Gestão de Clientes. Um mini-CRM usando o Evernote.

Existe um grupo de usuários Evernote que é bastante entusiasmado com templates. Não é o meu caso porque trabalho muito em dispositivos móveis onde normalmente as informações acabam ficando muito difíceis de enxergar.

Por outro lado, ter uma nota modelo é uma boa dica porque basta duplicá-la e começar a preencher os campos.

Para resolver esse impasse, tento criar templates o mais simples possíveis (exemplo no vídeo abaixo). No caso dos meus clientes, há espaço para uma pequena descrição da empresa ou aluno no topo da nota e no caso de empresas normalmente incluo a logo porque isso facilita o processo de encontrar a nota certa.

Depois existe uma parte com informações dos interlocutores (nome, telefone, email etc.) e finalmente o “Conteúdo Externo”, que em realidade é um link para a pasta da empresa no Google Drive.

Lá estão contratos e outros documentos que no passado eu costumava guardar no próprio Evernote.

As três partes finais são as que utilizo com mais frequência no dia-a-dia. A primeira é uma lista de tarefas que preciso executar em praticamente todos os clientes. O segundo grupo uso para grandes tarefas que aparecem durante as reuniões. E o terceiro e último é um histórico de qualquer relação que tenho com o cliente. Assista o vídeo abaixo para entender o processo em detalhes e deixe seus comentários no YouTube.

O que é... USB Tipo-C?

Quando começaram a aparecer os dispositivos compatíveis com o USB Tipo-C a primeira coisa que veio a minha mente foi: o futuro finalmente chegou!

O USB está certamente entre os padrões mais populares que já surgiram, mas, ao mesmo tempo, peca pela enorme variedade de tamanhos e tipos.

O Tipo-C representa a evolução do USB para um padrão universal. Finalmente estamos a ponto de poder usar um mesmo cabo com o mesmo conector nos dois lados e que pode servir para uma enorme variedade de situações como transmitir dados, recarregar equipamentos e conectar monitores externos.

Padrões

A USB-IF é uma empresa sem fins lucrativos com mais de 750 membros e fundada em 1995 pelas companhias que discutem e estabelecem os padrões para o popular formato USB. Nomes como Apple, Google, Microsoft e muitas outras fazem parte desse grupo.

O Tipo-A é o formato mais popular. É aquele retangular e que está nos pendrives, nas portas dos notebook, recarregadores de celular e em diversas outras partes. O Tipo-B lembra um quadrado (mais detalhes no video) e normalmente está presente em cabos de impressora. Já as variações mini e micro são versões menores dos tipos A e B.

Além dos formatos, existem também as versões que estão relacionadas às velocidades de transmissão. Atualmente estamos na 3.1, mas percorremos um longo caminho até chegarmos aqui.

Velocidades

  • 1.0: 1.5 Mbit/s a 12 Mbit/s
  • 2.0: 480 Mbit/s
  • 3.0: 5 Gbit/s
  • 3.1: 10 Gbit/s

A propósito, para identificar os equipamentos que suportam uma velocidade maior, fique de olho na cor do conector. Aqueles que são pintados de azul, são os mais velozes.

Mas vale lembrar que os dois equipamentos conectados precisam suportar maior velocidade. Sendo assim, se seu computador suporta velocidade 3.1, mas seu telefone só suporta 2.0, a velocidade de transmissão cai para 2.0.

É fato que as versões 3.0 e 3.1 trouxeram um grande salto na velocidade, mas ainda existiam todos aqueles outros conectores que vemos na outra ponta do cabo: micro, mini e tantos outros. O objetivo do USB Tipo-C é unificar tudo isso. A velocidade atingida até o momento com a versão 3.1 e um único formato de cabo.

As principais características do Tipo-C são:

  • Um conector que pode ser encaixado virado para cima ou para baixo;
  • Um mesmo conector nas duas pontas do cabo;
  • Elevada velocidade de transmissão de dados;
  • Capacidade para recarregar dispositivos;
  • Pode ser usado para transmitir vários tipos de dados e sinal.

O Futuro

Estamos vivendo um momento de transição que deve ser um pouco longo, mas já existem vários adaptadores a venda e até pendrives com conectores Tipo-A de um lado e Tipo-C no outro.

Enfim, quando concluirmos essa etapa, precisaremos de apenas um cabo para todos os nossos equipamento. Quase... afinal o iPhone, iPad, Magic Mouse, Magic Trackpad e Pencil da Apple ainda usam um conector proprietário, o Lightning.

A propósito essa é uma face do "pensar diferente" da Apple que é completamente desnecessária e que só complica a vida das pessoas. Acho difícil, mas quem sabe essa teimosia termine depois que todos os demais equipamentos do mundo já estiverem adotando o USB Tipo-C.

Como transformei um velho iMac de 2008 em um novo computador sem gastar nada

Os computadores da Apple são máquinas muito bem acabadas e que costumam receber diversas atualizações gratuitas de sistema que fazem com eles durem mais do que a concorrência. Mas depois de quase 9 anos de vida o macOS ficou lento demais no meu antigo iMac de 2008.

Até esse final de semana ele estava guardado no armário simplesmente porque não encontrei compradores e não tive coragem de jogar fora um equipamento tão belo. Mas nunca me conformei com isso e resolvi aproveitar a oportunidade para experimentar algo que andava me provocando há algum tempo.

Em 2015 “descobri” o Chrome OS e me apaixonei pela simplicidade e eficiência do sistema. Desde então venho me envolvendo cada vez mais com ele. Ainda em 2015 comprei um Chromebook da Samsung para fazer alguns testes e descobri que é, sim, possível realizar inúmeras tarefas usando o sistema.

Cheguei a experimentar trabalhar por 30 dias consecutivos sem abrir o Mac e depois passei meses usando o Chromebook por meio período diariamente.

Hoje ele sempre me acompanha nas viagens a passeio. O Mac só entra na mochila quando o assunto é meu workshop porque não existe ainda uma versão do Evernote específica para o Chrome OS.

Esse ano (2017) aproveitei uma viagem internacional e comprei um Acer R11 com tela touch e que já suporta aplicativos Android.

Tudo que gosto no tradicional Chrome OS continua lá, mas agora há um mar de aplicativos que posso instalar a partir da Google Play.

Os estudos a respeito do Chrome OS também me levam a descobrir o Chromium OS, a versão open-source do sistema e que pode ser instalada em diversos computadores.

Para transformar meu iMac de 2008 em uma máquina eficiente em pleno 2017, utilizei o processo de instalação da Neverware.

Está tudo detalhadamente explicado no site da empresa, mas basicamente você vai precisar de um pendrive de ao menos 8 GB, uma extensão gratuita para o navegador Chrome e depois disso seguir os passos para download e instalação do Chromium OS. O procedimento todo é muito simples e relativamente rápido. O que demora um pouco é o download e o processo de instalação propriamente dito.

É possível rodar o sistema a partir do pendrive, mas achei que ficou lento demais e, além disso, meu objetivo não era esse. Dependendo do computador, você pode também instalar com duplo boot (há uma lista de equipamentos compatíveis no site da Neverware), mas como o macOS estava impraticável no meu antigo iMac, simplesmente instalei o Chromium OS em cima do sistema da Apple.

O iMac agora está veloz e funcionando muito bem. E antes que você diga que o Chrome OS não serve para trabalho de verdade, reflita sobe o tipo de trabalho que você faz: envio de emails, navegação na web, Word, Excel, PowerPoint, Spotify, Netflix etc. Tudo isso e muito mais roda perfeitamente bem no Chrome OS.

Portanto, se você tem um antigo computador parado colhendo poeira no seu armário, instale o Chromium OS, divirta-se um pouco com o sistema e, se for o caso, depois doe o equipamento para alguém que ainda não tem um computador.