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    Projeto Homem das Cavernas Digital

    en: The Digital Caveman project

    O projeto Home das Cavernas Digital—que venho mencionado em alguns vídeos recentes—é uma ideia que surgiu naturalmente. Meu plano não é abandonar a tecnologia, nem simplificar por simplificar. Adoro e pretendo manter todas as comodidades que a vida moderna nos oferece, mas não há razão para sempre usarmos empresas que estão no outro lado do planeta para armazenar e gerir nossa vida digital. É inseguro em muitos aspectos.

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    Não sei exatamente quando isto teve início, mas é crescente em mim a necessidade de voltar a ter controle sobre o meu conteúdo digital. Olhando para trás, provavelmente a faísca inicial teve origem no iPod de quinta geração que tenho e uso até hoje. Depois veio o Obsidian que me dá acesso irrestrito às pastas e dados que estão no computador. Aliás, foi esta característica dele que serviu de inspiração para voltar a guardar as minhas fotos localmente em pastas, como uma forma de backup.

    Coincidentemente, enquanto escrevo isto, a Amazon decidiu que a partir de 26 de fevereiro de 2025, não será mais possível fazer o download para o computador de livros em formato Kindle adquiridos por nós. Não houve alteração nenhuma no que se refere a baixar e ler os livros no seu Kindle, mas é impossível saber o que a empresa mudará no futuro. Afinal, já não basta bloquear as cópias com DRM, é preciso restringir ainda mais o acesso ao que supostamente é nosso. Uma coisa é pagar por streaming como o Spotify, outra coisa completamente diferente é comprar itens, mesmo que digitais.

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    De volta ao meu projeto. Quando criei o Timeline System e passei a utilizá-lo no Obsidian, comecei a imaginar um cenário onde eu teria todos os meus dados em pastas locais.

    Depois de alguns testes, notei que é algo perfeitamente possível e atingível se for feito gradualmente. Além das fotos, venho construído uma réplica no computador de diversos locais salvos no Google Maps. Para isto, uso o plugin de Maps do Obsidian. Se algum dia o improvável acontecer e o Google deixar de oferecer o Maps gratuitamente ou simplesmente decidir que o produto não faz sentido, não perderei as minhas memórias de viagem.

    Até o momento tenho tido sucesso em todas as minhas empreitadas. Por exemplo, recentemente tenho explorando a possibilidade de usar um gerenciador de senhas que com o banco de dados armazenado localmente no meu computador. Como já tenho as pastas do Obsidian sendo sincronizadas e com backup sendo feito em dois pontos da cidade, nada mais natural do que armazenar o banco de dados lá também. A propósito, dentro do container Timeline.

    Há muito caminho a ser trilhado ainda, mas já vislumbro a minha migração para computadores usando Linux como o último estágio desta aventura. Caso queira embarcar nesta jornada, será muito bem-vindo.

    Sei que isto não é para todo. Em realidade parece ser algo que apenas uma minoria entenderá e uma minoria da minoria tentará colocar em prática. É uma pena porque algumas comodidades modernas tem um preço muito alto e no limite pode significar que seus filhos não terão acesso a conteúdos que servirão de belas lembranças para eles depois que você se for.


    Piloting Palm

    Piloting Palm was the first book I read on my Palm. It couldn’t be more appropriate: a book about Palm, read on a Palm.

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    But the most interesting part is being able to look at the device I’m reading the book on and see some of the details being described in the book. As a person super passionate about this device, it’s really difficult to put this down. Not to mention that it’s not even technically possible, as the Palm is always with me! LOL.

    Other books in my library.