Garmin Instinct 2 vs. G-Shock. Preciso mesmo de um smartwatch?

2026-07-25 14:54

A duração da bateria do meu Garmin Instinct 2 é muito boa. Se corro poucas vezes por semana, chega a durar quase 20 dias. Obviamente, quanto mais eu corro, menos ela dura. Houve uma vez, numa trilha muito longa, que a carga desceu consideravelmente naquele único dia. Mas na maior parte das vezes, recarregar o relógio é algo que faço duas vezes por mês. O que, em minha opinião, é um feito impressionante, especialmente comparado a outros smartwatches.

Ocorre que recentemente, todas as vezes que tenho que recarregar o relógio, penso nas funções que realmente uso. São poucas!

Por conta do GPS, poderia sair apenas com o Garmin nas corridas, mas acabo levando o telefone porque quando corro gosto de ouvir podcasts. Ou seja, na prática, o rastreamento poderia estar sendo feito por um app como o OrganicMaps. Se é que preciso mesmo rastrear algo.

Minhas corridas não são preparações para competições. Corro porque gosto. Além disso, faz bem para a saúde e me ajuda a relaxar a mente. Enfim, o relógio também acompanha meus batimentos cardíacos, mas, honestamente, nunca usei isso pra nada.

Uso relógios mais robustos porque estou sempre fazendo trabalhos manuais como jardinagem e marcenaria. Além disso, quando brinco com meu cão, ele tem o hábito de morder o relógio para puxar minha mão. O Garmin é basicamente um tanque, que resiste a tudo isso e muito mais. Assim como o G-Shock GBD-800, que eu usava antes dele.

E se eu voltasse a usar o Casio? Como será que ele está?

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Foi comprado em abril de 2021 e algum tempo depois terminou abandonado na gaveta. Lá, ficou por alguns anos, porém, sempre me avisando de hora em hora que ainda estava vivo. Como esperado, tudo estava bem e o quartzo garantiu que o atraso fosse de apenas alguns minutos.

Esse G-Shock tem Bluetooth e um app para telefone, mas nada disso é necessário. Tudo pode ser configurado e usado direto no relógio. O app, segundo a Casio, existe apenas para facilitar nossa vida na configuração de alarmes, hora etc. A mim, parece uma ótima desculpa para também rastrear os hábitos dos consumidores, mas, como eu disse, o app não é necessário.

O Garmin também funciona sem o app, mas como ele tem capacidade de armazenamento local, imagino que tudo deve ser enviado para os servidores da empresa na primeira oportunidade de conexão. Preciso pesquisar isso melhor.

De volta ao Casio.

Desmontei o relógio todo e veio uma surpresa não muito agradável. Apesar de eu sempre ter lavado ele depois das minhas peripécias, as partes internas estavam imundas. Todas as peças que você vê na imagem abaixo estavam tão nojentas por dentro que não tive nem coragem de fotografar, quem dirá compartilhar aqui.

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O Garmin é feito em um bloco só, o que significa que não há recantos para acúmulo de sujeira. Por outro lado, não há uma forma fácil de trocar a bateria, que mesmo sendo recarregável terá que ser substituída algum dia. A única forma de abrir o relógio é aquecendo a moldura em volta do vidro para derreter a cola. Por quê?!

No G-Shock, a bateria dura até 10 anos e pode ser substituída sem maiores dificuldades. Já a legibilidade da tela é muito ruim quando comparada à do Garmin. A pulseira dele também é mais dura e até um pouco desconfortável, mas isso é algo que posso resolver facilmente.

No Garmin sempre mantive as notificações desligadas. Mas, toda vez que instalo um novo app no telefone, as notificações daquele app começam ligadas por padrão. Não sei se é alguma configuração no telefone ou no relógio. Nunca descobri. O fato é que sempre tenho que desligá-las manualmente depois.

O G-Shock, por outro lado, é um relógio à moda antiga. Mostra as horas, data e tem alguns alarmes. Ou seja, basicamente as coisas que uso no Garmin. Além disso, existe o efeito nostalgia, já que os primeiros relógios que usei na vida foram os da Casio. Por fim, um detalhe que eu desconhecia quando comprei o G-Shock: na foto acima, é possível ver que o formato da data é ano-mês-dia, exatamente como eu gosto de escrever.

Não sou uma pessoa que considera relógios como uma peça de roupa. Sempre uso o mesmo o tempo todo, mas acho que vou dar umas voltinhas com o G-Shock para ver se sinto falta do Garmin. Se eu gostar, compro uma outra pulseira mais confortável.