Afinal, sobre o que é meu próximo livro?
2026-01-04 09:34
Há mais de um ano, resolvi que publicaria dois livros, um sobre meu sistema para equipes, o Workflow-C, e outro a respeito do Timeline System, que criei para organização pessoal. Já escrevi outros livros e sei bem que se trata de uma atividade intensa. Portanto, minha estratégia foi começar pelo que eu acreditava que seria o mais difícil, a edição em inglês.
Com o tempo, entretanto, notei que a dificuldade não estava ligada à língua. Converter para texto aquilo que venho ensinando para profissionais autônomos, pequenas empresas e departamentos de grandes empresas há mais de uma década, acabou se revelando uma tarefa muito mais complexa do que eu imaginava.
O Problema
Após recomeçar o trabalho de reescrever a edição em inglês pela terceira vez, resolvi tentar minha sorte em português, imaginando que seria muito mais fácil.
Doce ilusão!
Cada vez que vou a um café escrever, dedico um tempo imenso melhorando o texto na primeira parte do livro. É nos primeiros capítulos que explico as premissas do Workflow-C, ou seja, usar um fluxo em lugar de tarefas, aceitar que o tempo manda em nós — não o contrário, manter processos transparentes, eliminar custos de transação e assim por diante. Tudo ali já está bem adiantado e estruturado há bastante tempo. Verdade seja dita, estava constantemente fugindo do trabalho que realmente precisava fazer na segunda parte.
É na segunda parte que explico como montar quadros Kanban usando o sistema e eu não conseguia encontrar meu caminho nem em inglês, nem em português. É óbvio que sei como o sistema funciona. O Workflow-C foi criado por mim e venho ajudando empresas com ele há mais de uma década.
O problema que eu não havia percebido no livro até então é que sempre que estou com um cliente, há uma aplicação clara para o sistema, ou seja, o fluxo de trabalho do meu cliente. É isso que facilita a minha explicação e a compreensão e assimilação por parte da equipe.
No livro, eu vinha misturando exemplos de diversas empresas, portanto, os elementos que eu descrevia não faziam parte de um mesmo fluxo. Meu objetivo era preservar a privacidade dos meus clientes, mas isso estava gerando uma confusão enorme nas explicações porque nada estava conectado a nada.
A Solução
O primeiro capítulo do livro é sobre fluxos de trabalho não dependerem de tecnologia para existir. Para demonstrar isso, descrevi o fluxo que eu usava em um dos meus primeiros empregos, gerenciando uma agência de turismo. Isso foi há quase 30 anos, quando computadores eram raridades no ambiente corporativo e nem sonhávamos com aplicativos como o Trello.
A solução para o livro invadiu minha mente como um raio há alguns dias quando eu caminhava para o supermercado.
"—E se na segunda parte eu demonstrar como levar aquele fluxo de 30 anos atrás para o Trello?" 🤯
Confesso que até agora estou em choque com a simplicidade e genialidade dessa ideia. É a combinação perfeita! Conheço muito bem o trabalho que realizávamos na agência e, claro, o sistema que ensino para meus clientes.
Naquele dia, cheguei em casa, comecei a escrever e não parei mais. Está funcionando tão bem que já reescrevi metade da segunda parte e de forma muito mais simples e direta, transformando o livro no guia que eu havia visualizado, mas não estava conseguindo realizar.
Quero que seja um livro curto e direto, mas nem por isso simplório. Se eu conseguir compactar todo o conhecimento e experiência que adquiri em mais de uma década em poucas páginas, será prático para ler e consultar e fácil de assimilar.
Enfim, acho que agora sai!
Um ótimo restinho de domingo e uma excelente primeira semana inteira em 2026. De minha parte, vou continuar a trabalhar no livro, ao menos por mais uns minutinhos… 😉
