Precisamos conversar... | 245

Recentemente comecei a receber alguns comentários com pedidos de mudanças nos vídeos publicados no Canal. Não são muitos, mas acho importante explicar o que está acontecendo e compartilhar minha posição a respeito do trabalho que venho realizando no YouTube.

Adoro ensinar! Faço isso há muitos anos. Meu primeiro blog educativo é do final da década de 90 e desde então não parei mais. O primeiro podcast foi ao ar em 2005 e em 2013 lancei outro podcast, o Diário de um elefante. Já o Canal começou experimentalmente em 2016 e em 2017 passou a ter publicações frequentes. E durante todo esse tempo, nunca parei de publicar conteúdo na forma de texto nos diversos blogs que evoluíram para o conteúdo que publico aqui neste blog.

Mas apesar de ensinar para o maior número de pessoas, fazer isso gratuitamente não pode ser considerado um trabalho. Na ponta do lápis é como se eu estivesse pagando para trabalhar e por isso estou sempre colocando propagandas dos meus cursos e mentorias nos vídeos. E enquanto a receita global estiver maior que as despesas, os vídeos continuarão.

A reclamação é basicamente a mesma. Algumas pessoas querem mais compartilhamento de telas nos vídeos. Entendo isso perfeitamente, mas os vídeos como estão sendo produzidos tem uma razão de ser.

Em primeiro lugar, não posso mostrar meu próprio Evernote ou Trello porque estão repletos de informações de clientes e conteúdos pessoais. Portanto, toda vez que quero mostrar qualquer coisa, preciso reproduzir toda estrutura numa conta paralela para demonstrações e isso consome um monte de tempo. Para contornar esse problema tenho alternado entre 3 tipos de vídeos:

  1. Feitos 100% com telas dos softwares;
  2. Alternados entre telas e meu rosto;
  3. Apenas meu rosto ou meu rosto e pouquíssimas telas.

Os itens 2 e 3 tendem a ser a maioria daqui por diante, mas procuro sempre apontar para outros vídeos nos quais estão as explicações e mais detalhadas. A ideia é que eu possa ligar a câmera e gravar algo para compartilhar um ensinamento sem consumir muito tempo do meu trabalho que gera dinheiro de verdade.

Além disso, minha formação é como podcaster e tenho curtido muito as pessoas que estão levando o formato de podcast para o YouTube. E se gosto do que estou fazendo, certamente farei mais.

Acredito que há também uma expectativa de que todo youtuber ganha um monte de dinheiro e que ser youtuber é uma profissão de todos que estão publicando conteúdo neste formato. Não é verdade. Muito longe disso!

Comecei o Canal para expandir o podcast e me apaixonei. É um universo completamente diferente e adoro gravar, publicar e interagir com cada um de vocês. O problema é que o YouTube funciona mais ou menos como o futebol. São poucos os jogadores que farão fortunas.

Pode ser que um dia isso mude, mas hoje, definitivamente, minha renda não vem do YouTube e preciso dedicar tempo ao meu trabalho que são as consultorias, cursos e livros. A propósito, o Patreon, foi criado justamente para tentar viabilizar financeiramente o projeto do Canal.

E o mesmo racional vale para o conteúdo. Experimento muito coisa, mas meu trabalho de consultoria é muito focado no ensino do Kanban usando Evernote, Trello e serviços do Google. Há uma série de razões de porque isso acontece. Gosto e confio nos produtos e são produtos normalmente usados pelo público-alvo das minhas consultorias que são profissionais liberais ou pequenas empresas.

Em outras palavras, é natural que os temas das minhas consultorias acabem no YouTube. Muitos vídeos são inclusive inspirados em situações que ocorrem nas mentorias. Simplesmente porque é mais fácil escrever a pauta e sentar para gravar a respeito destes temas.

Enfim, o Canal como está é o que posso fazer no momento e confesso que gosto muito desse formato. E já existem quase 250 vídeos organizados em playlists e um Grupo de Discussão com pessoas fantásticas, sempre dispostas a ajudar.

É isso... Precisava compartilhar esses pensamentos com você.

Abraços e até o próximo,

Vlad.