Será que o sucesso do Apple Pay depende de parcerias com empresas como a Square?

Nos EUA é muito comum ver iPads dentro de suportes brancos emulando caixas registradoras no comércio. Estão por toda parte, de quiosques a grande lojas e hotéis. A moldura plástica, junto com um aplicativo, transforma o iPad num verdadeiro sistema de cobrança e controle, mas a Square, responsável pelo produto, fornece também outros equipamentos. O modelo mais usado é o que pode ser conectado ao telefone via porta do fone de ouvido e é similar ao que a Pagseguro imitou e usa no Brasil. Enfim, o que importa é que são muito populares.

Não conheço as condições para o comerciante, mas devem ser boas porque vejo o equipamento da Square por toda parte. Já o Apple Pay, que adoro pela simplicidade, é ainda uma raridade. Na verdade, mesmo nos locais onde é aceito, há às vezes certa confusão e dúvidas. 

Square e Apple Pay

Não sei quem procurou quem para a parceria, mas a novidade é que ainda em 2015 o equipamento Square ganhará um upgrade e passará a ser compatível com o Apple Pay. Um pequeno quadrado, que, aliás, também funcionará para os cartões com chip, conterá um leitor de NFC para registrar pagamentos via Apple Pay.

Na WWDC 2015 foi dito que o Apple Pay seria expandido para o Reino Unido e que seria aceito no sistema de transporte público. Confesso que fiquei mais impressionado com a parte do transporte público. Usar o NFC dos telefones me parece uma evolução natural para esse tipo de atividade. Afinal, os leitores estão por toda parte em metrôs, ônibus etc.

Junte-se a isso as novidades divulgadas pela Google na I/O 2015 e vejo, finalmente, um futuro muito promissor para esse novo meio de pagamento. No final das contas, a franquia De volta para o futuro parece ter acertado as previsões mais uma vez, a digital será a chave.

Quanto a chegar ao Brasil, minha opinião é de que ainda vai demorar um bom tempo. Não acredito em má vontade da Apple, afinal ela também têm receita com o Apple Pay. O que não aparece para o público é todo um sistema que está claramente integrado para fazer com que o pagamento via telefone funcione. No artigo Apple Day falo um pouco sobre isso.

E mesmo nos EUA, com tantos estabelecimentos já listados no site da empresa, o serviços ainda é responsável por um percentual muito baixo das transações. Portanto, vejo com muito bons olhos a parceira com a Square. Certamente vai expor a novidade para um número muito maior de consumidores. E só posso acreditar que no futuro também haverá algum tipo de compatibilidade com o Android e o sistema de pagamentos da Google. E, finalmente, depois de ter se tornado um meio popular nos EUA, Europa e Ásia, deve chegar ao Brasil.

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Apple Day

Desde de que a Apple inaugurou suas lojas próprias e cunhou a expressão Genius Bar para denominar o local no qual ficam os profissionais — gênios? — que nos auxiliam com instalações e problemas técnicos, o termo se tornou piada para um grupo de pessoas.

Em defesa da empresas posso dizer que em certa ocasião tive a oportunidade de bater um papo informal com um Genius e a pessoa se mostrou realmente muito capacitada. Mas isso foi no passado quando a Apple não era tão popular. Atualmente, só marcando hora mesmo! E foi isso que fizemos!

A Andreia, minha esposa, tem um MacBook Pro bastante antigo e comprado no Brasil. Se me lembro bem ele é de 2009 ou 2010 e depois que instalamos o Yosemite, a tela de senha passou a apresentar um estranho problema. A foto de fundo fica deformada como se os pixels não conseguissem completar a imagem. Depois de colocar a senha, tudo volta ao normal.

O hábito me fez ir em busca de informações online, mas enquanto procurava me lembrei do óbvio! Estamos nos EUA e aqui perto tem uma loja da Apple. Via Internet, antes do almoço de domingo, conseguimos um horário vago às 5 da tarde na agenda de um dos gênios e lá fomos nós.

Visitei algumas lojas da Apple em diversas partes do mundo e o atendimento é muito bom, mas estava sempre comprando algo. Nunca tinha usado o Genius Bar. Na hora marcada nos chamaram e uma Genius nos atendeu. Olhou no iPad dela os dados que a Andreia tinha incluído no formulário online, conectou um cabo no Mac e rodou um diagnóstico. Não sei exatamente o que ela fez, mas achei muito bacana. A tela fica mostrando o progresso de vários testes.

— O equipamento está ok. Deve ser algum problema na instalação do sistema operacional. Vocês podem deixar ele aqui para mais testes e se for o caso reinstalamos o sistema. Fizeram o backup
— Sim!

Lançou mais algumas informações no iPad, embalou o computador e o guardou. É claro que compramos algo na saída. Essas lojas são um perigo! Peguei uma Pencil na praieira para dar de presente para esposa que está de olho numa dessas há tempos e procurei ao redor por um funcionário. Eles normalmente te detectam na hora certa e chegam equipados com um sistema de pagamentos portátil muito bacana. É feito para você pegar algo e pagar onde quer que esteja na loja. Um convite ao consumo fácil.

— Quer usar o Apple Pay?
— Não, esse cartão ainda não está cadastrado 😔.

Que vacilo! Deveria ter cadastrado o cartão assim que chegamos aos Estados Unidos. Mas é tanta coisa pra fazer antes de partir que fica difícil lembrar de todos os detalhes. Dizem que é simples e resolvi executar o procedimento ali mesmo na loja. Sentei num dos bancos, fotografei o cartão e todos os dados foram para o iPhone. Uma réplica dele apareceu no PassBook junto com um número de telefone do banco para confirmação dos meus dados.

Uso um número da T-Mobile com chamadas ilimitadas para qualquer parte do país e foi só pressionar o discar e esperar a pessoa atender do outro lado. Era um departamento do banco especializado em validação do Apple Pay. A pessoa já me atendeu sabendo o que eu queria, me pediu para confirmar alguns dados e que eu informasse um número — espécie de token — que aparece no PassBook.



Incrível! O processo todo deve ter levado menos de 10 minutos. Agora só preciso encontrar um lugar para dar mais dinheiro (comissão) para Apple experimentando o Apple Pay.

Em tempo, foi a primeira vez que estive num bar e só bebi água...