Como mover a base de dados do Evernote para um armazenamento externo

O procedimento para migração da base de dados nas versões Mac e Windows do Evernote é diferente. Mas há algo que sugiro que faça da mesma forma nos dois casos.

Realize um último sincronismo para atualizar seus dados nos servidores da Evernote e depois crie um backup da sua base de dados local. Basta copiar as pastas para outra parte como garantia. Afinal, nesses casos, todo cuidado é pouco.

Há alguns motivos que podem te levar a migrar a base de dados. Penso que o mais óbvio deles é a falta de espaço de armazenamento interno no seu computador. No meu caso, os 60 GB do MacBook Air simplesmente não são suficientes para guardar os aplicativos que utilizo e tudo que está no armazenado meu Evernote. Mas existem outras situações.

Por exemplo, pode ser que você use um computador compartilhado no trabalho ou não queira deixar seus dados do Evernote no computador ao voltar para casa no final do expediente. Com armazenamento em um HD externo, basta descontar e ninguém terá acesso.

Windows

O primeiro passo é descobrir onde estão seus dados. Felizmente (ou perigosamente), isso é muito fácil na versão Windows do aplicativo. Abra o Evernote, vá até o menu "Ferramentas" e depois "Opções".

Na janela "Opções", clique em "Abrir pasta do banco de dados" e localize os diretórios abaixo. Mas fique atento, pode ser que tenha que voltar um nível na hierarquia de pastas para chegar a eles.

Copie esse conteúdo e salve em outra parte do seu computador para ter uma cópia de segurança da sua base de dados do Evernote.

Concluído o backup, voltemos a janela Opções (abaixo). Vá até a aba "Geral" e clique no botão "Alterar" para ver a estrutura de diretórios do seu computador e discos conectados. Escolha uma pasta ou crie uma nova e pressione "OK" para mover a base de dados para o novo local.

Dependendo do tamanho da sua base de dados, isso pode levar um bom tempo. Portanto, tenha paciência ou deixe o processo em andamento a noite antes de dormir.

Mac

No Mac o caminho para a base de dados não é nada obvio. Em realidade ele fica completamente escondido, mas há uma forma de ir direto a ele.

No menu clique em "Evernote" e selecione a opção "Sobre o Evernote". Depois aperte a tecla "Alt" e verá um link para o local onde está a base de dados.

A migração em si exigirá a utilização de Links Simbólicos. Mas não se assuste com termos técnicos. Assista o vídeo abaixo da Dica 188 e siga os passos. 

Como usar o Automator para criar uma pasta de exportação para o Evernote

Em 2014 publiquei o artigo "Doxie + Hazel = Evernote Scanner”, no qual explico como usar o Hazel para transformar qualquer scanner em um companheiro do Evernote. Em 2015 comecei a realizar outros experimentos com a dupla Hazel-Evernote e cheguei a conseguir montar regras muito interessantes que modificavam automaticamente a data de criação de Notas para casarem com a data de fotos importadas. As possibilidades são inúmeras, mas o Hazel é um aplicativo relativamente caro. O preço só compensa se for utilizar ele para diversas atividades.

Recentemente o assunto importação de conteúdo veio a tona em nosso grupo Telegram e esquentou ainda mais depois que publiquei o vídeo "Converta documentos Word em notas do Evernote”.

Ocorre que na versão Windows do Evernote existe uma forma de definir uma ou mais pastas de importação de documentos que podem ser levados automaticamente para Cadernos específicos do Evernote, como explico na Dica 209. O problema é que esse recurso nunca chegou a versão Mac do aplicativo e resolvi pesquisar uma forma de resolver essa lacuna sem que você precise comprar o Hazel. Mas se você já tem o aplicativo, pule para o artigo de 2014 e siga os passos descritos por lá.

Automator

Para realizar o procedimento sem gastar nada, você precisará usar o Automator, um sistema que permite automatizar tarefas no Mac e está disponível no seu computado. Além disso, será preciso incluir um pequeno código escrito em AppleScript. Mas não se preocupe, nessa parte você pode simplesmente copiar/colar o código que está mais abaixo.

Na videoaula "Use pastas para transportar conteúdo para o Evernote” explico detalhadamente os passos no Windows (sem necessidade de serviços externos) e também como fazer no Mac via Automator, mas os passos são os seguintes:

  1. Crie uma pasta que servirá como porta de entrada para seu Evernote. Os documentos sempre chegarão ao seu Caderno Padrão, mas você pode criar mais pastas e ligar elas a outros Cadernos específicos. Enfim, fica a seu critério.
  2. Abra o Automator e selecione a pasta que ficará sendo monitorada pelo sistema.
  3. O próximo passo é incluir o código AppleScript. Abaixo verá dois modelos. O primeiro é genérico, que mandará o conteúdo da pasta para o seu Caderno Padrão. O segundo inclui o nome de um Caderno. Nesse caso você precisará substituir pelo nome do Caderno para o qual deseja enviar o conteúdo. Lembre-se de escrever nome do Caderno exatamente da mesma forma como está no Evernote.
  4. O último passo é incluir uma rotina para apagar o que foi originalmente incluído na pasta porque aquele conteúdo já foi enviado para o Evernote. Mas se quiser manter tudo na pasta também, você pode simplesmente ignorar essa última etapa do processo.

Código AppleScript para ser usado no caso de envio para Caderno Padrão.

on run {input, parameters}
repeat with this_item in the input
set the item_info to info for this_item
tell application "Evernote"
activate
create note from file this_item
end tell
end repeat
return input
end run

Código AppleScript para ser usado no caso de envio para Caderno específico. Lembre-se de mudar a palavra "Artigos" para o nome exato do Caderno no seu Evernote (mantenha as aspas). O Caderno precisa existir, caso contrário, a automação não funcionará. 

on run {input, parameters}
repeat with this_item in the input
set the item_info to info for this_item
tell application "Evernote"
activate
create note from file this_item notebook "Artigos"
end tell
end repeat
return input
end run

Ponto de atenção

O Automator é muito interessante e se você é um usuário Mac, sugiro que experimente criar outras rotinas por lá. Mas tome cuidado porque ele guarda tudo que você salvou em uma pasta escondida no seu computador.

E dependendo da quantidade de testes que fizer por lá, você pode acabar tendo mais de uma regra para fazer a mesma coisa ou regras conflitantes.

+ Fluxos de digitalização
+ Doxie + Hazel = Evernote Scanner

Para chegar às rotinas salvas e apagar o que não precisa mais, siga o seguintes passos. Abra o Finder e com a tecla alt pressionada, clique no menu "Ir". Desse ponto em diante, siga o caminho ilustrado na imagem abaixo e verá tudo que salvou por lá. Sugiro que apague todas as rotinas que não está usando para evitar conflitos. 

Caminho até rotinas salvas

Apple, Microsoft, Google e a inclusão digital

Apesar do quadro negativo que alguns analistas pintam, a beleza e acabamento dos equipamentos, a preocupação com detalhes e a inovação ainda são características fortes da Apple e no fim traduzem-se em qualidades que fazem com que a empresa cresça ano a ano.

Continuo admirando os produtos e tudo que é possível realizar com essas incríveis tecnologias, porém é muito claro para mim que a Apple nunca conseguirá resolver o problema da inclusão digital no mundo. Não que seja esse o papel dessa ou de qualquer outra empresa. Inclusive, acredito só que será uma realização efetiva se o mercado enxergar esse espaço como algo economicamente viável. O fato é que a tecnologia precisa chegar a todos para que a qualidade de vida das pessoas melhore.

Longe dos Estados Unidos, Europa, Japão, partes da Ásia e outros locais mais ricos do globo, os produtos da Apple são caros demais para uma enorme parcela da população. Transformam-se em objetos de luxo em virtude das estranhas políticas e práticas econômicas desses países. Chegam ao absurdo de serem inclusive adquiridos e utilizados como símbolo de status. O curioso ─ para não usar a palavra “patético” ─ é que basta uma volta pelas regiões menos ricas do mundo rico e lá estará o iPhone, o Mac e outros equipamentos “caros” cumprindo o papel de apenas mais um no bando. O Android e suas variações de domínio público e a controlada pela Alphabet (antiga Google), ocupa o resto do espaço global que a Apple não consegue penetrar.

+ Apple, Google e o continente africano

Porém, independente de quem conquista esse ou aquele mercado, a inclusão digital, em minha opinião, tem que ser vista e tratada como algo além do “ter acesso à equipamentos”. A verdadeira inclusão é aquela que traz consigo a eficiência, qualidade de vida, informação útil etc. A Microsoft, com todos os desafios técnicos de décadas passadas, popularizou computadores e, mais que isso, simplificou seu uso. Efetivamente ajudou muitas pessoas! A verdade é que enquanto a Apple vendia os incríveis Mac por preços elevados, a Microsoft entregou ao mundo um produto quase estável e promoveu uma revolução silenciosa.

Vivemos agora uma segunda onda de popularização da informática. Ocorre que mesmo com a queda nos preços, computadores ainda são muito caros para uma enorme fatia da população global que habita países muito pobres ou regiões muito carentes de todas as nações. Por essa razão, smartphones Android com preços mais acessíveis passaram a conectar à Internet toda uma população que a Microsoft não conseguiu alcançar no passado e que a Apple provavelmente nunca atingirá em virtude das complexas realidades econômicas dessas nações.

Em diversos aspectos, o Android é para geração Y o que o Windows foi para geração X. A massificação do sistema e os problemas técnicos que traz consigo, repetem os passos da Microsoft. Atualmente o telefone é o primeiro e muitas vezes único computador de muitas pessoas no mundo, mas não se deixe iludir, não falo apenas da África. Acontece também no Brasil e em vários outros países.

Já mencionei algumas vezes que acredito que o KitKat começou uma guinada que parece atingirá seu ápice no Marshmallow. E minha gradual migração para o Android, que teve inicio justamente no KitKat, começou por curiosidade mas hoje tem toda relação com a inclusão digital. Quero muito ajudar as pessoas que não podem comprar produtos da Apple ou outros também caros.

+ VCP 157 - Google I/O 2015

Percebo que o Android finalmente chegou à maturidade e que muitas empresas têm notado isso e vêm oferecendo produtos e serviços de qualidade para a plataforma. Não encaro como uma guerra de vitoriosos e derrotados, apenas quero encontrar formas de executar as mesmas tarefas, com eficiência, usando produtos sem uma maçã estampada na parte traieira.

Estou há semanas utilizando um Android como telefone principal e passei exatos 7 dias mergulhado num Chromebook realizando todas as minhas atividades enquanto o MacBook Air dormia em um armário escuro. Li e respondi meus e-mails, assisti filmes, escrevi relatórios, produzi e publiquei artigos, editei imagens, usei o Evernote, gerenciei projetos, gravei e editei vídeos, gravei e editei podcasts e muito mais. Tudo isso com um Chromebook e um telefone Android. Foi simples? Fácil? Prático? Nem sempre! Mas foi possível e isso me deixou realizado. A propósito, meu iPhone 6 também encontra-se em estado de hibernação.

Ainda não descobri como fazer tudo ou como executar todas as tarefas de forma tão eficiente quanto antes, mas vou descobrir! E vou compartilhar cada progresso! Mas, independente disso, tenho uma convicção: qualquer tecnologia é melhor que nenhuma e, além disso, tecnologias um pouco mais avançadas tornam vidas melhores e mais eficientes do que eram quando usavam tecnologias mais antigas.

Na prática, troquei dois equipamentos que somados chegam a 8 a 10 mil Reais (dependendo do câmbio) por dois outros ao preço total de R$2.494,00 e estou executando paticamente as mesmas tarefas. Isso é palpável, isso é muito importante para muitas pessoas nesse planeta. Porém, além de ter um preço acessível, os equipamentos precisam ser úteis e as pessoas precisam saber tirar proveito deles para melhorar suas vidas. E é isso que estou querendo aprender e compartilhar com minhas experiências.

A propósito, mesmo depois de 7 dias em modo exclusivo, continuo usando o Chromebook para inúmeras tarefas. Ele é leve, ágil, a bateria dura o suficiente para esquecer que é preciso recarregá-lo e realmente me permite fazer quase tudo que preciso. Curioso? Ouça a entrevista com o Otávio Sousa e fique atento às minhas próximas publicações. Dica: assine a lista de e-mails ou me acompanhe no Twitter para ser notificado.

Em resumo, continuarei falando sobre tecnologias e produtividade em geral, mas o que muitos ouvintes, leitores, seguidores e amigos têm enxergado como minha migração para o Android e serviços Google, é, na verdade, um plano muito maior. Estou apenas fazendo minha minúscula parte para melhorar o mundo e gostaria muito de poder contar com sua ajuda.

Não tenho respostas para tudo e seus comentários nas redes sociais e nos artigos do site com possíveis soluções para situações adversas que certamente surgirão pelo caminho, me ajudarão a encontrar alternativas e, principalmente, servirão para melhorar a vida de muitas outras pessoas.