Estou escrevendo um novo livro no Evernote e não tinha percebido.

Desde que lancei o curso online Evernote para Iniciantes, penso em produzir outros dois. O Empresa Organizada com Evernote Business foi publicado há alguns meses e agora falta o curso no qual explico todo meu processo de organização e trabalho utilizando princípios do Kanban, Scrum, Técnica Pomodoro e ferramentas como o Evernote.

Estou há alguns meses trabalhando no conteúdo e na gravação dos vídeos, mas algo inesperado aconteceu. Ontem cheguei a um conclusão surpreendente: descobri que estou também escrevendo um livro.

Todos os livros que escrevi foram 100% estruturados dentro do aplicativo Scrivener, que a propósito é muito bom. O Evernote sempre serviu como um repositório de informações de pós-lançamento, mas acredito que ontem isto mudou.

Como desde o começo o plano era produzir um curso online e não num livro, criei um novo caderno no Evernote com uma nota índice na qual comecei a jogar ideias que fui organizando até montar a estrutura base do curso.

Além disso, todo conteúdo extra que fui coletando ao longo dos anos e que estava no meu caderno Artigos, movi para este novo caderno do curso. Também fui organizando o conteúdo com etiquetas para conseguir encontrar informações relacionadas a cada tema.

O próximo passo, as pautas, fui criando dentro de novas notas a medida que o texto começava a ficar mais elaborado na nota índice.

Como nenhuma delas foi criada cronologicamente, a nota índice é muito importante. A cada nova pauta (capítulo?), eu crio um link dentro do índice e desta forma consigo navegar tranquilamente entre elas e incluir ou remover elementos.

Entendeu onde estou chegando? Como o Evernote está comigo o tempo todo, essas pautas estão sempre acessíveis e em construção. Quando tenho uma ideia e não posso parar de fazer o que estou fazendo, apenas jogo tópicos ou uma frase dentro da nota certa para depois elaborar o raciocínio.

E apesar de ser um curso em formato de videoaulas, as pautas acabam ficando muito elaboradas porque quero que os assuntos se encaixem perfeitamente independente da ordem de gravação dos vídeos. 

Em outras palavras, as pautas já são praticamente os capítulos de um novo livro e hoje resolvi que lançarei o curso em formato de videoaula e depois ajustarei as notas dentro do Scrivener para lançar o livro.

No passado já havia tentado escrever um livro dentro do Evernote, mas a falta de cronologia dos capítulos (notas) dentro do caderno me deixava confuso e abandonei a ideia. Infelizmente naquele ocasião não cheguei a pensar na nota índice que hoje me permite navegar facilmente entre os capítulos em construção.

E sabe o que é mais interessante? Depois de já ter lançado outros livros, olho para as notas fora de ordem e o que vejo é algo que funcionará como um registro da história de produção do livro. Como as notas são criadas a medida que tenho que evoluir naquele tema, sempre terei este registro cronológico de como as minhas ideias foram sendo construídas.

A propósito, há algum tempo publiquei uma aula a respeito da Rede de Projetos. Se não assistiu, assista, porque o tema de hoje tem total relação com aquele assunto.

O fato de ter o conteúdo em um caderno, que também está na minha área de atalhos, fez com que eu pudesse acessar as informações a qualquer momento e de uma forma muito eficiente.

Não é incrível o que a tecnologia e um pouco de organização podem fazer por nós? Já passou por alguma situação semelhante a esta. Compartilhe conosco. Deixe seu comentário, dicas ou dúvidas.

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Transferindo eBooks via Adobe Digital Editions

Conforme expliquei no VCP 160, eBooks com DRM Adobe ID podem ser transferidos de um dispositivo para o outro. O primeiro passo é criar seu Adobe ID. Faça isso em: https://accounts.adobe.com.

Agora precisará baixar e instalar o aplicativo Adobe Digital Editions. Este aplicativo funcionará como uma espécie de central da Adobe para armazenar e organizar seus livros em formato ePub e com chave de DRM Adobe ID. Ao mesmo tempo permitirá a transferência deles para outros serviços e dispositivos compatíveis. Uma vez instalado, vá até o menu Help e autorize seu computador com o usuário e senha criados no cadastro do Adobe ID.

Agora precisará baixar e guardar no aplicativo os seus livros compatíveis com o Adobe ID. Um bom exemplo é o site da Kobo. Vá até sua biblioteca e verá ao lado direito de cada um dos livros comprados um botão com a frase Download DRM ePub. Clique nos que deseja baixar e concluído o processo, abra o arquivo no Adobe Digital Editions.

A partir deste ponto, há dois caminhos.

1) Caso tenha um dispositivo (leitor) compatível, basta conectá-lo via USB ao seu computador para autorizá-lo e posteriormente mover seus livros. O nome do equipamento aparecerá na lista de dispositivos e tudo que precisará fazer é arrastar os livros desejados para lá.

2) Caso deseje enviar o arquivo para um aplicativo compatível no seu telefone ou tablet, precisará copiá-lo e utilizar o Dropbox, Google Drive ou método similar para realizar a transferência.

Clique com o botão direito sobre um dos livros que estão no Adobe Digital Editions (computador) e escolha a opção para ver mais informações a respeito do livro. Um dos itens é o local no qual o livro está armazenado no seu computador. Vá até lá e copie o livro para o Dropbox ou outro serviço de transferência.

Para este exemplo, usarei o Bluefire no Android. Ao abrir o aplicativo no seu telefone, a primeira tela mostrará campos para usuário e senha do Adobe ID. Preencha com os seus dados e pressione o botão Autorize.

Uma vez que o aplicativo no telefone e no Adobe Digital Editions no seu computador usam o mesmo usuário e senha, os livros poderão ser interpretados e abertos. Basta transferir o livro que você copiou para o Dropbox, Google Drive ou outro local similar. Para fazer isso (no Android), aguarde o fim do sincronismo, vá até o telefone, clique sobre o livro (no Dropbox, Google Drive etc.) e escolher a opção enviar para. Selecione o leitor Bluefire e o livro será transferido.

A desvantagem de processos manuais como este é que você terá que sempre cuidar de tudo, a começar pelos backups. Além disso, precisará gerenciar suas anotações, marcações etc., pois nada é transferido de um leitor para outro. Por isso prefiro sempre manter meus livros dentro dos aplicativos/serviços (Kindle, Kobo etc.) nos quais foram adquiridos. Dessa forma, conforme mencionei no podcast (ouça abaixo), tenho sempre um backup e todo conteúdo é sincronizado automaticamente entre os dispositivos.