Space X e o fim da TV tradicional.

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Semana passada encontrei minha mãe e meu sobrinho para um almoço e ouvi algumas histórias curiosas. Um dia ele estava assistindo seus desenhos no YouTube e começou a gritar:

"—Vó! Vó! Corre, vem aqui!" Vem ver uma coisa!"
"—O tio Vlad tá no YouTube".

Ele é muito novo para entender que só apareci no computador (YouTube) da minha mãe porque ela provavelmente assiste alguns dos meus vídeos. Mas o espanto dele me levou a filosofar a respeito do assunto. Aquilo para ele é a TV. Escolhe o que quer assistir e quando quer assistir.

E não demorou muito para ter certeza disso. Conversa vai, conversa vem e ele começou a falar dos planetas do sistema solar. Provavelmente está estudando o assunto na escola neste momento. Imediatamente perguntei se ele tinha visto o carro voando no espaço e minha mãe logo emendou: "—Ele não assiste TV"

"—Nem eu", pensei. 

Aquele foi o código para que a minha mente continuasse a borbulhar. Há bastante tempo publico conteúdo online e acompanho notícias apenas via Twitter, Reddit e YouTube. Há 4 ou 5 anos abandonei os telejornais por completo depois que percebi que sempre já sabia todas aquelas notícias.

E foi assim, ao vivo, direto do YouTube, que assisti um dos maiores acontecimentos tecnológicos de nossa era. Fiquei sabendo da data e hora via Twitter e o alerta do YouTube tocou quando chegou a hora de parar tudo e assistir ao vivo a façanha da Space X.

E, como diria a canção, "confesso abestalhado" que fiquei de queixo caído quando vi os dois foguetes retornando e pousando quase que simultaneamente. O tempo parece que parou por alguns segundos.

Foi um abalo duplo de estruturas. O feito, por si só, já é inacreditável. E a transmissão ao vivo em alta definição via YouTube sepultou de vez o que um dia a televisão representou para minha geração.

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Comunique mais com os mesmos 140 caracteres do Twitter

Goste você ou não, o limite de 140 caracteres imposto pelo Twitter é quase uma marca registrada da empresa. É algo tão sagrado que um dos co-fundadores, Biz Stone, escreveu em sua autobiografia que o limite jamais seria alterado. Não acredito em palavras como jamais, nunca etc., especialmente em se tratando de tecnologia, mas Jack Dorsey, outro co-fundador e atual CEO, também afirmou recentemente que não haverá mudanças no limite.

Conforme explico no episódio "O Twitter é a rede social que mais gosto", os 140 caracteres estão ligados ao antigo serviço de SMS que na época suportava um máximo de 160 caracteres. Os 20 caracteres restantes são usados para formatação e nome de usuário.

Como o limite sempre existiu, é algo que as pessoas acabam aceitando, mas com o tempo, surgiram integrações como a inclusão de imagens, enquetes, gifs, links, referências etc. e tudo isso "roubava" parte dos caracteres disponíveis. A partir de agora as coisas melhoraram um pouco. Imagens, gifs, enquetes e citação de outros tweets não contam mais para o limite de 140 caracteres.

Citações de outras pessoas via arroba e links continuam usando parte dos 140 caracteres, mas me parece que é uma questão de tempo para que isso também seja alterado.

VCP 179 - O Twitter é a rede social que mais gosto

O Twitter é uma rede social um pouco diferente. Sua principal característica é o dinamismo. As informações chegam quase que instantaneamente e é isso que mais gosto. Por essa razão, sugiro que seu foco, ao usar o Twitter, não seja a interação com "amigos" e sim o consumo e distribuição de informações e conteúdo. Nesse episódio falo um pouco sobre a história da rede, explico como ela funciona e deixo algumas dicas.