VCP.43 - Revivendo no Obsidian memórias que guardei no Evernote.
Quando eu importei minhas notas do Evernote para o Obsidian, eu cometi um erro.
Nem sei se eu posso classificar isso como erro, mas no final das contas, acabou sendo um erro.
Eu digo que eu não sei se eu posso classificar como erro porque eu não sabia exatamente o que eu estava fazendo.
E é por isso que eu sugiro no meu curso, Obsidian para Iniciantes, para não importar as suas notas quando você decidir migrar para outra plataforma.
E não importa se é o Obsidian ou qualquer outra plataforma.
Não importe.
Comece a usar outra plataforma.
Use, use, use, use.
Comece como se eu estivesse começando do zero.
Esqueça que você tem aquelas outras notas, deixe elas guardadinhas por um momento.
Quando você entende a outra plataforma, o outro aplicativo que você está usando, é aí que você deve fazer a importação.
Porque a importação, no caso do Obsidian em especial, pode ser feita de uma forma muito específica.
Eu posso, por exemplo, determinar que algumas propriedades sejam criadas com base em etiquetas do Evernote, localização das notas e uma série de outras coisas.
Enfim, está tudo lá no curso.
Não é esse o ponto.
O ponto é que eu não prestei atenção nisso.
Então, quando eu fiz a importação, eu fiz mais ou menos, daquele jeito que eu achava que ia ser bom.
Aquela coisa até um pouco às pressas.
Não, não, deixa eu importar, eu quero ver como é que isso vai ficar.
E até hoje eu tenho centenas de notas.
O número é esse mesmo, centenas de notas que estão erradas.
Erradas nesse sentido.
Eu não importei elas da forma como eu gostaria que elas tivessem sido importadas para tirar o maior proveito possível dessas notas.
E no meu caso, tirar o maior proveito possível é que elas apareçam no mapa, que elas tenham algum tipo de ligação entre elas.
Coisas desse tipo, que elas tenham as etiquetas corretas, que elas tenham as propriedades corretas.
E uma parte aqui, eu estava pensando sobre isso outro dia, tem gente que gosta de ficar fazendo aqueles desenhinhos nos diários, pintando, colando stickers, fazendo o diário ficar bonito, elegante.
E eu estava pensando sobre isso, porque eu nunca consegui fazer um diário escrito.
Quer dizer, eu tenho um diário escrito, dois até, mas não é bem um diário, são coisas que eu ia anotando, meus poemas, meus contos.
Mas só num deles eu fiz aquela coisa um pouco mais rebuscada.
E eu estava pensando sobre isso, eu acho que eu não fazia aquilo, porque o trabalho era imenso fazer aquilo, é muito trabalhoso.
Porém, acho que de certa forma é o que eu faço, que eu fazia no Evernote, faço no Obsidian, faço principalmente no Obsidian, porque o Obsidian me dá muito mais potencial para, entre aspas, enfeitar.
Então eu acho que quando eu vejo os meus posts no mapa, eu estou enfeitando.
Quando eu coloco determinadas etiquetas, eu estou enfeitando.
Quando eu crio tabelas do bases, eu estou enfeitando.
Acho que tudo são os enfeites que existiriam em um diário de papel.
Mas isso é só um grande a parte.
Eu estava pensando isso outro dia, achei interessante compartilhar aqui no podcast.
Enfim, eu cometi esse erro.
Então não cometa esse mesmo erro que eu se você está pensando em fazer essa migração.
Use bastante o aplicativo, eu diria por meses, o aplicativo para onde você está migrando, antes de decidir importar os seus dados.
Aí quando você for importar, você vai saber como importar os dados.
E o que acontece?
Essas centenas de notas que ficaram no meu Obsidian bagunçadas, eu tenho arrumado elas com frequência.
Ontem mesmo eu estava mexendo em algumas, acho que eu arrumei umas quatro, cinco.
E isso vai demorar, sei lá, meses e anos para eu organizar tudo isso.
E esse erro acabou trazendo esse momento agradável que eu estou vivendo com essa arrumação, que é eu poder reviver essas memórias.
Então quando eu leio um post, texto, não é um post, a maior parte das notas que eu faço pessoais, elas são um parágrafo, dois parágrafos, às vezes uma linha.
Às vezes é só uma foto.
E olhar para esse erro de ter importado tudo bagunçado e arrumar tudo, tem sido extremamente prazeroso.
Tem sido muito agradável, porque eu estou revivendo.
O fato de ter um parágrafo, uma frase, aquilo conecta tantas coisas e muitas vezes a localização, uma foto, aquilo conecta tantas coisas na minha memória.
É impressionante a nossa memória, como é que as coisas se conectam.
Basta olhar alguma coisa, parece que é um gatilho que ativa uma série de coisas.
Então a minha primeira dica de hoje é escreva.
Você vai adorar ler isso no futuro.
E não precisa ser nada rebuscado, não precisa fazer essas coisas que eu faço.
Porque ler uma frase é fantástico.
Quando eu leio uma frase do passado, ela reativa momentos.
Se você quiser fazer rebuscado, eu acho que tem gente que gosta, tem gente como eu que prefere, coloque ali a localização, a geolocalização.
Se você não sabe ou não quer colocar a geolocalização, coloque pelo menos o nome da cidade, a data e a hora.
Isso é uma coisa que eu quase sempre fiz, mas existem vários, principalmente anotações em papel, eu não tenho a data e a hora.
E isso, quando eu tento conectar aquela lembrança com outras, fica difícil.
Então coloque sempre, se você for fazer em papel, coloque sempre a data e a hora e a cidade onde aquilo foi feito, o bairro ou o momento.
Tente colocar um pouquinho de contexto naquela informação, porque esse pouquinho de contexto já vai conectar inúmeras coisas.
Sempre que você achar algo minimamente interessante, anote.
Eu publiquei no blog em inglês um post da minha…
quando eu fui na Evernote Conference 2013.
É uma nota que tem só a minha conversa com a pessoa da imigração e dizendo, conversa na imigração em Atlanta, a foto minha e da Andrea, da esposa, e esse diálogo.
Porque cheguei na imigração e perguntou, qual o propósito da sua visita?
Eu falei, eu vou em uma conferência.
Que conferência?
A Evernote Conference.
Aí, Evernote?
O que é isso?
Clicou, ligou a chave e aí eu fui e comecei a explicar um monte de coisas do que era a Evernote Conference.
E é só isso que está anotado, é esse diálogo.
E isso ativou tantas memórias daquele dia e da conferência em si que foi fantástico.
Não tem nada a mais nessa nota.
Então, anote, coloque sua emoção naquela anotação e se você achar interessante, se é o tipo de coisa que você gosta de fazer, coloque essas complicações, porque fica bonito, fica lindo olhar essas minhas notas no mapa.
Pode ser que mapa não seja o seu ponto fraco aí, se você encontrar uma outra coisa que você gosta, faça isso, melhore, coloque títulos, enfim.
Mas deixe a complicação para…
Ela é o tempero, ela não é o prato principal, ela é, digamos, o detalhe, o enfeite do prato.
Não é o tempero, o tempero é importante, ela é o enfeite do prato.
E a dica número dois é, essa dica vem, acho que na minha vida de muitos anos, por um tempo meu pai tinha uma…
um papelzinho escrito Os 10 mandamentos do mineiro.
Meus pais são de Minas e um dos mandamentos do mineiro era saiba como sair antes de entrar.
É um mandamento, é um ensinamento muito bom que eu acho que fui carregando comigo ao longo da vida e trouxe esse ensinamento para o mundo digital.
Então, essas são suas memórias.
Saiba como tirar essas memórias do aplicativo que você está usando, seja ele qual for, no futuro, se for necessário.
Pratique agora, experimente agora, entenda como sair antes de entrar.
Então, a ideia é, coloque algumas notas ali, algumas coisas, veja como é possível exportar essas notas, abra outro aplicativo e veja se você consegue importar essas notas para esse outro aplicativo.
Se for um aplicativo como o Obsidian e alguns outros que usam Markdown e que você tem acesso aos seus arquivos, às suas notas, está feito.
Não precisa nem testar, porque está em Markdown, é texto, você vai conseguir abrir até um bloco de notas do seu computador.
Isso é uma das coisas que eu acho fantásticas no Obsidian e eu não abro mais mão disso.
Eu tenho acesso aos arquivos independente do computador, independente do sistema que eu estou usando.
Então, essa é a segunda dica é, saiba como sair antes de entrar.
E no Evernote, isso foi sempre muito, as três leis de proteção dos seus dados, sempre foi muito de eu posso exportar os dados.
Até hoje ainda é possível exportar os dados, lá no curso também tem essa explicação.
E para quem tem interesse, só em partes dos cursos, eu estou lançando também lá uns mini cursos, depois dê uma olhada em vladcampos.com.br cursos se isso é algo que te interessa.
Então, essa exportação do Evernote sempre existiu, sempre foi possível exportar e, felizmente, no caso do Evernote, como ele era extremamente popular, existem inúmeros aplicativos que conseguem importar os dados do Evernote.
Agora, se você está levando os seus dados do Evernote para outros aplicativos, vale a mesma dica, saiba como sair antes de entrar.
Você não quer que os seus, as suas