<rss version="2.0">
  <channel>
    <title>Biblioteca on Vladimir Campos</title>
    <link>https://vladcampos.com/categories/biblioteca/</link>
    <description></description>
    
    <language>en</language>
    
    <lastBuildDate>Tue, 12 May 2026 10:19:27 +0100</lastBuildDate>
    
    <item>
      <title>Jorge, um Brasileiro — outro livro fascinante de um autor fascinante!</title>
      <link>https://vladcampos.com/2026/05/12/jorge-um-brasileiro-outro-livro.html</link>
      <pubDate>Tue, 12 May 2026 10:19:27 +0100</pubDate>
      
      <guid>http://vladcampos.micro.blog/2026/05/12/jorge-um-brasileiro-outro-livro.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Há muitos e muitos anos, quando li &lt;em&gt;Um Dia no Rio&lt;/em&gt; de &lt;a href=&#34;https://pt.wikipedia.org/wiki/Oswaldo_Fran%C3%A7a_J%C3%BAnior&#34;&gt;Oswaldo França Júnior&lt;/a&gt;, me deparei com algo que eu nunca havia visto antes. Aquele era um livro sem capítulos. A história começa e termina sem nenhum tipo de pausa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É, definitivamente, uma leitura completamente diferente do habitual e até poucos dias, eu acreditava que o livro era uma experiência única e que havia sido escrito dessa forma por conta da história. O que pensei na época foi que a escrita sem nenhum tipo de interrupção tinha como objetivo criar a ilusão de que o leitor estava vivendo um dia inteiro em tempo real com a história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até então, aquele tinha sido o único livro dele que eu havia lido, mas esses dias terminei o &lt;em&gt;Jorge, um brasileiro&lt;/em&gt; e, para minha surpresa, o formato é exatamente o mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;A história vai do começo ao fim de uma só vez. Não há divisões de capítulos nem retenção do fluxo da narrativa. Sem parar, o narrador começa a falar (a impressão do leitor se fixa mais no estar ouvindo do que no estar lendo) e, falando, chega, quase no mesmo fôlego, ao término do que tinha a dizer. O narrador fala para cada um, chama esse cada um de &amp;ldquo;você&amp;rdquo;, interrompe um caso e, como acontece nos relatos orais, parece ter perdido o fio da meada (e o leitor-ouvinte pensa que ele não mais conseguirá reatar a corrente da estória), mas volta ao caso anterior, às vezes, sem haver terminado o que se intercalara (e o leitor-ouvinte torna a achar que, desta vez, o caso do meio é que ficará sem fim) —Antônio Olinto&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Resolvi dar uma espiada no &lt;em&gt;A Volta para Marilda&lt;/em&gt; e, para minha surpresa — ou não — lá estava um outro livro sem capítulos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que formato fascinante!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estou encantadíssimo e, ao mesmo tempo, feliz e triste por não ter seguindo lendo outros livros dele na minha adolescência. Feliz porque agora tenho muitos para ler. E triste porque teria sido uma aventura incrível descobrir isso naquela época em que eu vivia mergulhado em livros que estavam por toda parte a minha volta.&lt;/p&gt;
</description>
    </item>
    
    <item>
      <title>Adorei ler &#34;A Editora do Passarinho&#34;. Obrigado, Rafael!</title>
      <link>https://vladcampos.com/2026/03/21/adorei-ler-a-editora-do.html</link>
      <pubDate>Sat, 21 Mar 2026 17:36:46 +0100</pubDate>
      
      <guid>http://vladcampos.micro.blog/2026/03/21/adorei-ler-a-editora-do.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Descobri o livro &lt;a href=&#34;https://amzn.to/4sYErAI&#34;&gt;A Editora do Passarinho&lt;/a&gt; acidentalmente, quando procurava por versões eletrônicas dos livros de Sabino. Ao ver que se tratava de um trabalho relacionado à Editora Sabiá, não tive dúvidas, cliquei imediatamente no comprar e devorei o livro em pouquíssimos dias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como Sabino mencionou a editora algumas vezes em seus inúmeros livros, eu já sabia da sua existência e de alguns detalhes. Inclusive, foi assim que descobri e li autores publicados por eles. Um que me veio à mente instantaneamente foi o livro &lt;strong&gt;Um Dia no Rio&lt;/strong&gt;, de Oswaldo França Júnior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfim, sempre quis saber mais a respeito da Sabiá e, com essa leitura, descobri diversas coisas. Por exemplo, a quantidade de livros publicados pela editora é muito maior do que eu imaginava. Fiquei impressionado com a lista e tantos outros detalhes. Mas, ao mesmo tempo, ficou um gostinho de quero mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sei que o foco do livro de Rafael F. Carvalho não era esse, mas minha maior curiosidade sempre foi a respeito do dia a dia das atividades da empresa e o relacionamento entre os editores e os autores. Ele até fala um pouco sobre esses temas, mas queria mais. Muito mais! Estou inclusive pensando em entrar em contato com ele. Os acervos mencionados me levam a crer que provavelmente ele tem materiais e informações adicionais que não foram usados no livro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E falando no assunto, fiquei também com muita vontade de conhecer o &lt;em&gt;Acervo de Escritores Mineiros da Universidade Federal de Minas Gerais&lt;/em&gt;, que inspirou o livro. Estou um pouco longe de lá, mas quem sabe um dia.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;A visita, então, chegou ao acervo de Fernando Sabino. Tive contato com livros, objetos particulares, cartas, bilhetes, entre outros itens.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;A leitura reforçou algo que eu sempre me questionei. Apesar de sua importantíssima contribuição para a cultura brasileira, não só com livros, mas com iniciativas como a Sabiá, quase não há material a respeito da vida e, principalmente, dos feitos de Sabino. Portanto, &lt;em&gt;A Editora do Passarinho&lt;/em&gt; é um livro muito bem-vindo! Obrigado, Rafael!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro ponto que a leitura reforçou em mim foi a amizade e relação tão próxima de um grande número de autores brasileiros daquela época. Isso é algo que fica muito claro nas cartas publicadas por Sabino, mas foi bom voltar a ler sobre essas histórias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando eu lia Sabino na minha adolescência, ficava sempre imaginando se um dia eu faria parte de um grupo tão próximo de pessoas envolvidas com algo em comum. É um tipo de conexão e colaboração sincera que parece não existir mais nos dias de hoje. Uma pena.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acredito que meus anos de Evernote foram os mais parecidos com isso. Além das pessoas que trabalhavam na empresa, me aproximei de outros autores, consultores etc. &lt;a href=&#34;https://vladcampos.com/categories/palm/&#34;&gt;Os tempos de Palm&lt;/a&gt; também foram um pouco assim. Mas nada parecido com o que leio a respeito daquele fascinante grupo de escritores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, finalmente, há um último detalhe indiretamente relacionado. Assim que acabei o livro, testei o &lt;a href=&#34;https://youtu.be/zcK3s-GSdU8&#34;&gt;novo sistema de organização&lt;/a&gt; da minha biblioteca no Obsidian e, conforme eu já havia previsto, foi extremamente simples guardar as marcações. E agora, escrevendo este texto, me ocorreu outra ideia. Embutir o &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; na nota do livro.&lt;/p&gt;
</description>
    </item>
    
  </channel>
</rss>