Para você que está assistindo o episódio de hoje, eu vou olhar aqui para a tela do computador um montão de vezes, porque eu fiz inúmeras anotações aqui.

Tem muitas coisas que eu quero conversar, mencionar e não quero esquecer de nada.

O que me faz lembrar que quem prefere ouvir o podcast, ouvir o VCP 2.0, todos os links estão em vladcampos.com.br podcast.

A história é a seguinte, eu quero usar IA no meu Obsidian, mas não quero compartilhar minhas notas com nenhum modelo.

Não quero colocar nada online.

A minha ideia é conversar com os meus pensamentos.

Eu tenho essa ideia há muito tempo, bem antes de IA.

Eu nem imaginava que isso seria algo que seria feito via IA.

Quando eu ia colocando todo aquele conteúdo no Evernote, eu ficava imaginando um dia em que eu ia poder conversar com as minhas ideias, conversar com as minhas anotações.

E quando a Bending Spoons comprou o Evernote, eu pensei, agora vai ser o momento.

Eles usam muito IA.

E eu acho que eu estava sendo um pouco inocente.

Ignorante no bom sentido dessa palavra em relação à IA.

Eu não entendia naquele momento que IA era uma coisa que muitas empresas usavam à parte.

Não entendiam.

Acho que tudo foi no começo, ninguém entendia muito bem as coisas.

Na minha cabeça, se a empresa que era responsável pelo produto estivesse criando essa inteligência, esse IA, tudo bem.

Mas a partir do momento que ela está usando um modelo de terceiros, usando terceiros que têm regras de terceiros, e esses terceiros sujeitos a outras regras e legislações até em outros países às vezes, aí isso começou a me incomodar.

E aí quando eu percebi como eles estavam usando o IA, isso foi um dos elementos que me deixou bastante incomodado com o Evernote, com o novo Evernote.

E depois várias coisas que eu já falei em outros episódios, não é o assunto de hoje.

O assunto é, eu queria essa forma de conversar com os meus pensamentos e eu nunca liguei o Obsidian com nenhum tipo de inteligência artificial, nenhum modelo, porque a quantidade de conteúdo e a variedade de conteúdo que eu tenho no Obsidian comparada com o Evernote é absurdo.

É muito, muito, muito maior.

E recentemente o que foi o gatilho para essa tomada de decisão, para decidir aplicar inteligência artificial e conversar com meus pensamentos, foi o episódio 37 do podcast, quando eu falei do livro O Prisioneiro do Livro Vermelho, do conto, e eu disse que eu não lembrava de quase nada.

À medida que eu fui lendo, eu fui lembrando, mas eu não conseguia chegar até o final da história.

Eu ia lembrando de várias coisas, mas eu não conseguia lembrar.

E quando eu li o final da história, eu falei, ah, claro, eu lembro agora de ter escrito, isso é, claro, ativou um monte de conexões no meu cérebro.

E eu pensei, quantas coisas iguais a essas existem dentro do meu cofre do Obsidian?

Deixa eu te dar uma ideia aqui do tipo de conteúdo que eu guardo no Obsidian.

Eu dividi aqui em alguns níveis.

Tem conteúdo que é mais público e conteúdo que é extremamente privado.

Por exemplo, todos os textos do meu blog, tudo está no Obsidian.

Ok, isso é público, está publicado, não tem problema nenhum.

Todos os textos, scripts aqui dos podcasts e de todos os meus podcasts também estão no Obsidian.

De novo, não tem problema nenhum.

Todos os meus livros, tudo que eu já publiquei em termos de livros, os arquivos estão dentro do Obsidian e mais.

Existe uma versão Markdown de todos os livros que está no Obsidian.

Deixa eu fazer uma tangente aqui porque é importante.

Isso é feito via Scrivener.

O Scrivener que é a ferramenta que eu uso para escrever os livros.

Ele tem uma forma de criar uma versão do livro em Markdown.

Se você não sabe o que é Markdown, você precisa aprender Markdown.

Você precisa entender Markdown.

Tem alguns vídeos no canal Vlad Campos TV.

Dê uma olhada, você vai encontrar os links nesse episódio.

Entenda Markdown, não é complicado.

É simples.

É a linguagem do futuro.

É a linguagem de falar com essas máquinas.

Não é linguagem, é a forma de formatação de texto.

Enfim, o Scrivener tem essas versões em Markdown dos livros.

Eu tenho essas versões em Markdown também dentro do meu cofre do Obsidian.

Os episódios, os posts e tal.

Aí começam coisas mais privadas.

Eu tenho os meus roteiros de viagem.

Eu tenho os dados das minhas viagens, informações das minhas viagens e às vezes uma espécie de diário de viagem.

Eu não quero essas informações públicas de forma alguma.

Todas as passagens, tickets, tudo que eu já fiz desde que eu comecei a usar o Evernote em 2012.

Não, 2008.

2008 eu comecei a usar o Evernote.

Então tem conteúdo guardado no meu Obsidian hoje, que eu importei de lá, que existe desde essa época.

Todo esse conteúdo de viagem.

Eu tenho os grifos nos livros que eu faço.

Isso, de certa forma, não é tão privado, mas às vezes eu faço anotações e os grifos dizem muito sobre…

É uma coisa pessoal.

Não é que eu acho que isso vai causar algum problema se ficar público, mas é uma coisa pessoal e eu acho que as pessoas estão esquecendo que existem coisas pessoais que nós guardamos, coisas íntimas que nós guardamos, não necessariamente que seja perigoso ou sigiloso, mas é algo seu.

Você está fazendo uma anotação ali no livro.

Todos…

Aí aqui já é extremamente crítico.

Todos os dados dos meus clientes.

Tudo de números, endereços, contas, informações, prints de tela que eu faço.

Tudo é sigiloso.

Isso, para mim, foi também um ponto muito importante quando eu notei que IA ia tomar conta do Evernote e eu falei isso está começando a ficar perigoso porque eu tenho os dados dos meus clientes dentro do Evernote e eu não quero, acidentalmente, mandar nada disso para IA.

Só uma parte.

Mandar acidentalmente no Evernote não é tão difícil porque a forma como o IA do Evernote funciona é…

Não é todo o Evernote que está no IA, mas, bom, tem mais de um ano que eu não uso, mas a última…

Quando eu usava, funcionava dessa forma.

A busca era feita no Evernote, uma busca normal, e essa busca recebia que tipos de arquivos poderiam ser importantes para IA analisar, mandava todos esses arquivos para IA e devolvia aquele script.

Eu acho que ainda é feito assim.

A maior parte dos aplicativos faz dessa forma.

Não é exatamente local.

Ele manda conteúdo, esse conteúdo é analisado e volta com aquele texto, com aquele script.

Se eu faço uma busca e, acidentalmente, eu incluo o conteúdo dos meus clientes, isso poderia acabar indo para IA.

Então, uma das coisas que eu fiz, das primeiras coisas que eu fiz quando começou a ter esse uso intenso de IA e eu entendi como funcionava no Evernote, foi mover todas as coisas dos meus clientes para fora.

Eu tirei para não criar confusão.

Então, essas são níveis diferentes de conteúdo e tem muito mais conteúdo privado dentro do meu Obsidian.

Tudo que é meu, documentos e tudo mais, está lá.

Então, isso é muito privado e eu não quero IA vendo isso.

Eu uso e vou continuar usando IA para coisas que não me importa estarem públicas, por exemplo, os posts do blog, eu peço ajuda para os textos que eu escrevo, para encontrar erros, formatações, normalmente em inglês.

Em português, eu não faço isso e em inglês eu tenho reduzido cada vez mais, mas isso não me importa porque o post vai estar público, então não tem problema eu estar escrevendo isso dentro de IA, de um IA público.

Eu estou chamando de IA público os modelos online de Gemini, ChatPT e tal.

Eu não sei nem se é esse o termo, mas só para deixar claro.

E outras coisas, se eu construo um script, um programa que eu vou usar para alguma coisa, não tem problema, isso está público lá no IA, não me incomoda, não me perturba nem um pouco.

Mas essas outras coisas aqui, não.

E outras muitas, não.

Lembrei aqui de uma coisa que eu mencionei também no episódio 37, então eu preciso fazer outra tangente aqui.

Episódio 37 está se revelando um episódio místico.

Quem lembra dos números do Lost aí?

Eu mencionei naquele episódio que eu estava tentando encontrar uma forma de trazer as minhas fotos do Flickr para o blog.

E toda vez que eu falo blog, eu estou falando de Obsidian, porque tudo que está no meu blog primeiro vai para o Obsidian, do Obsidian eu mando para o blog.

Então tudo é arquivo Markdown, mais uma vez, aprenda Markdown se você não sabe.

Todas essas coisas estão se falando via Markdown.

Tenho que gravar um episódio sobre isso.

E eu baixei, pedi para baixar o arquivo, exportar o arquivo de fotos do Flickr que eu tinha, e queria que o Gemini analisasse aquilo para criar um script e converter aquilo em notas Markdown.

Então quando eu olhei os arquivos, tem um formato chamado .json, que é um formato de banco de dados, e apesar de eu não entender como funciona, eu não entendo praticamente nada dessas coisas, eu consigo olhar, qualquer um consegue, se você abrir o arquivo, você consegue ver que tem lá a palavra date, que é data, title, que é título, você consegue perceber ali dentro daqueles códigos aonde estão as informações.

existem vários plugins e várias formas de usar IA no Obsidian e se eu tenho um modelo local, se eu estou confortável com esse modelo local, eu posso começar a testar todos esses dizendo para eles, quando for possível, só vou usar onde isso for possível, quando for possível usar um modelo local, usar um sistema local e não mandar nada para a nuvem.

É isso, espero que tenha sido interessante, se você curtiu, se você quer fazer algo parecido, acompanhe, clique aí no like, se você está no YouTube, siga o canal, siga o podcast, tem muitas histórias como essas a caminho.

Um grande abraço e até o próximo!