Por que o Evernote? (opinião).

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Há algumas semanas participei de uma live no Instagram da Gabriela Brasil e uma das coisas que ela me perguntou foi: "Por que o Evernote?". É uma pergunta interessante e este é o tema da conversa de hoje.

Comecei a usar o Evernote em 2008 depois de muito pesquisar e experimentar outras formas de organização, inclusive bancos de dados. No final, independente do sistema, eu terminava sempre sem a possibilidade de cruzar todas as informações a partir de buscas simples.

Hoje é muito comum realizar uma busca no Gmail ou no nosso computador e encontrar um monte de resultados relevantes, mas naquela época isso ainda estava começando e o Evernote foi pioneiro na combinação da busca poderosa e sincronismo entre plataformas.

Depois de tentar 3 vezes finalmente entendi a mudança de paradigma que o Evernote representava. Percebi que não havia mais a necessidade de tanta estruturação do conteúdo. Bastava organizar um pouco e me basear na busca. Era algo revolucionário para a época. Uma espécie de Google particular.

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Além da busca, outra coisa que adoro no Evernote é o estilo Lego do aplicativo. Posso montar as coisas da forma como quiser e depois desmontar e montar tudo outra vez. E agora com o novo Spaces, ficou ainda melhor organizar as coisas a minha maneira.

Além da busca combinada a versatilidade, há um terceiro elemento: a maneira como o aplicativo lida com captura e entrada de informação. Os recursos para anotações, negrito, itálico, listas, tabelas etc., em minha opinião existem na medida certa. Não tão elaborado quanto um Word, nem tão simples como um Google Keep.

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E, falando em Word, se eu preciso complicar um pouco as coisas, é possível anexar arquivos dentro da nota e trabalhar combinando os dois mundo. Posso, por exemplo, fazer anotações de uma reunião ou anotações de sala de aula na própria nota e com esse material de referência, criar um contrato para um cliente ou parceiro ou o trabalho escolar.

Não gosto de comparar, mas vou nessa linha apenas a título de explicação. O OneNote é muito interessante, mas não consigo fazer nele diversas coisas que faço no Evernote. Por exemplo, criar minhas próprias etiquetas para filtrar informações em diversas partes do aplicativo.

Já o Google Keep é muito simples para o que preciso fazer, que é justamente aproveitar a versatilidade da nota e guardar tanto anotações, quanto documentos, imagens, áudios etc. O Keep até permite anexos, mas não posso manipular e movimentar este conteúdo por diversas partes da nota como faço no Evernote.

E você, por que usa o Evernote? Já tentou outros aplicativos? Por que escolheu o Evernote? Por favor, compartilhe sua história.

 

Google Keep ou Evernote?

Quando foi lançado, o Google Keep parecia um daqueles projetos beta da empresa que não duraram muito. Ainda assim fiquei curioso e, desde então, venho experimentando e acompanhando as novidades. Uso ele para anotações e consultas rápidas porque não há muito além disso.

Manter dois sistemas de coleta não é recomendável, mas precisava testar o App e em um segundo momento, tenho levado tudo manualmente para o Evernote. Enfim, preciso ser honesto, o aplicativo evoluiu bastante e chegou muito mais longe do que imaginei que chegaria. Elementos de design e funções como as diferentes cores, o texto e as imagens aparecendo como miniaturas na tela principal do aplicativo, o sistema que interpreta e transcreve* sua voz e a barra de acesso rápido para inclusão de conteúdo me agradam muito.

*Lembrando que a transcrição de ditados também existe na versão Android do Evernote!

Para os que nunca experimentaram, o Keep parece um misto de Post-it e bloco de notas que te permite teclar, gravar ou “rabiscar” anotações. Além disso, ele conta com etiquetas, um sistema de lembretes e listas de tarefas.

Porém, diferente do que acontece no Evernote, não existem Cadernos e as anotações, que também são mostradas cronologicamente na tela do aplicativo, só podem ficar aparentes lá, ser arquivadas ou copiadas para o Google Docs. Evidentemente a poderosa busca do Google está presente e, além disso, o Keep sincroniza suas informações entre o Android, iOS, web e Chromebook. O Evernote, por sua vez, conta com todos esses recursos e é quase onipresente, estando disponível para muito mais plataformas.

Uma atualização recente da versão iOS  passou a permitir algo que já existia para Android, o envio de conteúdo de alguns aplicativos para suas notas no Keep via extensão. Há outros elementos inspirados no Evernote, como o compartilhamento de conteúdo e reconhecimento de texto em imagens, mas as semelhanças terminam aqui.

Ao usar o Keep, notará que ele parece organizar as informações e conteúdos em pequenas seções dentro das notas e não existe muita liberdade para manipular esses blocos. No Evernote, apesar de algumas reclamações, a flexibilidade é enorme. E com a reestruturação do sistema que interpreta e sincroniza o conteúdo, a tendência é que fique ainda melhor.

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Outra diferença é a integração do Evernote com inúmeros outros sistemas e serviços. O Web Clipper, por exemplo, é uma ferramenta que te permite capturar informações de sites como nenhuma outra que conheço. Digitalização de cartões de visita e documentos são também exemplos de recursos ao mesmo tempo sofisticados e sempre à mão. E tudo isso sem mencionar o Skitch e outros recursos.

Poderia escrever parágrafos e parágrafos enumerando as vantagens do Evernote enquanto um elaborado bloco de notas, mas engana-se quem imagina que o aplicativo existe apenas para capturar e armazenar conteúdo. Basta ouvir, ler e assistir as dicas que compartilho via Diário de um elefante para entender que seu grande trunfo é cumprir ao mesmo tempo o papel de espaço para anotações e ferramenta para organizar e produzir.

Em outras palavras, tudo que o Keep faz hoje, o Evernote já faz há bastante tempo e, junto com isso, entrega muito mais. Por outro lado, entendo a tentação, o Keep é belo, simples e direto. Certamente muitos já o utilizam por isso e outros tantos o instalarão pelas mesmas razões. E enquanto economista e consumidor, vejo esse movimento com algo muito saudável.

A concorrência é o óleo que lubrifica os motores da inovação tecnológica em nossa sociedade e, por esse motivo, a Evernote certamente está com olhos abertos e atenta ao Keep, OneNote etc., mas, honestamente ainda não vejo vantagens no Keep. Ele é tecnicamente muito simples, quando comparado ao Evernote, e quanto mais conteúdo colocar lá, mais próximo você estará de ter que migrar para uma plataforma/ferramenta mais poderosa.

Pergunto: não seria melhor investir sua energia e tempo em algo que te permitirá crescer e usar a seu favor tudo aquilo que está coletando e armazenando? Isso é o Evernote, meu ─ seu! ─ segundo cérebro. Ou como diria o Alexandre Costa: “─ O Evernote é meu Google particular”. Se preferir, vá de Gustavo Faria: “─ Gostaria de saber tudo que meu Evernote sabe”.