Como muita gente, eu passei os últimos dias acompanhando aí as imagens que a NASA vinha publicando nas redes sociais da missão à Lua.

Eu sempre gostei dessas coisas e eu achei incrível acompanhar essas fotos e ver a nave chegando e depois voltando para a Terra.

Aliás, a NASA sempre fez isso de publicar no site deles esse conteúdo e depois quando as redes sociais surgiram, eles passaram a publicar cópias desses conteúdos nas redes sociais.

Se você for lá no site da NASA em imagens, você vai ver tudo lá.

E algumas redes, por exemplo, depois têm as publicações que eles fizeram no Flickr, na época, e uma série de outras coisas.

E quando você vai para a galeria de imagens, você consegue filtrar essas informações por nome.

Enfim, está tudo lá.

E eu lembro que era uma das coisas que eu ficava fazendo no início da internet, porque foi um dos primeiros sites que começou a publicar conteúdo de alta qualidade.

Demorava cada foto para carregar, mas era incrível ficar ali navegando no site da NASA.

Mas o assunto mesmo são as fotos.

Eu separei aqui algumas fotos, três fotos e meia, porque a quarta foto não é exatamente da missão.

Eu encontrei na galeria de fotos da NASA, mas reflete uma coisa que eu quero…

Talvez seja o tema principal que eu quero desenvolver aqui no episódio de hoje.

A primeira foto que me deixou assim…

Eu fiquei olhando para essa foto por muito tempo.

É uma foto em que a nave, a Orion, eles colocaram uma GoPro, pelo que eu li, em um dos painéis solares na ponta, uma GoPro.

E essa GoPro conseguia fotografar o fundo, pegando um pedaço da nave.

Incrível isso, porque sempre que nós vemos essas fotos do ponto de vista de quem está tirando a foto, mas é interessante ver esse passo atrás, a foto de quem está fotografando.

E nessa foto em especial, não só aparece a nave mostrando o que está acontecendo, de onde a foto está sendo feita, mas o que chamou minha atenção foi a Terra aparecendo como a Lua da Lua.

Isso muda totalmente a perspectiva.

Eu sempre fico imaginando o que passa na cabeça dos astronautas quando eles veem isso, porque nós estamos vendo uma foto, e eu vendo uma foto, eu já fico assim, muito emocionado.

Imagina você ali no espaço, tão longe da Terra.

Inclusive, durante a missão Apolo, vários astronautas diziam que eles conseguiam levantar o dedão e cobrir a Terra inteira.

Eu vi essa frase uma vez numa biblioteca, eu estava folheando um livro sobre a viagem à Lua, e eu fiquei pensando, essa frase que alguns astronautas diziam, eu não sei se ela é uma frase de pânico, ou de emoção, ou do que é, porque imagina se você está longe do planeta, desconectado do planeta, de tudo que existe na sua vida, tudo que já existiu, e de repente você consegue levantar o dedo e tampar tudo aquilo, esconder tudo aquilo.

É meio que, se você cometeu um erro, você vai para a direção oposta e se desconecta completamente daquilo, mais ou menos, se tivesse dado errado o resgate lá da Apolo 13.

Mas enfim, voltando a essa foto, essa perspectiva me faz sempre pensar também sobre, me fez pensar muito e continua me fazendo pensar sobre essa coisa dos antigos cientistas terem conseguido calcular, observar e comprovar que a Terra não é o centro do universo, não é o centro do sistema solar.

Porque do ponto de vista da Terra, quando nós estamos aqui embaixo, olhando para o céu, fica muito claro que tudo dá volta em volta da Terra, o Sol, a Lua, e até que observa as estrelas, vê as constelações se movendo em torno da Terra.

Então fica muito assim, é, realmente, nós somos o centro de tudo e tudo gira em torno de nós.

E essa foto, ela mostra essa inversão da perspectiva, de repente a Lua, que é muitas vezes menor que a Terra, se torna imensa, e a Terra passa a ser só uma Lua da Lua, uma Lua crescente da Lua.

É incrível isso.

E uma outra foto, e outras fotos que mostram isso, são as fotos dos astronautas olhando pela janela da cápsula, e é um tipo de foto que eu sempre gostei, mesmo da estação espacial, porque eu fico imaginando o que está passando na cabeça dessas pessoas.

Eu estou desconectado do planeta, estou longe do planeta, estou…

Isso pra mim, né, eu não sei se…

qual a quantidade de terapia que alguma dessas pessoas tem que fazer depois de uma viagem dessa, porque eu acho que eu ia ficar bem louco se eu fizesse uma viagem dessa, ou, eu não sei, talvez abrisse a minha mente de uma forma incrível.

Mas essas fotos em que os astronautas estão olhando, e que aparece a foto dos astronautas, sempre me entregaram também, especialmente as mais comuns que são da estação espacial.

Mas a estação espacial, apesar de estar ali no limite, no espaço, está pertinho, não é uma coisa que você realmente consegue ver, nem dá pra ver a Terra inteira, você consegue ver, não sei se você é curioso, quem é curioso já viu as fotos da estação espacial, vê pedações da Terra de cima, mas não é possível ver a Terra inteira.

E numa viagem como essa, quando eles estavam se afastando da Terra, provavelmente a Terra ia diminuindo ao fundo, até que ela se tornasse aquele satélite, a Lua, a Lua da Lua.

Inacreditável, eu posso ficar falando sobre isso o dia inteiro aqui.

Mas, depois veio uma foto, que é a Eclipse, e é uma Eclipse que eles conseguiram captar, porque a nave estava em uma posição que tampou o Sol inteiro, então é uma Eclipse em que o Sol está atrás da Lua, mas é uma Eclipse diferente, porque essa questão das estrelas no céu, eu não sei explicar muito bem, porque eu não entendo muito bem de fotografia, mas eu sei que tem a ver com o equilíbrio da foto, então, no final, o fundo fica, as estrelas não têm brilho o suficiente para serem capturadas quando os outros astros estão com brilho muito forte, e quando essa foto da Eclipse, que eu acho linda, o que acontece?

O fundo não tem tanta luz, e aí as estrelas começam a aparecer.

Só que além das estrelas, nós temos três itens aqui em tela, na foto, que eu achei assim, mostra o plano do sistema solar, então nós temos Saturno, nós temos Marte, e nós temos Mercúrio, junto com a Lua e o Sol.

E outra coisa que eu andei lendo, na Lua existe um brilho na frente da Lua, e esse brilho, de novo, é o reverso do que nós vemos aqui, porque o brilho que nós vemos na Lua, quando nós estamos na Terra, é a luz batendo na Lua, e aqui é o reflexo da Terra batendo na Lua.

Então, o Sol está atrás da Lua na foto, mas o pequeno brilho que aparece na Lua, na verdade, vem da Terra, é o Sol batendo na Terra e refletindo na Lua.

Uma loucura, eu fiquei também pensando sobre isso, será que na Lua, pessoas na Lua conseguem ver um pouco mais, é um pouco mais claro como acontece quando você está em algum lugar do interior na Terra, sem as luzes da cidade, e a Lua cheia realmente faz com que a noite fique um pouco mais iluminada, então eu fiquei imaginando, será que lá na Lua isso também vai acontecer?

Quando um astronauta está em pé ali, uma parte vê o reflexo do Sol batendo na Terra e indo para a Lua, uma loucura essa coisa dos pontos de vista, é muito interessante isso, fiquei pensando muito sobre isso durante essa missão.

E depois a foto que eu disse que é a terceira, a quarta, a terceira e meia, a quarta foto, eu não consegui encontrar, existe uma foto, são tantas as fotos na galeria da NASA, eu não consegui encontrar, eu encontrei uma que veio da Estação Espacial, e até uma foto que dá para perceber isso que eu disse há pouco, que quando você está na Estação Espacial, você não consegue ver, dá para ver um pedação da Terra, mas você não consegue ver a Terra toda, isolada, como um ponto isolado no espaço.

Mas essa foto para mim mostra um nível de fragilidade da humanidade incrível, porque quando, não sei como é hoje, mas quando eu estudei o desenho da atmosfera e as camadas da atmosfera, era uma Terra pequenininha e um monte de círculos em volta da Terra, então dava a impressão de que a atmosfera era essa coisa imensa, muitas vezes maior do que a Terra, pelo menos quando eu estudei, que era só um diagrama, era só para ilustrar.

E a mesma coisa do Sistema Solar, quando nós vemos o Sistema Solar, quando mostram o Sistema Solar e aqueles modelos 3D dos planetas, não é, até na foto em que aparecem os três planetas aqui, Saturno, Marte e Mercúrio, é possível ver o tanto que é distante, os planetas viram praticamente estrelas.

Então essas proporções, elas no universo, elas são imensas, são inimagináveis.

E ver a atmosfera tão fininha, essa camada tão delicada que protege toda a vida na Terra, que permite toda a vida, que criou toda a vida na Terra, tão fina, parece tão frágil, parece que pode ir embora a qualquer momento, é o tipo de coisa que nós nem pensamos, nem paramos para pensar, sem oxigênio, tudo morre, tudo acaba, e é tão fino, é tão delicado, é incrível isso.

Então essa coisa do ponto de vista e também o fato de que