Chromebook ou iPad? 😳 | 295

Estou há 8 meses sem usar um Mac e para que você tenha ideia do que isso representa, o último sistema Windows que usei foi o XP. Já se foram mais de 14 anos trabalhando exclusivamente em computadores da Apple, mas por conta do atual preço dos novos modelos e de alguns experimentos que andei realizando, migrei para um Chromebook.

O processo foi gradativo. Teve início em 2015, quando comecei a substituir os serviços da Apple e Microsoft pelos similares do Google. Depois precisei encontrar formas de trabalhar na produção dos meus vídeos e finalmente descobrir como dar aulas, realizar as mentorias, cursos, workshops etc.

Até consigo fazer tudo em um Chromebook, mas como a plataforma ainda está em processo de evolução, acabei adquirindo um iPad para algumas tarefas e depois de alguns meses usando os dois, chegou a hora de compartilhar minha experiência.

Apesar de ter acesso aos aplicativos Android no meu Chromebook, é preciso confessar que os anos de Apple são um ponto forte em favor da empresa. Por exemplo, uso o Pixelmator desde que foi lançado e os meus movimentos dentro do aplicativo são naturais e rápidos. Honestamente, o processo de readaptação a outros aplicativos é bem difícil depois de mais de uma década repetindo os mesmos movimentos.

Além disso, não é segredo para ninguém que existem aplicativos no iOS que são muito melhor acabados e mais eficientes do que similares no Android. É algo que vem mudando rápido ao longo dos anos e acredito que mudará com mais velocidade agora que estão surgindo Chromebooks cada vez mais poderosos. Por outro lado, o Android não enfrenta as inúmeras limitações impostas pelo iOS.

Os aplicativos que tenho usado apenas no iPad são o Pixelmator, Lumafusion e Scrivener. Como eu disse, até consegui encontrar substitutos no Chromebook, mas sempre com mais trabalho com um numero maior de etapas.

Porém, apesar de mais de uma década usando o Mac, tive apenas dois iPads, o primeiro modelo e o Mini. Nunca me adaptei à plataforma, acredito que por conta do iOS, que era ainda mais limitado naquela época.

Algo que logo percebi durante essa nova experiência foi que prefiro encarar o iPad como uma folha de papel ou caderno. Mantendo ele na horizontal posso facilmente alcançar a tela com os dedos ou com a Apple Pencil (assista o vídeo para entender melhor). A propósito, a Apple Pencil é uma aliada importantíssima para as edições de imagem no Pixelmator. Diria que até melhor que o mouse. Mas, apensar de ajudar muito no Lumafusion, não a vejo como fundamental para o trabalho de edição vídeo.

As limitações no iOS ficam bastante evidentes quando preciso trabalhar em multitarefa ou com várias janelas abertas. Por exemplo, para minhas mentorias normalmente tenho o Google Meet aberto para a conversa, o Evernote para anotações, o Trello para demonstrações e o Google Agenda para acompanhar a duração da aula em curso e os próximos compromissos. É algo impossível de ser reproduzido no iPad.

Além disso, as extensões do Chrome são fundamentais para meus quadros do Trello e outras atividades como as constantes capturas de conteúdo com o Web Clipper da Evernote.

Gerenciador de arquivos do iPad é outra enorme dor de cabeça. Até o momento a única forma que encontrei de levar os vídeos do Android para o iPad é via algum sistema de armazenamento em nuvem. Ou seja, preciso fazer o upload para o Google Drive e depois baixar novamente os arquivos no iPad. Inacreditável!

Mas há muitas coisas boas também. O tamanho e leveza fazem do iPad um excelente dispositivo para ter sempre à mão. Já editei muitos vídeos em aviões, metrôs e cafés.

E em alguns momentos a combinação dos dois, Chromebook e iPad, funciona de forma maravilhosa. Por exemplo, quando estou dando aulas de Kanban e mostro uma apresentação, o iPad se transforma na mina terceira tela (veja como no vídeo). Posso ativar o Google Slides dentro da janela do Meet e usar a Apple Pencil para rabiscar na tela e transformar a apresentação em algo muito mais dinâmico.

Enfim, uso os dois, mas confesso que se tivesse que escolher um deles, seria o Chromebook. Mesmo com alguma dificuldade consigo executar tudo que preciso nele. No iOS ainda faltam muitas pequenas peças para que eu consiga trabalhar de verdade.

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O que é Google One 1⃣ | 289

O Google One ainda está engatinhando, mas a impressão que tenho é de que o objetivo é criar um concorrente para o Office 365 da Microsoft. O G Suite já funciona como um pacote de serviços, mas o foco são empresas. Portanto ele concorre, na verdade, com a versão Business do Office 365.

Faltava um pacote do Google para pessoa física. Achei a iniciativa muito interessante e apesar de já ser um usuário G Suite, venho experimentando o Google One há algum tempo. No vídeo de hoje explico o que é o serviço, vantagens, desvantagens e qual a minha opinião.

Vamos começar por algo bem polêmico, os termos de uso e política de privacidade. O recado é claro: "O Google coleta e usa as informações fornecidas por você para oferecer o Google One conforme descrito nestes Termos, de acordo com a Política de Privacidade do Google". Ou seja, é o mesmo que já acontece nos demais serviços gratuitos do Google. Felizmente há algum tempo, o Google disponibilizou o endereço http://myaccount.google.com para que você possa desligar uma série de serviços de rastreamento e coleta de dados. Para entender melhor, assista o vídeo.

Como o Google gosta de complicar as coisas com um monte de serviços parecidos, vamos agora tentar compreender o que é o que. O Google Drive não acabou, continua existindo e faz parte do Google One. Em outras palavras, ele funciona como o serviço de armazenamento do Google One. Portanto, se você for um usuário pagante do Google Drive, não perderá nada ao aderir ao Google One.

Os outros serviços incluídos são: acesso ao suporte, que é algo que os serviços gratuitos do Google nunca tiveram e o compartilhamento familiar.

Em termos de planos, gostei dos degraus. São planos de 100 GB, 200 GB, 2 TB, 10 TB, 20 TB e 30 TB. Ou seja, é possível aumentar a medida que o espaço vai sendo necessário.

E no compartilhamento familiar, que pode ser de até 6 pessoas ao todo, ninguém vê o conteúdo das outras pessoas. Mas antes de pensar em compartilhar com seus amigos, aqui vai uma observação importante. Você não pode definir a quantidade de armazenamento que cada um usará.

O último benefício é um agrado, um presentinho. Você ganha um pequeno crédito que pode usar na Google Play. Ou seja, o dinheiro vem, mas volta para eles. Mas foi bom, aluguei um filme que ainda não havia assistido e que não está disponível no Netflix.

Você está usando ou pensa em usar o Google One? Por favor, compartilhe sua opinião a respeito do serviço. E se conhece alguém interessado neste assunto, use os botões abaixo para enviar o link.

 

Google Fotos ou Google Drive 📁 | 279

Pode ser que você entenda bem os objetivos de cada um, mas costumo ver dúvidas nos comentários dos meus vídeos e o primeiro passo é deixar claro para que serve cada um. Os dois têm funções diferentes, mas é possível guardar fotos e vídeos tanto no Google Fotos, quanto no Google Drive e no vídeo de hoje você entenderá como decido entre os dois serviços.

O Google Drive serve para armazenar qualquer tipo de documento em nuvem. Faz o mesmo que o Dropbox, iCloud da Apple e OneDrive da Microsoft. Já o Google Fotos é um álbum digital para guardar suas fotos e videos. Portanto, pode até parecer óbvio que o Google Fotos seja a melhor opção para guardar e organizar suas fotos e vídeos, mas nem sempre é o caso.

O Google Fotos tem uma versão gratuita com espaço ilimitado, mas a resolução de armazenamento, apesar de muito boa, não é a original. Por essa razão prefiro guardar no Drive os vídeos e fotos originais que uso para criar o conteúdo do canal.

Já o problema do Google Drive é o espaço limitado na versão gratuita. Portanto, se pretende utilizá-lo, precisará compra mais armazenamento ou assinar o G Suite, que, a propósito, você pode experimentar por 14 dias gratuitamente visitando vladcampos.com/g

Um outro problema do Google Fotos é o processamento dos arquivos. Já andei realizando alguns experimentos por lá e desisti de usar principalmente porque demora um pouco para que o vídeo seja processado e esteja disponível para download. No caso do Drive, o arquivo está lá pronto para ser usado.

E algo que talvez você não saiba a respeito do Drive é que é possível utilizá-lo como uma espécie de YouTube particular. Vídeos armazenados por lá podem ser marcados como públicos para que outros assistam. E você pode também capturar o código para incluir o vídeo como embedded (incorporado) no seu site. Aliás, isso funciona ainda melhor no Google Sites do G Suite.

E você, qual dos dois prefere usar? Por favor, cote sua experiência nos comentários para ajudar outras pessoas inscritas no canal. E se conhece alguém interessado no assunto, utilize os botões abaixo e compartilhe o vídeo.

Pauta criada e editada no Evernote, workflow controlado no Trello e vídeo produzido nos aplicativos Luma Fusion e WeVideo no meu Chromebook Acer R11.

 

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