Produtividade: quando pagar por Apps e serviços (opinião).

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Semana passada aconteceu uma conversa muito interessante lá no nosso Grupo de Discussão a respeito de pagar ou não por aplicativos e serviços. Em realidade não foi a primeira vez e provavelmente não será a última. Mas o foco desta vez era a quantidade de dinheiro que se gasta assinando aplicativos.

Quero começar nossa conversa contando uma história triste que alguns já devem conhecer. No passado existiu um serviço muito interessante chamado Sunrise. O conceito era muito simples, porém extremamente eficiente. O Sunrise era apenas uma agenda de compromissos que se integrava com uma enorme quantidade de serviços.

Era possível, por exemplo, ter aceso aos compromissos vindos de uma série de lugares como Outlook, Google Agenda, lembretes do Evernote, eventos do Eventbrite e assim por diante. E não era algo estático. Qualquer mudança feita no Sunrise era refletida nos outros serviços e vice-versa.

Acontece que a Microsoft comprou o Sunrise e integrou meia dúzia de funcionalidade dele dentro do App Outlook. O que existe hoje não chega aos pés do que o serviço foi no passado. A revolta foi geral e um grupo de pessoas resolveu criar um serviço equivalente, o Kin.

Parecia que tudo estaria resolvido, mas em janeiro deste ano (2018) eles, de certa forma, encerraram as atividades também. Pararam de desenvolver o aplicativo e disponibilizaram o código em open source e mais uma vez, fim de história.

Pode até parecer que manter uma estrutura online seja algo barato, mas não é. Por exemplo, hospedar meu site custa dinheiro de verdade, o endereço vladcampos.com custa dinheiro de verdade, o serviço de envio de mensagens via Newsletter me cobra por cada email enviado e significa que quando mais gente participa, mas eu pago. Além disso, o tempo que invisto nos vídeos significa tempo que não estou ganhando dinheiro com clientes e assim por diante. E sou basicamente uma pessoa fazendo tudo.

Transporte tudo isso para uma equipe de desenvolvimento de um serviço como o Sunrise e a conta ficará muito maior. O mesmo vale para o Evernote, Trello, Todoist etc. Existem custos com desenvolvimento, suporte, manutenção, hospedagem de dados, marketing etc.

O modelo parcialmente gratuito destas empresas existe para que você experimente e descubra se o serviço é mesmo útil para você. E é neste ponto que quero chegar. Se é útil para você, se você está sendo mais eficiente, se está ganhando mais dinheiro, pague pelo serviço. Não para ajudar a empresa, mas para te ajudar a fazer ainda mais.

O Facebook nos oferece uma avalanche de coisas gratuitas porque ele está usando e abusando de nossos dados nos bastidores e ganhando rios de dinheiro com isso. Não é o caso de aplicativos de produtividade. A maioria dos que conheço e uso é muito cuidadosa com nossos dados e a única fonte de receita vem do que pagamos.

A discussão no grupo era um pouco diferente disso. O foco era tentar otimizar os serviços para que nosso custo mensal total pudesse ser reduzido. Concordo penalmente com este raciocínio e falei sobre o assunto na semana passada. Não há porque pagar por vários aplicativos que executam funções similares. Tente otimizar, mas, por favor, não se revolte com os recursos que não existem nas versões gratuitas.

A história do Sunrise não é excessão. Só no período recente vimos o Wunderlist ser comprado pela Microsoft também e os escritórios do Todoist e Evernote fechando no Brasil.

É um tema bastante polêmico e gostaria muito de ouvir sua opinião. Se um aplicativo ou serviço te leva a ser mais eficiente você paga por ele? Que aplicativos e serviços recebem seu dinheiro? Por que? Por favor, compartilhe sua história para ajudar outras pessoas.