Google Keep ou Evernote? Estamos entendendo tudo errado? | Ep. 208.

Evidentemente não existe o tal certo e errado. Cada um de nós pode explorar e usar aplicativos como bem entendermos, mas desde que comecei a testar o novo Gmail e suas integrações, comecei a me perguntar se não estaríamos entendendo o Google Keep de forma diferente do que é sua proposta.

É natural a comparação com o Evernote ou OneDrive. Eu mesmo converso sobre o aplicativo desta forma. Mas e se o objetivo dele for, em realidade, funcionar como um apoio, sendo apenas como um bloquinho de anotações rápidas que está sempre à mão? Aqueles que se usava sempre no bolso da camisa ou na bolsa.

Para experimentar esta tese, resolvi usar ele dessa forma por algum tempo, inclusive substituindo algumas coisas que faço no Evernote e este é o tema do vídeo de hoje.

Para testar minha teoria, transferi temporariamente para o Keep meu fluxo de criação e publicação do Newsletter e dos vídeos aqui do Canal. A propósito, se ainda não assina a newsletter, recomendo que visite, vladcampos.com/cadastro. Além de baixar gratuitamente dois eBooks, você receberá dicas exclusivas por email.

A recente integração do Keep com o Gmail me fez pensar em como o Keep está cada vez mais parecido com um bloquinho de notas que funciona como um suporte para conteúdo mais elaborado.

Digamos que você estava conversando com um cliente ou amigo a respeito de algum projeto e anotou alguns parágrafos no Keep. Em um segundo momento foi até o Google Docs para escrever um documento mais sofisticado. Ou foi ao Gmail para enviar um email para outra pessoa ou mesmo responder seu cliente ou parceiro. Enfim, foi tomar uma ação relacionada àquelas anotações. Basta abrir o painel lateral com as notas do Keep e lá estará no topo suas anotações.

+ Google Keep: tutorial completo.

Por exemplo, anotei todo conteúdo dessa pauta em uma nota do Keep. Trabalhei nela em diversas lugares e equipamentos diferentes. Sim, podemos fazer isso no Evernote ou OneNote, mas no momento de montar a pauta detalhada, que também é transformada no post para blog, só precisei criar um novo documento no Google Docs, abrir o painel do Keep e arrastar o conteúdo do Keep para lá.

No meu Evernote tenho uma nota que funciona como template para as minhas pautas e sempre duplico ela quando começo a trabalhar em um novo tema. Eu poderia fazer algo similar no Google Docs, mas como uso o G Suite posso criar meus próprios Templates de documentos e foi isso que fiz.

Assim tudo fica mais fácil. Basta criar um novo documento a partir do Template e depois abrir a janela lateral do Google Keep para arrastar o texto de lá para dentro da nova pauta.

E o mesmo raciocínio vale para o Slides e o Gmail. Por exemplo, você pode criar uma nota no Keep com informações que usa com frequência e fixar ela no topo. Quando estiver compondo um email e precisar daquela informação, basta abrir a janela lateral do Keep e lá estará.

+ G Suite: o que é e para que serve.

Você acha que faz sentido essa minha forma de pensar a respeito do Keep? Muita gente reclama comigo que faltam recursos nele, mas agora fico pensando se isso não é proposital. Será que o objetivo do Keep não é exatamente a simplicidade para que possa funcionar como um bloquinho de notas companheiro de outros serviços do Google? Por favor, deixe sua opinião nos comentários. E se você acha que esse conteúdo pode ser útil para um amigo, por favor, compartilhe.

 

O que é e para que serve o G Suite (antigo Google Apps).

O G Suite é o pacote corporativo do Google que inclui o uso de um endereço de email próprio, espaço de armazenamento no Google Drive e os aplicativos Docs, Sheets e Slides, que são os equivalentes ao Word, Excel e PowerPoint da Microsoft. Mas isso não é tudo. Na prática existem versões de quase todos os serviços do Google para assinantes do G Suite. Mas, afinal, vale a pena assinar o G Suite?

Este é o tema deste segundo vídeo da série a respeito dos diversos serviços do Google. Para acompanhar todos os vídeos desta série, publicados e futuros, assine a playlist ou meu Canal no YouTube.

Uma das vantagens é que apesar de oferecer para os assinantes versões pagas de exatamente os mesmos serviços gratuitos do Google, você terá acesso a versões mais profissionais com a possibilidade de usar a logo da empresa e gerenciar acessos e recursos de cada usuário. Porém, não existe a necessidade de um departamento de TI para administrar e manter tudo funcionando. Um profissional liberal, pequena ou média empresa podem manter uma pessoa ou pequena equipe que administrará o serviço quando necessário. Sem mencionar o excelente suporte técnico oferecido pelo próprio G Suite

E existem recursos exclusivos também. No caso do Google Drive, algo muito interessante é o Drive de Equipes ou Team Drive na versão em inglês. Esse recurso permite que você configure algumas pastas com acesso específico para os membros da equipe. Por exemplo, é possível definir que determinadas pessoas terão acesso a uma determinada pasta para leitura ou edição e tudo que for colocado lá será automaticamente compartilhado.

Outro recurso incluído no pacote é o Google Sites, que viabiliza a construção de um site com uma ferramenta muito simples e que pode utilizar conteúdo como vídeos, imagens e outros que estão armazenados no Google Drive da empresa.

Além disso, o G Suite não coleta, monitora ou usa seus dados nos serviços do pacote. E os dados armazenados contem com camadas de segurança e pertencem a empresa ou pessoa que contratou o serviço. Ou seja, é uma prestação de serviços muito diferente das versões gratuitas do Google que exploram a venda de publicidade.

Porém, existem algumas desvantagens. Por exemplo, nem tudo que está disponível para o Google gratuito, especialmente as novidades, chega no G Suite na mesma velocidade. Além disso, apesar da simplicidade, eventualmente será sempre necessário usar um painel de administrador para configurar ou gerenciar sua conta.

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