Cartões do Trello = Tarefas ☑ | 296

Esses dias montei um quadro do Trello para um dos meus alunos de mentoria que precisava acompanhar e controlar uma grande quantidade de chamados abertos e depois gerar um relatório mensal.

Sugeri uma combinação do Power-Up "Epic Cards" para o controle dos chamados em formato de tarefas e o plugin "CSV Export for Trello" para exportar o conteúdo do quadro e criar o relatório. Mas o foco do vídeo de hoje será apenas a primeira parte, ou seja, a instalação e configuração do Power-Up para lidar com cartões como se fossem tarefas.

O primeiro passo é instalar o Power-Up Epic Cards. Depois vamos precisar de um fluxo para controlar os chamados em aberto. No meu exemplo vamos trabalhar com 5 listas. A primeira funciona como um cadastro dos clientes ativos. Depois temos as três etapas do processo de abertura de chamados, ou seja, a ABERTURA, o ACOMPANHAMENTO e a FINALIZAÇÃO. Por fim, uma lista para arquivar aqueles cartões que não são mais clientes. Para ter uma visão mais clara de como ficou a estrutura, sugiro que assista o vídeo.

A partir de agora será preciso sempre conectar os novos cartões. A medida que novos chamados forem sendo abertos, crie um novo cartão, clique no botão "Epic Cards" e escolha o cartão do cliente.

Os cartões da primeira lista funcionarão como uma espécie de resumo do progresso dos chamados. Um novo elemento em formato de lista de tarefas mostrará os cartões em progresso e os que já foram concluídos (vide vídeo). E ao lado de cada item é possível ter também o avatar do responsável pelo cartão.

Mas para que tudo isso funcione você precisa antes configurar o Power-Up. Clique em Epic Cards (canto superior direito do quadro) e escolha Settings. No primeiro item escolha o quadro. Depois a lista que conterá os cartões-resumo. A próxima opção é a lista onde arquivaremos os clientes que não fazem mais parte do projeto. E finalmente a lista para onde cada um dos chamados em progresso irá depois de concluído.

O exemplo que compartilhei no vídeo foi todo criado dentro de um único quadro, mas não precisa ser dessa forma. Os cartões contendo as tarefas podem estar em um outro quadro, transformando o “quadro mãe” numa espécie de painel de controle para gestores conhecerem o status das atividades da equipe.

Se você é dono de um pequeno negócio e precisa de ajuda para construir um conjunto de quadros usando o Epic Cards ou aprender como criar um bom fluxo de atividades no Trello usando Kanban, entre em contato.

 

Chromebook ou iPad? 😳 | 295

Estou há 8 meses sem usar um Mac e para que você tenha ideia do que isso representa, o último sistema Windows que usei foi o XP. Já se foram mais de 14 anos trabalhando exclusivamente em computadores da Apple, mas por conta do atual preço dos novos modelos e de alguns experimentos que andei realizando, migrei para um Chromebook.

O processo foi gradativo. Teve início em 2015, quando comecei a substituir os serviços da Apple e Microsoft pelos similares do Google. Depois precisei encontrar formas de trabalhar na produção dos meus vídeos e finalmente descobrir como dar aulas, realizar as mentorias, cursos, workshops etc.

Até consigo fazer tudo em um Chromebook, mas como a plataforma ainda está em processo de evolução, acabei adquirindo um iPad para algumas tarefas e depois de alguns meses usando os dois, chegou a hora de compartilhar minha experiência.

Apesar de ter acesso aos aplicativos Android no meu Chromebook, é preciso confessar que os anos de Apple são um ponto forte em favor da empresa. Por exemplo, uso o Pixelmator desde que foi lançado e os meus movimentos dentro do aplicativo são naturais e rápidos. Honestamente, o processo de readaptação a outros aplicativos é bem difícil depois de mais de uma década repetindo os mesmos movimentos.

Além disso, não é segredo para ninguém que existem aplicativos no iOS que são muito melhor acabados e mais eficientes do que similares no Android. É algo que vem mudando rápido ao longo dos anos e acredito que mudará com mais velocidade agora que estão surgindo Chromebooks cada vez mais poderosos. Por outro lado, o Android não enfrenta as inúmeras limitações impostas pelo iOS.

Os aplicativos que tenho usado apenas no iPad são o Pixelmator, Lumafusion e Scrivener. Como eu disse, até consegui encontrar substitutos no Chromebook, mas sempre com mais trabalho com um numero maior de etapas.

Porém, apesar de mais de uma década usando o Mac, tive apenas dois iPads, o primeiro modelo e o Mini. Nunca me adaptei à plataforma, acredito que por conta do iOS, que era ainda mais limitado naquela época.

Algo que logo percebi durante essa nova experiência foi que prefiro encarar o iPad como uma folha de papel ou caderno. Mantendo ele na horizontal posso facilmente alcançar a tela com os dedos ou com a Apple Pencil (assista o vídeo para entender melhor). A propósito, a Apple Pencil é uma aliada importantíssima para as edições de imagem no Pixelmator. Diria que até melhor que o mouse. Mas, apensar de ajudar muito no Lumafusion, não a vejo como fundamental para o trabalho de edição vídeo.

As limitações no iOS ficam bastante evidentes quando preciso trabalhar em multitarefa ou com várias janelas abertas. Por exemplo, para minhas mentorias normalmente tenho o Google Meet aberto para a conversa, o Evernote para anotações, o Trello para demonstrações e o Google Agenda para acompanhar a duração da aula em curso e os próximos compromissos. É algo impossível de ser reproduzido no iPad.

Além disso, as extensões do Chrome são fundamentais para meus quadros do Trello e outras atividades como as constantes capturas de conteúdo com o Web Clipper da Evernote.

Gerenciador de arquivos do iPad é outra enorme dor de cabeça. Até o momento a única forma que encontrei de levar os vídeos do Android para o iPad é via algum sistema de armazenamento em nuvem. Ou seja, preciso fazer o upload para o Google Drive e depois baixar novamente os arquivos no iPad. Inacreditável!

Mas há muitas coisas boas também. O tamanho e leveza fazem do iPad um excelente dispositivo para ter sempre à mão. Já editei muitos vídeos em aviões, metrôs e cafés.

E em alguns momentos a combinação dos dois, Chromebook e iPad, funciona de forma maravilhosa. Por exemplo, quando estou dando aulas de Kanban e mostro uma apresentação, o iPad se transforma na mina terceira tela (veja como no vídeo). Posso ativar o Google Slides dentro da janela do Meet e usar a Apple Pencil para rabiscar na tela e transformar a apresentação em algo muito mais dinâmico.

Enfim, uso os dois, mas confesso que se tivesse que escolher um deles, seria o Chromebook. Mesmo com alguma dificuldade consigo executar tudo que preciso nele. No iOS ainda faltam muitas pequenas peças para que eu consiga trabalhar de verdade.

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Trello: ser MEMBRO ou SEGUIR um Cartão? 👤 | 289

Afinal de contas, o que é melhor, ser membro de um cartão ou seguir um cartão do Trello. As duas opções são válidas, mas cada qual em uma situação diferente.

E claro sempre levando em consideração a boa prática de fazer parte apenas daqueles cartões nos quais você tem alguma responsabilidade. Ou seja, nunca siga ou seja membro de cartões só para saber. Se quiser saber do status de qualquer coisa, basta entrar no quadro.

Primeiro vamos entender a lógica. Sempre que você segue/acompanha um cartão, receberá notificações quando houver algum tipo de modificação ou inclusão de informações. E sempre que você se torna membro de um cartão, automaticamente passa a seguir aquele cartão. Repare no cartão que ao se tornar membro aparece também no botão "Seguir" um visto verde.

Mas não é necessário ser membro para seguir um cartão. É possível clicar no botão Seguir mesmo não sendo membro ou tornar-se membro e desmarcar a opção Seguir. Enfim, uma coisa não está conectada a outra.

Algumas empresas utilizam o membro no cartão como uma forma de identificar o responsável e em alguns casos, principalmente quando há várias pessoas trabalhando em uma mesmo cartão, não há necessidade de todos receberem notificações.

O inverso também é válido. Por exemplo, alguns dos meus clientes utilizam o Trello para controle de pedidos e entregas de produtos ou serviços e em determinadas situações um supervisor ou supervisora quer acompanhar um caso de perto.

Ela ou ele não tem responsabilidade direta pelo cartão, mas querem receber notificações por algum tempo. Portanto, o melhor a fazer é não ser membro e clicar no botão Seguir.

Entendeu a diferença? Recomendo que assista o vídeo para compreender melhor cada situação. A propósito, no final compartilho uma dica para os que não gostam de ver as imagens de anexos aparecendo nos cartões do Trello.

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