VCP 170 - Pebble: um ano depois

No dia 30 agosto de 2014 comprei um Pebble e desde então o relógio saiu do meu pulso apenas quando precisava ser recarregado. Diferente do Apple Watch e Android Wear, não há interação via tela, mas outras funções são bastante semelhantes. Aplicativos, notificações e alguns serviços funcionam como nas outras plataformas. Neste episódio falo sobre minha experiência e o que gosto e não gosto no Pebble depois de um ano de uso.

RunKeeper no Apple Watch

Conforme comentei no episódio 152 do VCP, já vi e experimentei o Apple Watch algumas vezes, mas o relógio ainda não me conquistou. 

Essa quarta tive mais uma oportunidade. Assisti uma apresentação do pessoal da RunKeeper na loja da Apple falando sobre a versão do aplicativo para o relógio. Uso o RunKeeper no iPhone desde que foi lançado e atualmente acompanho meus passos via Breeze e controlo as corridas com o Pebble. Será que a Apple me conquistará via App de monitoramento de atividades físicas?

A apresentação foi relativamente curta, mas interessante. Na primeira parte foi dada uma visão geral do aplicativo para o telefone e em seguida foi feita uma demonstração usando o relógio.

Algo que imediatamente me agradou foi a possibilidade de iniciar a corrida via Apple Watch. No Pebble isso não é possível. Hoje o que faço é iniciar via telefone e, logo em seguida, pressiono a pausa. Depois de executar essa gambiarra, posso escolher um podcast, colocar o telefone na braçadeira e quando começo a corrida desligo a pausa via relógio.

Pode parecer bobagem, mas não é. Além de ser mais seguro sair de casa com o telefone já guardado, uma vez perdi uma corrida inteira porque no final da atividade usei a pausa via Pebble e esqueci de encerrar no telefone. Resultado? No dia seguinte apaguei a corrida anterior por acidente quando tentava iniciar uma nova.

Apesar dessa pequena vantagem, a versão do RunKeeper para Apple Watch ainda é basicamente um extensão da tela do iPhone. Mas ouvimos que há diversos planos para o futuro. Hoje, por exemplo, a Apple não dá acesso ao monitor cardíaco, mas, a exemplo do que aconteceu com o iOS, acredito que aos poucos essas barreiras cairão.

O problema é que no início essas restrições sempre complicam um pouco a vida dos desenvolvedores. Por exemplo, o App de atividades físicas da Apple não é tão completo quanto o RunKeeper, mas depois de algumas corridas ele compara seus passos com a distância calculada via GPS no iPhone e você pode passar a correr apenas com o relógio. Já o App RunKeeper, depende 100% do telefone.



Bom, concluída a apresentação, funcionários da Apple trouxeram alguns relógios para mesa e foi uma experiência diferente. Além testar o RunKeeper, pude, pela primeira vez, usar o relógio no braço e navegar com mais tempo entre os recursos. Disparamos até mesmo uma selfie via Apple Watch. Experiência interessante. O relógio mostra tudo que está sendo visto pela câmera do telefone e junto um botão para fotografar. Mas, definitivamente, ainda não foi dessa vez. Além do preço, que considero elevado, realmente não estou convencido.

Para falar a verdade ando ansiosamente aguardando a atualização do sistema operacional do meu Pebble. Quero muito experimentar a nova timeline anunciada há algum tempo. O novo relógio, o Time, começa a ser vendido no mês que vem e depois disso ocorrerá a atualização dos antigos modelos. Ou seja, só me resta ter paciência.

VCP 152 - Estamos mesmo no ano do wearables?

Recentemente escrevi o artigo Um quebra-cabeças chamado Health descrevendo os inconvenientes causados pela falta de um padrão e organização dos dispositivos e aplicativos ligados a monitoramento de saúde e atividade física. Neste episódio exploro o tema em mais detalhes.

Além dos dispositivos e aplicativos que tenho, já estive em algumas lojas da Apple nos EUA experimentado o Apple Watch e aproveitei o tema para compartilhar também minha opinião a respeito do relógio no final do episódio.