Kanban: primeiros passos (introdução). | Ep. 209.

Em minha opinião a beleza do Kanban é que ele funciona de forma natural. Parece com um fluxo normal das nossas vidas.

Não há necessidade de pagar cursos caros ou aprender terminologias rebuscadas que às vezes me parecem ter sido inventadas para complicar o simples.

Também não precisará usar métodos que causam desconforto e acabam trazendo a sensação de que estamos perdendo mais tempo estudando, aprendendo e organizando do que fazendo.

Este é o primeiro vídeo de uma série a respeito do Kanban e caminharemos juntos neste aprendizado. Portanto, fica o convite: assine meu Canal no YouTube para acompanhar os demais vídeos e ensinamentos.

O Kanban foi criado na Toyota pelo engenheiro Taiichi Ohno com o objetivo de aprimorar os processos de manufatura da empresa. Mas é importante deixar claro que o Kanban é parte do Sistema de Produção da Toyota, ou TPS (Toyota Production System), desenvolvido entre as décadas de 50 e 70.

Um dos objetivos desse sistema era limitar a produção em excesso, por isso você pode também já ter ouvido a expressão "Just-In-Time", ligada a Toyota e a produção de seus carros. Outra expressão muito comum e o "Work In Progress" (trabalho em andamento/progresso), que aparece diversas vezes na forma da sigla “WIP” e é também muito mencionada no livro Personal Kanban.

Controlando o trabalho ou fornecimento de peças no caso da Toyota numa das pontas, era possível regular a saída na outra extremidade. Ou seja, uma redução ou aumento na procura por um carro pode ser facilmente regulada ao longo do fluxo Kanban.

Na prática, a demanda por um carro vai passando sinais por todo fluxo do final para o começo. Grosso modo, seria algo assim: os carros estão sendo comprados mais rapidamente, portanto, é preciso produzir mais. Para produzir mais, será preciso mais peças e assim por diante.

A inspiração de Taiichi Ohno veio das prateleiras de um supermercado. Um consumidor pega um produto, o espaço fica vago na prateleira, que é posteriormente completado por um funcionário do supermercado. Percebe que é algo natural? O espaço está vazio. Não há segredo. O funcionário olha e coloca um novo produto.

Esse fluxo Kanban é normalmente representado por cartões passando de uma lista para outra. O nome Kanban inclusive vem dessas sinalizações, dessas mudanças de status. Este é mais ou menos esse o significado da palavra em japonês. Os cartões você já deve ter inclusive visto em muitos vídeos online ou artigos representados por Post-its. Mas normalmente usam apenas 3 etapas: FAZER; FAZENDO e FEITO.

Muito cuidado! Isso é uma simplificação excessiva. O Kanban é o acompanhamento do processo como um todo. FAZER, FAZENDO e FEITO é o mesmo que ter uma lista de tarefas com itens a a fazer e itens marcados como concluídos. O Kanban vai muito além disso.

Um quadro Kanban precisa representar a realidade. Por exemplo, com muitos elementos no início do fluxo não se movendo, fica evidente que há algo errado ali. O mesmo vale para qualquer parte do fluxo. Um simples olhar e verá que algo está errado ou acumulando. Falaremos mais sobre isso nos próximos vídeos desta série.

Você já já conhecia o Kanban? Por favor, deixe nos comentários uma resposta simples: sim ou não. Assim posso preparar melhor os próximos vídeos. Mas se você já usa e sei que alguns dos assinantes aqui do Canal usam, por favor, deixar sua experiência registrada para ajudar outras pessoas. É novo aqui? Primeiro vídeo? Assine o Canal e acompanhe minhas várias dicas por semana a respeito de Organização Inteligente e Trabalho Eficiente.