Segunda vez que eu tô gravando este episódio.

Algo deu errado na primeira gravação.

Minha voz ficou baixinha, baixinha, baixinha.

Então vamos ver se eu consigo repetir com a mesma emoção do primeiro take.

Lá pelo finalzinho de dezembro do ano passado eu comecei um experimento para tentar entender os números disso das redes sociais levando pessoas para blogs.

Existem redes sociais como o Mastodon, por exemplo, o Blue Sky, que eles não têm algoritmos e eles não fazem nada com os posts.

Os posts ficam em ordem cronológica e significa que mesmo se eu colocar um link num post, esse post não vai ser rebaixado, não vai ser escondido, ele vai estar lá.

Quem viu, viu.

Quem não viu, não viu.

Outras redes sociais, como todas do grupo do Facebook, Instagram, todas essas redes sociais, aquela outra que foi comprada, que virou um espaço extremamente desagradável, aquela em especial, esconde posts com links.

E esconder significa simplesmente não mostrar, não priorizar no algoritmo.

Então as redes com algoritmo e que preferem que você fique fechado dentro dessas redes não mostram links para fora, não mostram posts com links para fora, ou seja, para blogs, por exemplo.

E eu queria fazer um experimento, eu queria ver números.

Eu já li vários estudos sobre isso, mas eu queria ver meus próprios números e eu comecei esse experimento que significa postar links em toda parte, na maior parte de lugares possíveis, com exceção daquela, porque, de novo, meu lado ético não me permite participar daquilo.

Mas isso é assunto para um outro episódio.

Felizmente o microblog me permite fazer o que nós chamamos de cross-posting, ou seja, postar automaticamente para Threads, LinkedIn, Mastodon, Blue Sky, até o Tumblr eu liguei.

Acho que são essas que eu conectei.

Deve ter outra, enfim, mas eu conectei tudo que podia ser conectado.

E eu tenho que manualmente ir em algumas redes, por exemplo, o Substack, que aliás eu não publico o artigo todo no Substack, eu publico um resumo com um link.

Se você quiser entender porquê, quem está assistindo tem um outro vídeo bem aqui e na descrição deste episódio você vai encontrar também um link para quem está só ouvindo.

Aliás, para quem prefere ouvir é sempre bom deixar esse lembrete.

Existe uma versão em áudio da maioria dos episódios do podcast.

Algumas vezes eu não publico versão em áudio porque eu mostro muita coisa em tela.

Neste episódio, para este episódio existe uma versão em áudio e para assinar o podcast somente em áudio, quem prefere, vladicampos.com.br podcast.

Lá você vai encontrar todos os links.

Mas é sempre bom dar uma olhadinha no YouTube porque pode ser que exista alguma coisa que eu não publiquei por lá.

Pode ser que eu estou mostrando alguma coisa em tela.

Enfim, no Substack eu faço assim.

No Medium eu publico o artigo inteiro.

Já expliquei isso também lá naquele outro vídeo.

É uma questão de links canônicos.

É uma explicação técnica.

Se você quiser entender, assista lá o outro vídeo.

Mas a minha ideia é fazer esse experimento até mais ou menos junho ou julho.

Essa parte manual tem sido a mais chata.

E testar, ver os números.

Como é que as pessoas estão chegando ao meu site.

Não tem sido muito surpreendente, não.

Tem sido mais ou menos o que eu imaginei.

Mas eu quero ter um volume bom.

Muitos dias, muitas semanas, muitos meses para tentar perceber isso.

Mas esse experimento traz um pouco de dor de cabeça também.

Às vezes eu tenho que voltar.

Eu tenho que ir a uma dessas redes sociais porque alguma coisa deu errado, desconectou.

Eventualmente acontece de eu ter que ir.

Ou eu posto uma coisa errada, o link saiu errado.

Enfim, tem que ir lá apagar o post.

E aí o Threads em especial, que é um que às vezes eu tenho que ir.

Aquilo ali.

Me perdoem quem gosta daquilo, mas é impressionante a quantidade de porcaria que existe naquela rede.

O Instagram não está muito diferente, não.

Que a outra que eu não uso.

Eu não tenho nenhuma dessas redes no meu telefone, mas eu tenho uma conta ativa.

De vez em quando eu vou lá no Instagram, posto alguma coisa que também faz parte do experimento.

Incrivelmente, eu tive acho que duas ou três pessoas vindo do Instagram nessas semanas todas.

Nós já estamos em fevereiro.

Então um mês e meio mais ou menos de experimento.

Duas ou três pessoas vieram do Instagram para o meu site.

E só vem para o site porque só dá para ir para o endereço principal.

O único link que o Instagram aceita é o link na bio.

Enfim, essas pessoas vieram de lá.

Voltando ao assunto, eu tenho que de vez em quando ir lá, corrigir coisas e aí eu vejo aquele mar de loucuras.

E às vezes tem um post no começo que eu vejo já com as pessoas comentando alguma coisa.

E como eu não sigo ninguém, acho que o algoritmo é loucão na minha conta.

Ele mostra muitas coisas doidas.

E tem sempre gente reclamando de IA.

Reclamando dos posts que são horríveis, são uma porcaria.

Eu vejo também esse tipo de reclamação em outras redes, no LinkedIn, por exemplo.

E eu fico sempre me perguntando será que não tem aí uma pitadinha de masoquismo?

Será que essas pessoas por que elas continuam ali?

Existem opções.

E muito desse ciclo vem justamente do algoritmo.

A pessoa, por mais que ela comente reclamando de um post que ela não gostou, ela está interagindo com aquele post.

Ela está olhando para aquele post.

E o algoritmo é, nesse aspecto, impessoal.

Essa pessoa está olhando.

Aquele post está em tela.

Se ela está interagindo, ela gosta daquilo.

Eu vou continuar mostrando aquele tipo de coisa.

E isso vai reforçando esse desgosto, esse mal-estar.

Por isso que eu penso que, às vezes, pode ser que a pessoa, na verdade, goste.

Eu tenho ouvido algumas pessoas, inclusive, dizendo que saíram das redes sociais porque elas estão comprando coisas demais.

Porque ficam vendo aquelas coisas, aquelas propagandas, não só da rede, propagandas mesmo, anúncios mesmo, como pessoas mostrando produtos em posts nas redes.

Nada disso eu vejo nas redes descentralizadas, no Mastodon e no Blue Sky.

Não é que não tenha.

Provavelmente tem.

Pessoas são pessoas e pessoas estão em todas as redes.

Só que como não existe essa coisa do algoritmo e como você tem que fazer esse trabalho de garimpagem das pessoas que você está seguindo, é mais difícil você ver isso.

Primeiro porque o algoritmo não vai te mostrar nada.

E se você estiver seguindo alguém que está mostrando esse tipo de coisa, basta parar de seguir essa pessoa e vai dar tudo certo.

E falando em seguir, essa é a conexão do tema que eu quero adicionar aqui.

Eu não sei se porque eu venho falando muito sobre isso ou porque mais pessoas têm chegado à rede, mas eu tenho descoberto muitas pessoas nessas redes falando em português.

E eu estou comentando isso porque há algum tempo, não lembro se foi no episódio do Medium versus Substack, que o Albert mencionou que eu tinha essa facilidade de interagir nessas outras redes porque eu falo inglês, então eu acabo tendo a possibilidade de falar com outras pessoas, interagir com outras pessoas.

Eu concordei com ele, mas agora eu acho que eu estou discordando com ele.

Porque, de novo, eu não sei se é porque eu tenho falado muito sobre isso, mas várias pessoas falando em português têm chegado a essas redes e essas pessoas têm conteúdo que elas produzem fora das redes, blogs, podcasts, e tem sido muito interessante interagir.

Tenho seguido todos esses pessoas, os blogs e os podcasts, todos essas pessoas, blogs via RSS e podcast em aplicativo de podcast, os dois open source, mais ou menos aí já conectando com o episódio passado sobre o Organic Maps, existem aplicativos de qualidade open source muito bons.

Mas vamos lá.

Um das pessoas que eu quero mencionar hoje é o Marcos Ramon.

Deixa eu olhar aqui o nome do episódio.

O episódio recente dele, Fazer 60 Pinturas por Dia, vou colocar o link para o podcast dele nesse episódio.

Mas quando eu ouvi esse episódio, eu fiquei concordando com ele, fazendo assim com a cabeça o tempo todo à medida que eu ia lendo.

Não quero estragar a surpresa, é um episódio bem interessante, ele fala de um pintor, vou falar só bem resumidamente, que produziu 60 quadros por dia sem muita preocupação com todos serem perfeitos.

Não dá, 60 quadros, não há como todos serem perfeitos.

E o Marcos compara isso com os trabalhos que ele corrige dos alunos dele, e as dicas que ele dá aos alunos sobre isso de pesquisar, pesquisar, pesquisar para escrever um trabalho final e deixar para escrever no último momento.

Ou não sai nada, ou sai mal.

E o Marcos dizia, isso não vai dar certo, isso não dá certo.

E eu concordo com ele.

Escrever é trabalhoso, escrever exige prática.

Como eu acho que tudo na vida, se você vai praticando, fazendo, fazendo, você vai aprendendo, vai ficando melhor naquilo.

Mas escrever é uma coisa difícil e algo que nós estamos perdendo por conta dessas redes sociais.

Então eu tenho ficado duplamente feliz por isso, porque não só eu tenho visto as pessoas indo para essas redes descentralizadas, como eu vejo essas pessoas produzindo blogs, que é algo do início da internet.

E produzir um blog, por mais informal que um blog seja, eu penso que o texto parece que tem um pezinho, uma carguinha maior de, não é seriedade, mas de preocupação com