Já se vão algumas semanas desde que comecei a portar o Timeline System para um caderno de papel (TLSp) e o mais importante neste experimento é que mergulhei a fundo no projeto. Tenho controlado todas as minhas atividades e feito as minhas anotações apenas lá. Ou seja, estou me forçando a encontrar soluções para as diversas inconveniências do analógico.

Enfim, o plano para hoje é compartilhar as novas ideias que tive para as barras laterais, porque elas têm sido muito mais úteis do que eu poderia imaginar.

Porém, antes de começar, achei interessante compartilhar uma curiosidade. A primeira página do meu caderno não tem barras, porque a única regra naquele momento inicial era anotar tudo em ordem cronológica.

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O interessante é que no meio da página 2 já comecei a procurar uma forma de categorizar o que eu estava fazendo, e lá está uma primeira versão rudimentar da barra. E na página 3, ela já tomou sua forma atual.

Parece até que era algo inevitável, e provavelmente era. Quando comecei a refletir sobre a origem dessa ideia, me ocorreu que faço isso há muitos e muitos anos. Décadas!

Os livros que leio em papel não têm só anotações nas laterais. Faço pequenos desenhos — simulando ícones — que me ajudam a encontrar anotações, olhando para os desenhos à medida que vou passando as páginas.

Símbolo Action

Algo que estava fazendo falta era uma forma de distinguir entre uma atividade da qual desisti e uma que está concluída. O sistema que encontrei foi o X indicando que desisti de fazer aquilo. Se eu pintar a caixa toda, significa que aquilo foi concluído. Dessa forma, se no futuro eu acabar trabalhando em uma atividade da qual tinha desistido, basta pintar a caixa por cima do X.

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Mais Liberdade

Na página 15 deste primeiro livreto, eu escrevia um texto longo sobre uma ideia quando me ocorreu que uma das frases era algo que eu precisava fazer. Naturalmente, coloquei uma caixa Action perto da frase na barra. Mais abaixo, veio a necessidade de ligar apenas aquela frase a algo no passado. E foi o que eu fiz.

No segundo artigo dessa série expliquei que estava fazendo isso na própria frase, mas me ocorreu que posso também usar a parte da barra perto daquela frase. Logo percebi que ficou muito mais fácil visualizar a informação dessa forma e adotei como prática.

Linkback

E já que estamos falando sobre os links, resolvi adicionar também linkbacks. Ou seja, se na página 16 há uma referência (10) para a página 10, vou até a dez e escrevo (16) na margem. Dessa forma, posso ir e voltar facilmente entre as hiperligações.

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O que me fez lembrar do livro Weaving the Web de Tim Berners-Lee, o criador da World Wide Web. Quando ele explicou a ideia do hipertexto, usou o dicionário como exemplo de algo com hiperligações autocontidas.

Segundo ele, todas as palavras usadas no dicionário têm também um link. Se pensarmos bem, é verdade. Há uma definição para as próprias palavras usadas na explicação de outras. Basta seguir a ordem alfabética para encontrar o significado de qualquer palavra. Acho essa analogia genial.

Post-its

Outra ideia que tive para a barra lateral foi colar Post-its quadrados, que podem ser dobrados bem na altura da linha da barra.

Tenho usado o TSLp intensamente nos últimos dias para controlar tudo o que tenho que fazer no projeto de migração do meu site para outra plataforma.

O sistema está funcionando muito bem, mas, em um dado momento, senti falta de um local para anotar pequenas coisas que precisava lembrar de ajustar no site. São coisas que vou percebendo à medida que estou fazendo algo completamente diferente e que não quero parar de fazer naquele momento.

Para essas pequenas coisas, colei dois Post-its na barra exatamente onde eu estava fazendo a outra anotação e fiz uma dobra para fora, bem na altura da linha da barra. Continuei fazendo a anotação maior e, em paralelo, fui escrevendo neles as coisas que precisava lembrar de fazer.

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Depois que passei a usar as páginas seguintes, os Post-its continuaram a ser usados, mas ficaram no mesmo lugar onde estavam. Achei interessante deixar no local original como uma forma de saber quando foi que comecei. Mas nada impede de ir movendo eles para as próximas páginas para simplificar as anotações adicionais.

Lápis vs. Caneta

Adorei ter mudado da caneta para o lápis, mas logo percebi que o melhor é continuar usando caneta para as barras laterais e para a numeração das páginas. O que é o quê fica muito mais claro dessa forma.

A propósito, como isso de usar papel é muito novo para mim, não sei dizer se o grafite — “mina” em Portugal :-) — que veio com a lapiseira e que eu estava usando antes é que era muito ruim, ou se este que comprei por recomendação é que é muito bom.

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Enfim, podem ser também as duas coisas ao mesmo tempo :-D. O fato é que notei uma melhora incrível na qualidade da escrita. Dias depois, e continuo usando a mesma mina, que, diga-se de passagem, nunca quebrou. Já a anterior partia com frequência.

Mais Novidades

Existem outras novidades que eu já adicionei e estou experimentando, mas para este texto o plano era manter o foco no que tenho feito nas barras laterais. Em breve compartilho outras novidades.