas estou muito contente com o resultado. Posso publicar em um mesmo local e divulgar um único endereço. O sistema que criei vai fazer a separação automaticamente, mostrando a língua correta para você que lê.

    Porém, conforme mencionei antes, se você filtrar as publicações usando as categorias, a lista mostrará conteúdo nas duas línguas. E nas redes sociais aparecerão posts nas duas línguas, já que tenho um sistema que publica automaticamente tudo que escrevo no blog.

    Abraços e uma ótima semana 😉

    PS.: Minha propriedade language deixou de existir e passei a usar as etiquetas pt e en porque o plugin que uso para publicar no blog só consegue ler a propriedade tags.


    De agora em diante publicarei em duas línguas.

    Quando o YouTube ativou o recurso de dublagem dos meus vídeos com minha própria voz, por um momento acreditei que seria possível passar a publicar em um único canal. Mas bastou um teste para perceber que dublar é muito mais trabalhoso do que criar dois vídeos, um em cada língua. Porém, nunca consegui parar de pensar no assunto e acho que isso acabou estimulando meu cérebro e tive uma outra ideia.

    Abraçando o caos

    O problema de um único blog é o fato de que as categorias são semelhantes em ambas as línguas. Portanto, se alguém filtrar os posts por “obsidian”, por exemplo, a lista conterá artigos em ambas as línguas. Atualmente, estou usando dois blogs porque não sou desenvolvedor e não pretendo investir tempo e dinheiro em uma estrutura que não terá a simplicidade e integração com redes sociais que o Micro.blog me oferece.

    Mas e se eu abraçasse o caos? E quando digo “eu”, entenda que estou falando de você 😂

    O Tiny Theme, que é o tema que uso nos blogs, tem um recurso conhecido como Microhook que nos peermite criar um menu de navegação da forma como queremos. Como eu já mencionei antes, não sou desenvolvedor, mas sei bem o que quero e após algumas horas conversando com o Gemini, chegamos a uma solução bem interessante.

    Minha ideia é usar as categorias EN e PT para separar os posts em duas línguas e, ao mesmo tempo, criar dois diferentes menus. Mas isso não resolverá o problema das demais categorias. Se você filtrar usando um dos tópicos que compartilho no blog, a lista terá artigos em ambas as línguas.

    Sim, vai ficar um pouco bagunçado, mas é assim que minha mente funciona. Esse post que você está lendo terá versões nas duas línguas, mas não é o normal. Às vezes tenho vontade de escrever em inglês, outras vezes, em português. E raramente traduzo de uma língua para outra.

    Juntando as Redes Sociais

    E já que estou fazendo isso no blog, acho que seria bom fazer o mesmo com as redes sociais. Atualmente, tenho duas contas do Mastodon e duas do Bluesky. Decidi juntar tudo nas contas em inglês, que estão com mais seguidores, e publicarei em duas línguas por lá também.

    Ah, optei por trazer os posts do site em português para o inglês por conta da quantidade de posts. Mas, por algum tempo, os dois vão continuar a funcionar em paralelo, já que farei a migração nas horas vagas.

    E, obviamente, páginas, posts, menus e alguns links podem estar quebrados enquanto faço a migração.


    Terminei as gravações do curso “Web Clipper do Obsidian” e estou impressionado com os inúmeros recursos e possibilidades que a ferramenta tem. Uso com frequência a maioria do que demonstro no curso, mas nunca tinha me dado conta da quantidade de detalhes.

    Explicar como usar uma ferramenta significa ter uma perspectiva muito diferente da que temos quando estamos usando. Deve ser porque saber fazer algo significa fazer sem ter que racionalizar o que estamos fazendo. Mas quando paramos para explicar, percebe-se a quantidade de detalhes e possibilidades.

    Amanhã terei tempo para editar e se não for preciso regravar nenhuma parte, já publicarei para os membros do YouTube e Patreon amanhã mesmo. Vamos torcer pra estar tudo correto com as gravações 😊


    Tudo que mudei no meu Obsidian recentemente

    As mudanças que venho fazendo no meu Obsidian só confirmam o que mencionei em uma live recente. Sem um bom conjunto de propriedades, fica muito difícil encontrar informações, porque qualquer tipo de filtro no Obsidian — da busca tradicional ou avançada até o Bases ou o Dataview — depende de categorias adicionadas às notas por nós.

    Propriedades

    As propriedades que uso ocupam quase toda parte visível da nota, mas elas sempre aparecem fechadas quando abro ou crio uma nova nota. Se preciso ver ou modificar algo, uso o atalho de teclado option + command + m , como demonstrado neste vídeo.

    Meu objetivo desde o início foi encontrar um equilíbrio entre simplificar o processo de anotar e guardar informações e, ao mesmo tempo, poder usar filtros baseados nas propriedades para criar os mais variados grupos de notas e arquivos. As 14 propriedades que atualmente me ajudam neste processo ficam em um único modelo de nota (Template), como pode ser visto na imagem abaixo.

    Minha mais nova propriedade, status: false, cria uma caixa de checkbox desmarcada em todas as notas daqui por diante. A caixa desmarcada significa algo ainda em uso — Action ou Static —, enquanto a marcada indica uma nota da Timeline. Por exemplo, no caso de ideias e artigos que publico no meu site, o plano é criar as notas para possíveis postagens e usar uma tabela do Bases para filtrar as que contêm a propriedade type:Blog e com a caixa status desmarcada. Ao publicar o post, basta marcar a caixa e a nota desaparecerá da tabela de ideias.

    Poderia expandir isso para outros tipos de nota, inclusive as que estão no meu Static Container. Por exemplo, as notas dos meus documentos pessoais com a caixa status desmarcada seriam os documentos ainda válidos e poderiam aparecer numa tabela de consulta. Em teoria, é perfeito, mas dada a quantidade de notas que tenho no meu cofre, é inviável sincronizar todo meu conteúdo com o telefone. Por conta dessa limitação técnica, precisei pensar numa alternativa diferente para o que mantenho na estrutura Static. Mais abaixo no texto, explico isso em mais detalhes.

    O genial é que, por conta de como o Bases funciona, todas as minhas notas podem ser criadas nas pastas da Timeline. Em outras palavras, no destino final delas. Ou seja, as tabelas do Bases, continuam respeitando as regras do Timeline System. Por exemplo, uma tabela de documentos válidos ficará na pasta Static. Tabelas listando possíveis postagens para meu blog, roteiros de vídeos para o YouTube e as colaborações e clientes em andamento ficam na pasta Action. Enfim, como no Bases não importa onde as notas estão, posso criar todas elas na Timeline.

    Pasta Única

    O problema é que manter todos os meus arquivos em uma única pasta na Timeline é um desafio em dobro.

    Primeiro, porque tenho receio de que posso não encontrar algum arquivo nas estruturas tabelas do Bases que estou construindo. Afinal, boa parte desse processo ainda está em teste. Portanto, para evitar problemas, farei minhas experiências usando somente as notas que criarei daqui por diante. Se após algumas semanas eu sentir confiança no que fiz, migrarei o restante das notas.

    O segundo desafio é técnico. As pastas no meu Obsidian também existem para me ajudar a filtrar o que quero sincronizar com meu telefone. Faço isso com algumas regras no Syncthing que definem quais pastas devem ser sincronizadas em cada dispositivo.

    Tecnicamente falando, infelizmente não posso ter tudo dentro de uma única pasta. Por ora, o que me ocorreu foi criar a pasta Timeline/Currentque conterá minhas notas de diário, posts, scripts, e outros tipos de notas que crio diariamente.

    Essa pasta fará parte das que são sincronizadas e, à medida que o espaço no telefone for ficando menor, vou ao Obsidian no meu computador e movo algumas notas mais antigas para a pasta na Timeline onde estão as demais notas. Ou seja, no próximo sincronismo, elas desaparecerão do telefone.

    Obviamente, o cofre inteiro permanecerá nos dois computadores que estão sendo sincronizados e também fará parte dos dois backups que tenho, um em casa e outro no escritório.

    Título de Arquivos e Notas

    Desde que comecei a testar essas mudanças, as minhas novas notas passaram a ter o título do arquivo no formato YYYY-MM-DD HH.mm. Já o título que quero para a nota, passou a ser incluído na propriedade title. Isso garante que terei sempre títulos únicos nos nomes de arquivo e, ao mesmo tempo, poderei usar qualquer tipo de caractere no título que quero dar para a nota.

    Com a ajuda de uma tabela que faz o papel de uma lista de todas as minhas notas, posso ver ambos, o título do arquivo (ou seja, a data/hora) e o título da nota, um ao lado do outro, como demonstro no vídeo abaixo.

    Unique Note Creator

    Usando sempre o Unique Note Creator, todas as minhas notas são criadas na pasta Timeline/Current com a data e hora e as 14 propriedades. Ou seja, tudo que tenho que lembrar de fazer é preencher os dados nas propriedades que fazem sentido para aquela situação.

    E falando em tabelas, a minha maior tabela é a Notes, sendo basicamente uma lista de todas as minhas notas em ordem cronológica (vídeo acima), usando o título do arquivo como sistema de ordenação.

    O objetivo da tabela é funcionar como uma lista gigante que me ajudará a encontrar as minhas notas de forma muito similar ao que eu fazia no Evernote. Por ora, tenho também colunas com as propriedades title, type, people, tags (que não está visível na imagem abaixo) e a pasta onde a nota está.

    Já a coluna date provavelmente vai ser removida no futuro. Ainda a mantenho ali porque esta propriedade existe desde que comecei a usar o Obsidian e foi também escolhida para as datas das notas que importei do Evernote. Enfim, as novas notas sempre tiveram a data automaticamente adicionada, o que significa que é a forma mais segura de saber qual é a data de criação de tudo que tenho no cofre.

    Trabalho em Progresso

    O interessante da visualização Notes que criei no Bases é que, como ali estarão todas as minhas notas, tudo que eu fizer lá, vai automaticamente ajustar informações nas outras visualizações e vice-versa. Ou seja, à medida que eu for organizando notas em uma das tabelas, estarei organizando qualquer visualização atual ou que eu crie no futuro.


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