Guarde suas músicas no Google Music... sem precisar pagar por isso!

Um amigo já havia me falado sobre esse serviço, mas só ontem parei para experimentar. Assim como diversas outras empresas, o Google também conta com um serviço de música por assinatura, mas há uma pequena diferença em relação aos concorrentes. Você pode armazenar até 50.000 músicas suas sem nenhum custo. Os passos são sos seguintes:

  1. Vá até seu computador e visite http://music.google.com.
  2. Inclua o número do seu cartão de crédito para desbloquear o serviço. Você também pode usar a mesma conta da Play caso já tenha um cartão cadastrado lá. Fique atento para as opções indicadas em tela. Você quer apenas ativar o serviço e não assinar o Google Music.
  3. Expanda o menu no lado esquerdo da tela e vá até a opção para upload de música. Está entre os últimos itens na base da lista.
  4. Siga os passos escolhendo sua biblioteca do iTunes ou alguma pasta no seu computador. Se desejar, marque a opção para que o Google Music fique monitorando aquela pasta para realizar uploads automáticos de novas músicas no futuro.

Evidentemente o tempo de upload vai depender da quantidade de músicas que você tem e da velocidade da sua conexão, mas depois de concluído o processo, você poderá ouvir online a partir do computador, transmitir para o Chromecast ou usar o App no seu Android e iPhone. E no caso do telefone e tablet, você pode inclusive escolher músicas ou álbuns para baixar e manter no aparelho para ouvir quando não houver conexão.

Imediatamente pensei no meu Chromebook que tem um espaço muito pequeno para armazenamento, mas o mesmo vale para o MacBook Air ou outro computador com poucos gigabytes. No meu caso, a biblioteca estava em um HD externo e agora não preciso mais disso. Basta abrir o navegador e começar a ouvir minhas músicas. E também está resolvido o problema do backup porque o Google Music permite baixar todas as nossas músicas a qualquer momento.

Mas como acontece com diversos serviços Google, há algumas inconsistências. Por exemplo, não consigo entender porque via navegador web consigo ver uma opção que me permite assinar e ouvir podcasts, mas essa alternativa não aparece no telefone. E isso só acontece em uma das minhas contas do Google. Nas demais, o item podcast não aparece em parte alguma. Como o serviço ainda não está disponível em todos os países, pode ser essa a razão da inconsistência.

Mas seja como for, junto com o Google Photos, essa é uma iniciativa que bate de frente com serviços similares da Apple. Especialmente porque, como acontece com as fotos, não há custo de armazenamento. E, diferente do que costuma acontecer com serviços Apple, o Google Music funciona em diversos dispositivos e sistemas. Em outras palavras, você não depende de um computador ou telefone específico para acessar o conteúdo.

+ Do Apple Photos para o Google Photos
+ Entenda o Google Photos
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O que está esperando? Faça um teste. Não vai te custar nada. Literalmente :-)

Apple, Microsoft, Google e a inclusão digital

Apesar do quadro negativo que alguns analistas pintam, a beleza e acabamento dos equipamentos, a preocupação com detalhes e a inovação ainda são características fortes da Apple e no fim traduzem-se em qualidades que fazem com que a empresa cresça ano a ano.

Continuo admirando os produtos e tudo que é possível realizar com essas incríveis tecnologias, porém é muito claro para mim que a Apple nunca conseguirá resolver o problema da inclusão digital no mundo. Não que seja esse o papel dessa ou de qualquer outra empresa. Inclusive, acredito só que será uma realização efetiva se o mercado enxergar esse espaço como algo economicamente viável. O fato é que a tecnologia precisa chegar a todos para que a qualidade de vida das pessoas melhore.

Longe dos Estados Unidos, Europa, Japão, partes da Ásia e outros locais mais ricos do globo, os produtos da Apple são caros demais para uma enorme parcela da população. Transformam-se em objetos de luxo em virtude das estranhas políticas e práticas econômicas desses países. Chegam ao absurdo de serem inclusive adquiridos e utilizados como símbolo de status. O curioso ─ para não usar a palavra “patético” ─ é que basta uma volta pelas regiões menos ricas do mundo rico e lá estará o iPhone, o Mac e outros equipamentos “caros” cumprindo o papel de apenas mais um no bando. O Android e suas variações de domínio público e a controlada pela Alphabet (antiga Google), ocupa o resto do espaço global que a Apple não consegue penetrar.

+ Apple, Google e o continente africano

Porém, independente de quem conquista esse ou aquele mercado, a inclusão digital, em minha opinião, tem que ser vista e tratada como algo além do “ter acesso à equipamentos”. A verdadeira inclusão é aquela que traz consigo a eficiência, qualidade de vida, informação útil etc. A Microsoft, com todos os desafios técnicos de décadas passadas, popularizou computadores e, mais que isso, simplificou seu uso. Efetivamente ajudou muitas pessoas! A verdade é que enquanto a Apple vendia os incríveis Mac por preços elevados, a Microsoft entregou ao mundo um produto quase estável e promoveu uma revolução silenciosa.

Vivemos agora uma segunda onda de popularização da informática. Ocorre que mesmo com a queda nos preços, computadores ainda são muito caros para uma enorme fatia da população global que habita países muito pobres ou regiões muito carentes de todas as nações. Por essa razão, smartphones Android com preços mais acessíveis passaram a conectar à Internet toda uma população que a Microsoft não conseguiu alcançar no passado e que a Apple provavelmente nunca atingirá em virtude das complexas realidades econômicas dessas nações.

Em diversos aspectos, o Android é para geração Y o que o Windows foi para geração X. A massificação do sistema e os problemas técnicos que traz consigo, repetem os passos da Microsoft. Atualmente o telefone é o primeiro e muitas vezes único computador de muitas pessoas no mundo, mas não se deixe iludir, não falo apenas da África. Acontece também no Brasil e em vários outros países.

Já mencionei algumas vezes que acredito que o KitKat começou uma guinada que parece atingirá seu ápice no Marshmallow. E minha gradual migração para o Android, que teve inicio justamente no KitKat, começou por curiosidade mas hoje tem toda relação com a inclusão digital. Quero muito ajudar as pessoas que não podem comprar produtos da Apple ou outros também caros.

+ VCP 157 - Google I/O 2015

Percebo que o Android finalmente chegou à maturidade e que muitas empresas têm notado isso e vêm oferecendo produtos e serviços de qualidade para a plataforma. Não encaro como uma guerra de vitoriosos e derrotados, apenas quero encontrar formas de executar as mesmas tarefas, com eficiência, usando produtos sem uma maçã estampada na parte traieira.

Estou há semanas utilizando um Android como telefone principal e passei exatos 7 dias mergulhado num Chromebook realizando todas as minhas atividades enquanto o MacBook Air dormia em um armário escuro. Li e respondi meus e-mails, assisti filmes, escrevi relatórios, produzi e publiquei artigos, editei imagens, usei o Evernote, gerenciei projetos, gravei e editei vídeos, gravei e editei podcasts e muito mais. Tudo isso com um Chromebook e um telefone Android. Foi simples? Fácil? Prático? Nem sempre! Mas foi possível e isso me deixou realizado. A propósito, meu iPhone 6 também encontra-se em estado de hibernação.

Ainda não descobri como fazer tudo ou como executar todas as tarefas de forma tão eficiente quanto antes, mas vou descobrir! E vou compartilhar cada progresso! Mas, independente disso, tenho uma convicção: qualquer tecnologia é melhor que nenhuma e, além disso, tecnologias um pouco mais avançadas tornam vidas melhores e mais eficientes do que eram quando usavam tecnologias mais antigas.

Na prática, troquei dois equipamentos que somados chegam a 8 a 10 mil Reais (dependendo do câmbio) por dois outros ao preço total de R$2.494,00 e estou executando paticamente as mesmas tarefas. Isso é palpável, isso é muito importante para muitas pessoas nesse planeta. Porém, além de ter um preço acessível, os equipamentos precisam ser úteis e as pessoas precisam saber tirar proveito deles para melhorar suas vidas. E é isso que estou querendo aprender e compartilhar com minhas experiências.

A propósito, mesmo depois de 7 dias em modo exclusivo, continuo usando o Chromebook para inúmeras tarefas. Ele é leve, ágil, a bateria dura o suficiente para esquecer que é preciso recarregá-lo e realmente me permite fazer quase tudo que preciso. Curioso? Ouça a entrevista com o Otávio Sousa e fique atento às minhas próximas publicações. Dica: assine a lista de e-mails ou me acompanhe no Twitter para ser notificado.

Em resumo, continuarei falando sobre tecnologias e produtividade em geral, mas o que muitos ouvintes, leitores, seguidores e amigos têm enxergado como minha migração para o Android e serviços Google, é, na verdade, um plano muito maior. Estou apenas fazendo minha minúscula parte para melhorar o mundo e gostaria muito de poder contar com sua ajuda.

Não tenho respostas para tudo e seus comentários nas redes sociais e nos artigos do site com possíveis soluções para situações adversas que certamente surgirão pelo caminho, me ajudarão a encontrar alternativas e, principalmente, servirão para melhorar a vida de muitas outras pessoas.

VCP 174 - Minha opinião sobre o futuro do iOS

Desde que o iPhone deixou de depender do computador para viver e sobreviver, o iOS vem evoluído para se transformar no principal sistema operacional da Apple. Com acesso a tudo via nuvem, serviços que se integram permitindo interações simples entre Mac, telefones e tablets e, mais recentemente, o lançamento do iPad Pro, está comprovado o plano da Apple: transformar o iOS no sistema operacional das massas! Ela só não contava com um detalhe, a forte concorrência do Android.